O Modelo de Turismo Low Cost: A Revolução dos Tempos Modernos

Nivaldo Vicente

Viajar de avião foi, durante muitos anos, um serviço de luxo apenas acessível à camada social mais abastada. Algumas décadas volvidas, o fenómeno turístico massificou-se e as viagens aéreas entraram para a fronteira de possibilidades de consumo do público em geral. Para isso, muito contribuíram as denominadas low cost Carriers ou Companhias de Baixo Custo.

Estas companhias vieram ampliar de forma significativa o universo da aviação civil e ganhar quota de mercado às companhias tradicionais.

Actualmente conservam uma grande fatia das viagens médio curso, detendo mais de 20% do mercado das rotas dentro da Europa e dos Estados Unidos (segundo a OAG – Official Airline Guide). Representam um modelo de negócio muito diferente do que caracteriza as transportadoras que até agora dominavam a aviação civil, e que se rege, na sua génese, pela diferenciação baseada no preço.

Conseguem comercializar viagens de avião a 5 euros (pouco mais que uma das nossas notas de 500 escudos), o mesmo valor que pagamos pela deslocação de táxi desde o aeroporto até o centro da capital ou menos do dobro do custo do percurso Praia-Assomada nos ‘apertados’ hiaces.

A ‘Fórmula Mágica’

Como conseguem estas companhias ser lucrativas praticando preços tão baixos?

A resposta não é tão complexa quanto possa parecer. Na verdade, são empresas com uma estrutura de custos muito baixa, que conseguem transportar vários milhares de pessoas (nalguns casos milhões) para aeroportos de pequena dimensão e que requerem menos serviços de assistência afectos às operações de embarque (em relação às bagagens, por exemplo) do que as companhias regulares.

Esta nova filosofia de gestão está assente em 2 vectores-chave:

  1. Minimização de custos e… da qualidade:

    • Escolha dos aeroportos: voam para aeroportos secundários e mais económicos na alocação dos slots e menos congestionados. Aterram em horários menos procurados (logo pela manhã ou ao final do dia) o que possibilita turn-arounds mais curtos. Em média, o turn-around de uma low cost dura cerca de 25 minutos – durante os quais o avião aterra, desembarca passageiros e bagagem, verifica/limpa/atesta a aeronave, embarca novos passageiros e bagagem e parte – contra os 50 minutos de uma companhia tradicional;
    • Eliminação dos serviços de bordo gratuitos, como refeições e snacks e aplicação de taxas aos serviços considerados suplementares como o transporte da 1ª bagagem, a escolha de lugares a bordo ou a prioridade no embarque;
    • Estrutura de recursos humanos compacta: apenas pertencem aos quadros destas empresas os pilotos, oficiais e assistentes de bordo, subcontratando os restantes funcionários. Para além de disporem de uma equipa de profissionais bastante reduzida, esta é também multi-funcional sendo exemplo disso mesmo o facto de, por exemplo, o pessoal de bordo também fazer a limpeza dos aviões ou atender nos balcões de check-in;
    • Gestão da frota: Adquirem aviões novos e de pequena dimensão, conseguindo elevadas taxas de ocupação nos seus voos com menores consumos de combustível. A frota é geralmente adaptada (muitas vezes narrow body de capacidade baixa ou média) conseguindo rentabilizar o espaço físico do avião em cerca de 15% (uma vez que existe uma única classe a bordo), sendo todos os seus aviões do mesmo modelo reduzindo custos com o armazenamento de peças e com a manutenção.
  2. Simplificação de processos:

    • Modo de distribuição: não permitem reservas mas apenas a compra efectiva do bilhete, o que reduz o custo associado à gestão das reservas. A venda é feita maioritariamente na internet, directamente ao consumidor final, eliminando os custos de intermediação com pessoal e com papel;
    • Responsabilização do cliente: uma vez que estas transportadoras apenas comercializam voos directos descartam-se das ‘dores de cabeça’ causadas pelas perdas de voos de conexão e qualquer alteração às condições iniciais do bilhete comprado (alteração de nome ou data de voo por ex.) que custa, muitas vezes, mais do que o valor do bilhete;
    • Sistema básico de tarifas: não existindo as tradicionais classes (económica e executiva por exemplo) as compras com bastante antecedência significam preços mais económicos que vão aumentando à medida que se aproxima a data da viagem, reagindo de forma natural à elasticidade da procura;
    • Possibilidade, em alguns casos obrigatoriedade, de realização do check-in online. A Ryanair, por exemplo, deixará de ter balcões nos aeroportos pelo que ‘obriga’ os passageiros a efectuarem o check-in on-line, contra o pagamento de cerca de 40EUR para a impressão dos boarding passes no aeroporto;
    • Aliada a esta perspicaz estratégia de redução acentuada de custos, as transportadoras de baixo custo ainda conseguem gerar receitas através da venda de publicidade no interior dos aviões (nas revistas de bordo por ex.) e nos sites – sítios (para empresas de rent-a-car ou seguradoras por ex.) que irão contribuir também para a tarefa de redução de tarifas. Uma vez que transportam dezenas de milhões de pessoas, estas companhias tornam-se muito atractivas para empresas que pretendam publicitar os seus produtos.

E como fica a segurança no meio disto tudo?

Ao contrário do que vem sendo proclamado, este esforço de contenção de custos em nada afecta a segurança das viagens. Na União Europeia, por exemplo, os regulamentos impostos aplicam-se por igual a todas as companhias, indistintamente, e a manutenção das aeronaves segue os procedimentos regulamentares do ICAO (International Civil Aviation Organization).

Estas transportadoras acabam por ser bastante mais perspicazes que as companhias regulares uma vez que se comprometem a fornecer apenas aquilo por que as pessoas estão dispostas a pagar.

E no final a fórmula resulta, pois o passageiro só paga pelo que serviço que usufrui.

Companhias Lowcost

Acerca da possível entrada das low cost no mercado cabo-verdiano

Foi noticiado durante o mês de Setembro que a companhia irlandesa RyanAir estaria a estudar a possibilidade de incluir Cabo Verde na lista de destinos abrangidos pelos seus voos de ‘muito’ baixo custo! Mas, para além da possibilidade de viajarmos entre Portugal e Cabo Verde por preços significativamente mais baixos, qual o real impacto da entrada de uma low cost no mercado Cabo-verdiano? As respostas vão muito além das viagens a baixo custo!

O Impacto na Aviação Civil e no Turismo

As companhias de baixo custo transformaram-se em pouco tempo num caso de sucesso e têm obrigado as companhias regulares a reverem as suas políticas comerciais. Sendo o preço a arma mais importante das low cost, a entrada da Ryanair iria pressionar a aliança TAP/ TACV a assumir uma nova postura reduzindo grandemente as tarifas com o risco de perder quotas de mercado significativas. As promoções iriam tornar-se assim uma prática comum.

Recorro àquilo que se está a verificar na rota Lisboa/Funchal, um exemplo claro de como as companhias regulares têm enormes dificuldades em competir com os modelos de gestão das companhias de baixo custo. Neste caso, a LCC Easy Jet atingiu em poucos meses quotas de mercado significativas com taxas de ocupação sempre superiores a 90% num mercado antes dominado pela aliança portuguesa TAP/SATA, registando uma transferência de cerca de 26% do mercado para esta nova concorrente. Esta nova alternativa levou a uma redução abrupta do preço dos bilhetes, onde antes da liberalização, a rota Lisboa/Funchal/Lisboa custava em média cerca de 430EUR para não residentes a EasyJet chegou a vender o mesmo percurso por valores, em média, pouco acima dos 50EUR

Um dado que espelha a diferença produtiva entre as companhias regulares e as low cost é a média de passageiros transportados por colaborador. A TACV transportava, há cinco anos, cerca de 500 mil passageiros com uma equipa de 800 trabalhadores, ou seja registava uma média de 625 passageiros por colaborador contra a abismal média da Ryanair, que ultrapassa os 10 mil passageiros transportados por colaborador.

Tempos de desespero requerem medidas desesperadas, e num cenário hipotético de liberalização de mercado a TACV iria sentir-se obrigada a empreender iniciativas arriscadas. A estratégia de diferenciação pelo preço teria de ser adoptada num ambiente de concorrência tão selvagem onde a redução dos custos poderia determinar a sua sobrevivência. Para não perder a maior fatia da quota de mercado a redução das tarifas seria rapidamente uma realidade mas com a impossibilidade de competir com os preços lowcost a companhia de bandeira cabo-verdiana poderia ter de optar pela introdução de tarifas exclusivas para residentes e emigrantes esperando que este grande segmento continuasse a optar pela companhia de bandeira.

A desfragmentação das tarifas aéreas poderia constituir uma outra forma de gerar receitas, cobrando os serviços-extra separadamente, ao contrário do que é apanágio das companhias regulares.

A aposta no mercado online seria uma outra saída provável através da dinamização do sítio da companhia.

À semelhança do que aconteceu na rota Lisboa/Funchal, onde, seis meses após o início da operação, a companhia inglesa Easy Jet já detinha mais de 10% da quota deste mercado antes totalmente monopolizado pela aliança TAP/SATA, também Cabo Verde poderá viver uma autêntica revolução na conjuntura Económico-Turística, conseguindo um aumento exponencial, e sem precedentes, do número de turistas. Este crescimento no número de visitantes fará também aumentar os gastos diários por turista bem como as taxas de ocupação hoteleiras, sendo provável que se registem quebras apenas na estadia média, largamente compensada pelo aumento significativo de turistas. O turismo, representando cerca de 19,4% do PIB cabo-verdiano (Câmara de Comércio Portugal Cabo Verde), iria ver aumentado o seu peso na economia nacional à semelhança do que aconteceu com o arquipélago madeirense. Haveria também espaço para novos nichos de mercado uma vez que, segundo a NFO Infratest (2002), mais de metade do tráfego low cost é constituído por pessoas que de outra forma não se deslocariam de avião àqueles destinos.

Esta abertura iria potenciar largamente o turismo quer de lazer quer de negócios, enquanto muito provavelmente as operações charter iriam ser bastante afectadas, uma vez que os turistas passariam a programar livremente a sua viagem, a data, a duração da estadia e o hotel, a preços muito provavelmente inferiores aos dos pacotes turísticos e sem as condicionantes destes últimos. Este cenário, em última análise, levaria os operadores turísticos a reduzirem a frequência das suas operações em consequência de deslocarem os seus recursos para rotas e destinos mais lucrativos.

As companhias de baixo custo costumam canibalizar grande percentagem do tráfego aéreo instalado, e, uma vez que dependem na sua maioria de sistemas de incentivos ao estabelecimento de rotas e frequências, são muito flexíveis na substituição de rotas, criando incerteza e instabilidade no desenvolvimento económico dos destinos para onde voam. Na existência de condições mais atractivas em outro mercado desaparecem com a mesma rapidez que apareceram.

A entrada de uma LCC em Cabo Verde poderia, em última instância, causar uma descontinuidade no modelo de distribuição turística, e haveria a necessidade, por isso, de se desenvolver programas sustentados de promoção turística e colocar em prática acções focalizadas em ‘vender’ o destino de uma forma homogénea. Haveria que se fazer passar uma mensagem uniforme entre os diversos agentes do sector, centrado nos segmentos de turistas que pretendêssemos captar e fidelizar.

O modelo de turismo low cost, apesar de ser muito atractivo e de rápido retorno, a longo prazo poderá não será mais do que um modelo de massificação, de baixo preço mas também de pouca criação de valor.


Sobre o autor:

Nivaldo Vicente, 26 anos, consultor de Viagens na Travel Gate (desde 2006). contacto: nivaldovicente@gmail.com

15 comentários

  • Underdôglas diz:

    Senhor consultor de viagens, em primeiro lugar tem de aprender a traduzir conceitos anglosaxónicos para português. Se nao é capaz disso é porque também nao será capaz de convencer ninguém com a sua charábia de low cost.

    Nunca vejo um americnao ou inglês a escrever em inglês e de repente meter no seu texto uma série de conceitos em português. Porquê este complexo de inferioridade?

    Nao sabe dizer low cost em português? Em todas as linguas todos os conceitos ou palavras e noçoes têm a sua maneira de dizer também. Se nao souber dizer coçar as nádegas em inglês, o inglês nao o perceberá se utilizar a versao portuguesa.

    Ou entao é snobismo. Neste caso, os leitores nao o compreenderao, a sua mensagem nao passará. Encher um texto em português de conceitos em inglês sobretudo termos ténicos, é tornar esse mesmo texto incompreensivel. Incompreensivel inclusivamente para o proprio autor, pois na verdade, na maior parte das vezes o autor quando mete palavras como travel gate, low cost, boarding passes etc, é porque nao sabe o que esses conceitos querem dizer nem inglês nem em português.

    Low cost, é em português um bom preço, barato ou custo baixo. Logo se está a escrever em português tem de encontrar o melhor vocabulo ou expressao para dizer low ccost. E assim sucessivamente.

    Enfim, nada de generalizaçoes. Nao é porque viu uma publicidade de um vôo de 5 euros que se vai inverter a pirâmide. Tal tem um enquadramento.

    Alias eu nunca consigo apanhar esses vôos especiais de por exemplo viajar a 30 euros Paris/LMisboa ou paris/Berlim. Porquê? Porque é um serviço especial e enquadrado no tempo e no espaço. Portanto nada de sonhos. Nada de vender sonhos assim dessa maneira.

    Hoje por exemplo quis viajar até londres dei uma espreitadela à Net e encontrei um Euro Star por 69 euros ida e volta. So que tal nao é automâtico, mas sim é uma promoçao que servirá so para Janeiro. Para quem quer viajar sem estar a dar satisfaçoes a ninguém, o preço médio é de 150 euros pelo mesmo trajecto e para amanha.

    Conclusao: nao estejamos a vender banha da cobra. Nao estejamos a vender sonhos quando a realidade é precisamente outra. Essa de um vôo de aviao, a 5 euros, é o maximo! De onde? Da Achada até Achadinha? Ai é, ja ha aeroportos nestes dois bairros da Praia?

    Sejamos mais responSaveis e comecemos por aprender a traduzir palavras para as nossas linguas…

    Underdôglas

  • Nivaldo Vicente Nivaldo Vicente diz:

    Caro Undedoglas,
    Antes de mais deixe-me agradecer a atenção que o meu artigo lhe mereceu, aproveitando para lhe lamentar por, efectivamente, não ter percebido uma única linha do que aqui escrevi, inclusivamente as partes escritas em português. Tenho grandes esperanças que tenha sido um caso isolado.

    Perdeu uma grande oportunidade de fazer alguma pesquisa e tentar perceber como o mundo da aviação civil se encontra, actualmente, em grande mutação, perceber como funcionam os novos modelos de negócio e fazer algum exercício acerca do impacto da possível entrada de uma companhia lowcost no mercado cabo-verdiano.

    Underdoglas, se não está familiarizado com o termo Low Cost, e acha que por isso, os restantes leitores não perceberam o teor do artigo deve estar a julgá-los muito mal, meu caro. Achar que eu não compreendo o significado dos termos que utilizei no artigo é julgar-me a mim, realmente muito mal.

    Os termos que utilizo estão, por norma, traduzidos ou explicados devidamente ao longo do artigo. Só para exemplificar, quanto ao termo Lowcost aconselho-o a ler o primeiro parágrafo do artigo onde digo (e vou pressupor que não reparou), ‘as denominadas low cost Carriers ou Companhias de Baixo Custo’.
    Caso continue sem perceber o significado do termo confesso não saber como o fazer. No entanto aconselho-o vivamente a ler artigos de especialistas de expressão portuguesa, como Licínio Cunha, que se referem às companhias de baixo custo como companhias Lowcosts com menos dificuldades que o meu caro Underdoglas.

    Quanto à Travel Gate é a Empresa onde trabalho, poderá pesquisá-lo na internet em http://www.gate.pt. O nome da empresa é esse, quanto a isso nada posso fazer! Até porque em nenhum momento o refiro ao longo do artigo, e penso não valer a pena alongar-me muito mais nesta questão.

    Gostava já agora de perceber qual a sua lógica para a tradução de termos como Check in, boarding gate ou boarding pass,…são termos usados genericamente em inglês, a isso chama-se estrangeirismo, e não tenho qualquer problema em usá-lo desde que consiga fazer passar a mensagem.

    Em relação à 2ª parte da sua abordagem, acredite que está a tentar explicar algo que, efectivamente, não compreende (não digo que por falta de capacidade, porque não o conheço, mas simplesmente porque talvez nunca tenha viajado em nenhuma companhia lowcost – sim porque é assim que se chamam essas companhias)…

    Quanto ao facto de eu afirmar no artigo que a Ryanair, (assim se chama a companhia, perdoe-me não conseguir traduzir mais este termo anglo-saxónico), chega a vender bilhetes a 5EUR (não são situações frequentes mas também não disse que o era), aconselho-o no entanto a visitar o site (sítio, se preferir) desta companhia em http://www.ryanair.com, e a reservar um Paris/Porto a 25 Fevereiro, verá que efectivamente se vendem bilhetes de avião, a 2 EUR, e não é de Achada até Achadinha, mas de Beauvais ao Porto

    E já agora se precisar reservar algum voo directo de Paris para Londres (em companhias Low Cost ou de Baixo Custo, conforme a vontade do freguês) para além das companhias regulares poderá fazê-lo (se morar em Portugal) na EasyJet (também prefiro não traduzir mais este termo) http://www.easyjet.com, pois dificilmente conseguirá comprar algum bilhete de avião para Londres com a EuroStar porque se trata de uma companhia de COMBOIOS de alta velocidade. Mais uma vez, reitero que no meu artigo apenas falo da AVIAÇÃO CIVIL. Se nem isso conseguiu compreender não culpe os ‘meus’ estrangeirismos.

    Para finalizar, e apenas como nota de rodapé, penso ser bem mais fácil criticar construtivamente, evitando sempre que possível falar daquilo que não se compreende, evitando também assim alguns constrangimentos e figuras tristes desnecessárias.

    Saudações,

    Nivaldo Vicente

  • Adalgiza Santos Dagi diz:

    Olá Nivaldo.
    Muito obrigada pelo teu artigo foi bastante claro e esclarecedor sempre me perguntei como é que as companhias conseguiam fazer voos tão baratos e mesmo assim continuarem no mercado sem falir, aliás pensava que isso significava uma fraca segurança. Por isso obrigada por esclarecer as minhas dúvidas e espero que voltes a escrever.
    Dagi

  • Underdôglas diz:

    Senhor Nivaldo, veja la se aprende a aceitar a critica naturalmente e sem fazer escândalos. Pela sua foto, vejo que tem idade de um dos meus filhos, logo dou-lhe algum desconto.

    Diz-me que eu nao devo conhecer grande coisa de viagens. Olhe por coincidência acabo de regressar de Londres e para a sua informaçao estas palavras que diz nao terem traduçoes e que cito “boarding gate ou boarding pass” estao todas traduzidas para outras linguas como o alemao e o francês.

    Percebo que a cultura complexada portuguesa nao traduza muitos desses conceitos. Mas desafio o menino a apresentar-me um artigo escrito em francês cheio de conceitos em inglês. A mesma coisa em varias outras linguas.

    Você lerá um artigo do género em francês mas com todas as palavras que você cita em inglês traduzidas para a lingua de Corneille. Sabe porquê? Porque a lingua francesa assim como todas as linguas têm sempre traduçoes para essas suas palavras que insiste em escrever em inglês.

    Você diz-me que nao percebo inglês razao pela qual fiquei irritado. Nada mais falso, menino! Deixe-se de atrevimento. E’ precisamente por conhecer a fundo, os textos de Shakespeare, no original, que fico sempre chateado com ignorantes dessa lingua a querer exibir utilizando a torto e direito palavras em inglês para mostrar que conhecem a lingua.

    Alias para a sua informaçao a imprensa portuguesa e é por isso que me manda ler jornais portugueses está cheio de ineptos que por utilizarem duas ou três palavras em inglês em textos portugueses pensam conhecer a lingua de Byron. Para a sua informaçao a esmagadora dessa gente nao conhece ter uma conversa séria de uma hora em inglês, falando por exemplo do conteudo politico das peças de Shakespeare ou da politica economica de Smith ou Keynes.

    Utilizar algumas palavras soltas que repito até têm traduçao para a nossa lingua nao quer dizer rigorosamente nada rapaz. Va enganar outro, nao a mim, que domina escrita e falada o inglês e com vivência em paises de lingua inglesa.

    Acabo de regressar de Londres onde me desloquei de comboio Eurostar, e nao foi porque dei isso como exemplo, que nao sei que nao é uma companhia de aviaçao. Nada de impertência, rapaz! Quando eu percorria o mundo de lés a lés os seus pais estariam se calhar a plantar batatas nalguma aldeia crioula ou portuguesa.

    Enfim você percebeu perfeitamente o que eu disse razao pela qual ficou fulo. Sobre vôos de 5 euros, o que escrevi é que a coisa é uma excepçao de tal monta que eu que passo a minha vida a viajar, repito nunca consigo beneficar desses tesouros. Imagine os pobres coitados que viajam de 5 em 5 anos. O que eu disse é que mesmo que existam tais excepçoes, nao podemos estar a escrever artigos do género que escreveu dando a impressao às pessoas que existem vôos a 5 euros em todas as esquinas da Europa.

    Quanto às suas caricaturas de querer traduzir companhias com nomes em inglês, nao passam disso mesmo; eu nunca disse para traduzir o nome de uma companhia escrito em inglês. Mas para a sua informaçao e sabe perfeitamente que empresas portuguesas com nomes em inglês, têm a ver com esse complexo de ifnerioridade que o português tem em relaçao a tudo que seja inglês, e também porque tal se inscreve muitas vezes em estratégias de marketing (aqui usei um conceito em inglês, mas é quando se impoe) para penetrar mercados ingleses e anglosaxónicos.

    Como vê sempre sei alguma coisinha. Put it in your mind and smoke it! I’m your man!

  • Underdôglas diz:

    Sempre queria dizer ainda ao especialista que fui dar uma espreitadela ao ryanair.com e o que constatei, é o que eu ja tinha escrito no meu post. Quer dizer mesmo quando existem as tais promoçoes de 5 euros e 30 euros, sao coisas pré-estabelecidas no tempo com reservaçoes antecipadas e para um determinado periodo.

    Foi o que escrevi no meu primeiro post tendo sublinhado que ninguém encontra esses vôos se resolver viajar quando me lhe der na ganha. Sao coisas preparadas e para pessoas iniciadas, e nao para o comum mortal.

    Portanto, mando o menino, reler a minha resposta à sua resposta atrevida.

    Enfim gostaria de saber quantos caboverdianos ja viajaram por 5 euros de um vôo Praia/Porto, pois está a escrever para leitores caboverdianos; ou mesmo de Paris/Porto como diz. Gostaria de ver uma lista de crioulos que disfruta desses serviços.

    Uma vez mais nao generalizemos excepçoes!

  • Nivaldo Vicente Nivaldo Vicente diz:

    Caro Underdoglas, antes de mais peço-lhe que releia o artigo, sem saltar nenhuma parte de preferência, para abandonarmos as questões que pouco têm ver com a génese do artigo que elaborei.

    As críticas são sempre bem aceites, aliás, quando feitas de forma inteligente são oportunidades de aprendizagem.

    O que me parece bastante inadequado (mesmo para alguém da sua idade) é tentar ‘atingir-me’ falando de pessoas que nada têm a ver com o artigo…agradeço-lhe que para a próxima se cinja apenas a mim, e não aos meus pais, (aliás falou em plantar batatas em Cabo Verde ou em Portugal, é desse tipo de ‘complexos de inferioridade’ que tanto fala nos seus comments?)!! Se tenho idade dos seus filhos, deveria então dar-lhes melhor exemplo e não disparatar com ‘frases’ que só lhe ficam mal.

    Caro Underdoglas, (e nesta parte apeteceu-me fazer um copy-paste, desculpe, um copia-cola da minha resposta ao seu blog) a intenção da primeira parte do artigo foi de responder a questões como esta: ‘sempre me perguntei como é que as companhias conseguiam fazer voos tão baratos e mesmo assim continuarem no mercado sem falir, aliás pensava que isso significava uma fraca segurança’. Eu começo a pensar que talvez não tenha lido o mesmo artigo e está a comentar o post errado.
    Nunca disse, e aconselho-o a ler novamente o artigo, que a Ryanair vendia bilhetes recorrentemente a 5EUR (como faz crer) mas pontualmente, e sendo uma pessoa tão perspicaz como quer nos fazer parecer, não me parece que não tenha sido capaz de perceber isso também!

    Na verdade, e até por aquilo que tenho visto dos seus comments aqui no tertuliacrioula, pude reparar que me parece um bombeiro pirómano, que deita fogo às estruturas para depois aparecer como salvador, com ideias e histórias sempre tão heróicas. Agora digo-lhe eu, vá enganar a outro!

    As suas questões não têm grande conteúdo, ora veja a última: ‘Enfim gostaria de saber quantos caboverdianos ja viajaram por 5 euros de um vôo Praia/Porto, pois está a escrever para leitores caboverdianos; ou mesmo de Paris/Porto como diz. Gostaria de ver uma lista de crioulos que disfruta desses serviços’. As lowcosts não são companhias exclusivas para crioulos, mas para todos, inclusive crioulos! Se nunca viajou por aqueles preços tente pesquisar no google algum forum onde possa trocar ideias e enriquecer o seu(já tão vasto) conhecimento do assunto!
    Se lhe apetecer leia por favor: ‘O Impacto na Aviação Civil e no Turismo’ na 2ª parte do meu artigo, a resposta está lá.

    Já agora, com toda esse história de ‘complexo de inferioridade’, e assina os seus comments com o pseudónimo de Underdoglas!!!

    Conforme gosta de fazer, terminando os seus comentários com frases que nos lembram a todos os artigos shakesperianos que tanto domina, digo-lhe eu ‘Get a grip on yourself, man!’

    Saudações

    Nivaldo Vicente

  • Nivaldo Vicente Nivaldo Vicente diz:

    Caro Dagi,
    Agradeço desde já a leitura ao artigo e as palavras de força.
    O pré-conceito acerca das companhias lowcost já se encontra praticamente desmistificada, até porque há cada vez mais pessoas a optar por estas companhias em detrimento das regulares, e a constatarem que as diferenças apenas se cingem ao conforto e ao preço.
    Apraz-me saber que pude contribuir para que percebesse mais um bocadinho deste modelo de negócio que cresce a olhos vistos.
    Aguardo mais visitas suas.
    Saudações
    Nivaldo Vicente

  • Underdôglas diz:

    Nada de alarmes menino, mantem a tua calma e nao estejas a pensar que ja conseguiste penetrar o entendimento dos meus sentimentos e emoçoes. Portanto à tua frasezinha em ingles respondo que “I keep you under firm control.”

    E se fiz referência aos teus pais é porque deu mostras de um filho ingrato à familia visto pelos ingleses como “the shoemaker’s son always goes barefoot; e se digo isto é porque no teu artigo quiseste demonstrar que é um “skilled or knowledgeable person”.

    Reparaste que pus entre aspas as palavras em inglês pois estamos a escrever um texto em português. E se recorro ao inglês é porque tu deixas entender que percebes a lingua, o que dou o beneficio da duvida, mas nao me convences.

    So se tiveres estudado num país de lingua inglesa, o que é o meu caso e tenho mais de 40 anos a aprender inglês. Seido que falo quando insisto no complexo de inferioridade da cultura portuguesa em relaçao ao inglês. Os portugueses gostam de meter palavras chavoes em inglês quando escrevem ou falam português para dar a impressao de que dominam a lingua de Marlowe, o que na maior parte das vezes nao é verdade.

    Portanto para um jovem que ainda nao tem 30 anos e que estudou em Portugal, nao me enganas. Verifiquei, que ja conhecias as minhas intervençoes, logo nao é a mim que pode chamar de inculto, mas sim a aqueles da tua idadde e que têm mestrado, que dialogam comigo.

    Sim, porque se ha aqui pessoas com o grau de mestrado que dialogam comigo, é porque ainda pensam que digo alguma coisa com coisa.

    Se fui duro contigo, é porque tu foste malcriado, querendo inclusivamente caricaturar a minha critica. Se ja conhecias as minhas intervençoes devias saber que eu nao tolero intolerantes. Conheço de cor a Carta da tolerância de John Locke, ou a de Voltaire e toda a filosofia da tolerância, o que me da autoridade para defender a intolerância contra intolerantes.

    Nao sou daqueles masoquistas cristaos que defendem a moral de que quando se apanha uma bofetada à face direita ha que dar a outra face esquerda. Defendo mais a filosofia do Velho testamento de olho por olho dente por dente.

    Estou a elevar muito o discurso teologico-filosofico, para um simples agente de viagens, ou tu estás mesmo à altura de debater coisas mais espirituais? Ou será que a tua formaçao intelectual pela venda de bilhetes de passagem de aviao? Mas um consultor que nao sabe sequer que mesmo em Cabo Verde, ha cartões de embarque, em português e nao apenas na versao inglesa, como afirmas aqui descaradamente de que ha expressoes inglesas que nao têm traduçao para português.

    Eu nao vou rebater as tuas imprecisoes que voltaste a repetir, porque toda a gente honesta ja reparou que meteste o pé na argola e que agora estás a justificar-te. Tarde demais! Claro que querias generalizar coisas pontuais. Vejo que tenho aqui mais um espertinho de 25 anos, que nunca leu sequer 100 livros a sério, que me vem dizer que afinal nao percebi o fundo do seu pensamento.

    Pois, pois, eu tenho sérias dificuldades com redacçoes de quarta classe, quando me deleito com a hermenêutico teologico-filosofica, e analiso e comparo Platao com Maquiavel, Shakespeare e Corneille e Schiller e trato por tu Adams Smith. infelzimente para a minha desgraça nao percebo um textinho de cra ca cá de um jovem inculto formado na escola retrógada portuguesa que tem universidades da quinta categoria. Cresce e aparece fedelho ou entao vende os teus bilhetes caladinho porque o meu nivel a superior a um vendedor de bilhetes….

  • Nivaldo Vicente Nivaldo Vicente diz:

    Reparei que continuou com o pseudonimo…
    Confesso que preferia dar oportunidades a outras pessoas que tivessem comentários a fazer acerca do artigo e não sobre os nossos supostos ’skills’ em inglês, filosofia ou história…ainda nos encontraremos em outros campos onde poderemos debater as nossas ideias sem este espírito do ‘bota-a-baixo’…
    Saudações
    Nivaldo Vicente

  • Underdôglas diz:

    O menino insiste! Oh Nivaldo, com este nome de couve, para mim és um pseudónimo rapaz! Assinar Nivaldo Vicente,nao quer dizer rigorosamente nada no mundo da Net.Tanto pode ser o teu verdadeiro nome (apesar de pensar que Nivaldo é nome de um legume) como pode ser um pseudónimo. Para mim alias é um nickname, pois o teu nome nao me diz rigorosamente nada!

    Com que entao o vendedor de bilhetes duvida dos meus skills?

    “What! are you mad? I charge you, get you home.” O monstrous act! Villany! villany!villany!”

    Fico por aqui, ou queres que te envio para o The Tempest?!

    Menino Nivaldo, vê la se vendes os teus bilhetes porque és ainda muito novo para fazer frente a este velho irascivel e drogado de livros. Vou dar-te um conselho: vende os teus bilhetes, porque é para isso que foste formado.

    Alguém que escolhe curso de turismo e de venda de bilhetes nao pode saber o que é a Filosofia, a Moral, o Direito, o poder, o ódio, o ciúme, as grandes literaturas, os grandes autores tragicos. Isso é coisa de gente com uma mente gigantesca e nao para espiritos contabilisticos e vendedores de legumes.

    Para a tua informaçao Nivaldo, recebo jovens estagiarios entre os 25 e 30 anos, todos portugueses brancos com formaçao unviersitaria. 99 por cento desses jovens sao um desastre em termos de formaçao académica.

    Mas vocês têm algo de comum: sao todos atrevidos e com um ego descomunal! Mas na cabeça nao têm nada. Outra coisa que têm em comum: todos gostam de exibir os seus conhecimentos de inglês. E’ uma mania que habita a juventude portuguesa. O problema é que para la de dizerem algumas frases feitas em inglês imitando a pronuncia londrina ou novaiorquina, quando se avança para o conhecimento e analise de textos, sao autenticos analfabetos.

    Olha que nao estou a exagerar e nos ultimos 10 anos recebi umas boas dezenas de estagiarios; sem dizer que cruzo essa juventude portuguesa branca um pouco por toda a Europa. Sao jovens que saiem das Unviersidades mas depois têm dificuldades em encontrar um trabalho, entao aventuram-se pela Europa mais desenvolvida à procura de um estagio, ou de fazer um Master qualquer ou mesmo para trabalhar.

    Um autêntico desastre! Mas curiosamente entre essa juventude portuguesa nao encontro um unico escurinho, um unico preto. Sao todos brancos que atravessam esta Europa. Pergunta-se agora mas nao ha portugueses pretos? Porque é que so os jovens portugueses brancos é que viajam através da Europa à procura de novas oportundiades? Porque é que nunca se encontra um jovem portugues negro, ou mesmo um jovem imigrante de origem caboverdiana a tentar um estagio ou um Master na Inglaterra França, Alemanha, ou Holanda, vindo de Portugal?
    Sabes responder-me oh Nivaldo, tu que és um desses jovens de origem cabvoerdiana em Portugal? E olha que pela tua foto tu até que és quase branquinho.

    Responde la rapaz, atrevido!

    ‘” A horse! a horse, for my Kingdom!”

  • Underdôglas diz:

    Bem, porque gosto do rigor, citemos com rigor:

    “A horse, a horse, my kingdom for a horse!”

  • Nivaldo Vicente Nivaldo Vicente diz:

    Caro Underdoglas, sobre esta conversa a 2 penso realmente que escusaria de chegar aos termos que já se encontra! Devemos ao menos respeitar este espaço que existe para debater ideias e não pseudo-instelectualidades pelo que não irei, pelo menos neste espaço, responder a quaisquer novos ataques! Se o quiser fazer tem aí o meu email!
    No entanto tenho de lhe dizer que não percebi essa relação que faz entre esses (e passo a citar) ‘escurinhos de Portugal’ e ‘portugueses brancos’ a tentarem estágios ou Masters fora de Portugal e a serem autênticos desastres! Já me faz lembrar o Nobel James Watson que há uns tempos defendeu que nós os africanos somos menos inteligentes que os europeus,…você consegue estabelecer esse mesma relação no que diz respeito aos ‘brancos portugueses’, não é? 1º: Eu não sou português, nasci e cresci em Cabo Verde! 2º Ambos sabemos que as escolas não são linhas de montagem, ora a capacidade das pessoas não se mede pelas Universidades onde estudam (ora você estudou onde mesmo?)! 3ºDeixemo-nos de copiar os citações de obras retiradas bem ‘fresquinhas’ do google para fazermos crescer o ego face aos leitores. 4º Quanto à minha suposta falta de cultura, é como lhe disse, havemos de nos encontrar em outros debates para nos pôrmos à prova! Aí a terá a sua resposta!
    Muito sinceramente não me ofende ao chamar-me de ‘quase branquinho’ ou ‘nome de couve’!
    É de couve mas é o meu nome…e o seu?
    Nivaldo Vicente
    PS: Reafirmo que por respeito aos administradores deste espaço não responderei a mais comentários seus! Apenas se tiver comentarios a fazer acerca do conteudo do artigo! Para todo o resto o meu email é nivaldovicente@gmail.com

  • Underdôglas diz:

    Estou aqui, a seguir-te Nivaldo! Pensas que me apanhas distraído? Oh menino, eu tenho um filho de 30 anos, portanto mais velho do que tu, mas vocês pertencem à mesma geraçao. Conheço as capacidades intelectuais de toda essa geraçao.

    E’ uma geraçao com um ego descomunal como eu disse e repito. Oiço os debates que o meu filho tem com os seus amigos. E olha que nao sao dos mais burros e foram também para a Universidade como insistes em dizer-me em relaçao a ti.

    Numa coisa tens razao, mas eu ja o tinha escrito; ir à Unviersidade nao é sinonimo de saber e conhecimento.Sobretudo Universidades em países pobres financeira e culturalmente como Portugal. Eu conheço o sistema de ensino superior português, rapazola! Tirando um ou dois estabelecimentos historicos como a Universidade de Coimbra, é tudo de quinta categoria! Universidades que formam putos como tu sem qualquer preparaçao intelectual e cultural; alias é por isso que nem percebes o fundo do meu pensamento sobre o racismo que denunciei ao referir-me a portugueses brancos e portugueses pretos.

    Infelizmente nem isso se percebes.Eu estava precisamente a denunciar um sistema que so da oportunidades a brancos e nunca aos pretos, ou escurinhos, como me referi a ti, com ironia, mas ao mesmo tempo, para te dizer que mesmo os mais clarinhos de origem imigrante nao têm essas oportunidades; percebes ou nao rapaz atrevido.

    Pedes-me o meu e.mail? Vai tirar pulo na cinza, como se diz na minha Ilha. Quando falei em imigrantes e filhos de caboverdianos estava precisamente a referir-me à tua condiçao de caboverdiano. Eu sei que nao és português, até porque ja o tinhas deixado entender no teu texto em debate. Eu sei ler, rapaz! Sei ler, mesmo quando o autor nao o diz explicitamente. Razao pela qual entendi perfeitamente o teu texto, cujo titulo reivindica inclusivé uma revoluçao. Revoluçao uma ova! Mas tu pensas que a maioria dos cidadaos ja tem acesso ao novo mundo globalizado? Que toda a gente sabe utilizar esta ferramenta da Net e das novas tecnologias? Estás mas é a sonhar.

    Ainda por cima és um mentiroso! Onde viste que copiei na Net, o que escreveu citando obras “fresquinhas”? Mas tu nao disseste que me lês? Entao és analfabeto porque eu tenho mesmo criticado duramente esses individuos que pensam que a Net é um milagre em termos de acesso ao conhecimento.

    Estou a ver que tu és daqueles que estuda na Wiképdia, que consulta o saber da Net. Nao, meu caro, ja te disse que sou um homem de livros pesados. Sou um animal de bilbliotecas. Tenho uma grande biblioteca de classicos dos diferentes saberes universwais em casa, e passo a vida em grandes bibliotecas universitarias; és do Porto, mas tenta visitar a a biblioteca da Unversidade de Coimbra que frequentei; visita as bibliotecas de Oxford e Cambridge se passares por Londres, tu que tens a mania de conhecer a linguagem oxridgiana! Se passares por Paris, vai ver a bilioteca de Sainte Geneviève. Sao essas as minhas referências, onde passei horas e horas; ja agora uma saltada às Bibilotecas da Unviersidade de Colónia, Berlim,Bruxelas e Roterdao. E também a bilioteca americana do Congresso americano… Queres mais? Sou um homem do mundo que conhece mais de 100 países do mundo.

    Quando nasci na minha casa ja havia uma biblioteca e aprendi a ler aos 4 anos. Chega-te ou queres mais, menino? Nao, nao sou filho de plantador de legumes!

  • Underdôglas diz:

    Eu queria ainda analisar um ponto destacado por Nivaldo e que tem a ver com a minha postura critica em relaçao à nossa elite.

    Nivaldo diz que critico as pessoas para depois surgir no fim como uma espécie de herói. Nada mais falso! Aqui ha uns tempos um outro jovem com formaçao na sociologia dizia-me também que eu tinha vindo para humilhar as nossas elites em especial os homens politicos.

    Tmabém aqui nada mais falso. Objectivamente falando, as minhas intervençoes inscrevem-se numa acçao de denuncia da elite que tomou conta de Cabo Verde em 1974; e depois da elite duma maneira geral que acho ser muito incompetente.

    As minhas intervneçoes servem para chamar a atençao das pessoas para aquilo que sao na verdade as nossas elites, para aquilo que se aproxima mais da verdade do que aquilo que é so aparência.

    Considero que a nossa elite exagera as suas capacidades intelectuais e profissionais. E’ isso que estou a denunciar. Ajudando inclusivamente as pessoas quando chamadas à pedra, para verem que afinal devem estudar mais e que ha pessoas que estao atentas às suas calinadas.

    Conclusao: se venho incluindo também os mais jovens como Nivaldo neste rol, é porque reparei que estamos a ter filhos extremamente vaidosos, gananciosos e ambiciosos materiais, mas que ao nivel espiritual e intelectual nao é também grande coisa; alias tirando o aspecto das novas tecnologias, onde os mais novos estao mais à vontade do que os mais velhos, a formaçao itnelctual de base dos jovens deixa muito a desejar, é de segunda categoria em relaçao à formaçao dos pais.

    Portanto, quero sim, é obrigar as pessoas a estudarem a fundo os seus dossiers, antes de vir a publico pavonear-se com dois ou três paragrafos. Eu mostro e demonstro as falhas de analise e de conhecimentos dos nossos ditos intelectuais e doutores, que apenas conhecem as matérias dos manuais de curso, mas depois, nao leram sequer 10 livros das bibliografias de referências das suas formaçoes.

    Alias é sabido que nao ha livros em Cabo Verde e que os nosso intelectuais nao têm livros; como podiam, se têm um vencimento que mal da para sustentar a familia? Portanto o que quero dizer é que gostaria que fossemos muito mais humildes, porque aquilo que sabemos muitas vezes nao é grande coisa, para estarmos sempre a exigir estatutos, dinheiro e privilégios. O que um doutor vai dizer muitas vezes na Radio e TV, é o que qualquer crioulo com algumas leituras, pode também dizer. O que digo é que a nossa elite nao diz nada de especial que mereça respeito ou destaque.

    Percebes ou nao jovem Nivaldo? Se nao quiseres perceber, o problema nao é meu. Agora uma coisa é certa: eu nunca dou a outra face. Sou um homem de potência, de estratégias de força. Tiras-me um dente, tiro-te 20 e espatifo-te toda a cara.

    So devemos ser respeitosos daqueles que nos respeitam, amigos dos nossos amigos!

  • Tavares diz:

    Meu caro isso é uma grande valia mas, em certos casos isso não compensa são voos baratos e logo como disse. mas muitas vezes a quem não consiga viajar e isso fica muitas vez mais caro pois se for fora do pais isso é complicao

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