Ética, Valores e Desenvolvimento
Dentro das minhas limitações e influenciado pela leitura de determinados autores de referência que se pronunciaram sobre matérias de direito, filosofia, ética, política, sociologia, economia, etc., entre os quais destacam-se Aristóteles, Thomas Jefferson, Kant, Antony Giddens, Andrew von Hirsch, etc., venho realizando algumas reflexões sobre o impacto que o cultivo da ética e dos valores têm para o desenvolvimento, melhoria do bem-estar e a realização das pessoas e da sociedade em geral.
Em relação a ética, esta palavra é originado do termo grego ethos que significa ser, carácter. Esta palavra deu origem ao termo latino mos, ou mores no plural, que significa costumes, ou seja, a tal prática reiterada com carácter de obrigatoriedade jurídica, sendo por isso admitido em alguns casos como uma das fontes do Direito.
Quanto aos valores, podemos entendê-lo como o Prof. Antony Giddens, como sendo algo cuja prática é considerado bom, importante, útil e desejável, e que como tal deve ser cultivado e prosseguido. Desses valores podemos destacar o trabalho árduo, o respeito pelas regras, a igualdade de oportunidades, a liberdade, etc. Diz o Prof. Antony Giddens:
As ideias que definem o que é importante, útil e desejável são fundamentais em todas as culturas. Essas ideias abstractas, ou valores, atribuem significado e orientam os seres humanos na sua interacção com o mundo. A monogamia – a fidelidade a um único parceiro sexual – é o exemplo de um valor proeminente na maioria das sociedades ocidentais[1].
O desenvolvimento que entendemos como a melhoria do nível de bem-estar económico, social, cultural e intelectual dos indivíduos, o que em suma irá fazer com que as pessoas possam viver com mais dignidade e que alcancem uma melhor realização. Mas para que seja possível este desenvolvimento económico, intelectual, social e cultural é necessário que a sociedade, na sua maioria, ou pelo menos numa parte significativa se empenhe na cultivo e na prossecução de determinados valores, como por exemplo o trabalho árduo e o respeito pelas regras que irão permitir a melhoria e o desenvolvimento do sistema de educação, do sistema de justiça, segurança, etc., e a criação da riqueza necessária para que todos possam viver com mais dignidade e desta forma alcançarem a sua realização pessoal e social.
É necessário a definição objectiva e a prossecução deste conjunto de princípios e de valores positivos – como trabalho árduo e o respeito pelas regras, espírito de sacrifício, disciplina, esforço, rigor, exigência, etc., – e que como já dissemos, que essa prossecução seja realizada pela maioria ou por uma parte significativa dos membros da sociedade. É que como sabemos, se numa equipa de futebol apenas dois ou três atletas tiverem qualidade e que se esforçarem no sentido de desempenharem bem a sua função, mesmo assim, isto será insuficiente se os outros não derem a sua colaboração, e a equipa não irá conseguir obter bons resultados. A obtenção de bons resultados implica que todos, ou pelo menos a maioria ou grande parte dos membros, se empenham e se esforcem, em prol da equipa. Só desta forma será possível a criação dos recursos necessários e a sua justa distribuição entre os membros da sociedade, o que irá permitir a realização pessoal e social dos membros da comunidade.
Da minha análise – que como já referi, reconheço que possa haver algumas limitações – constato que algumas sociedades apresentam um melhor desempenho em relação às outras no cultivo e na prossecução desses valores, e considero que a diferença do nível do desenvolvimento existente entre as sociedades mais desenvolvidas e as menos desenvolvidas, não se prende com qualidades inatas dos indivíduos, mas sim com cultivo e a prossecução desses valores pela maioria ou por uma parte significativa dos membros dessas sociedades. Partilho da ideia do Prof. Antony Giddens, segundo o qual os valores e as normas variam de forma significativa entre as sociedades e as culturas, condicionando assim o seu desenvolvimento. Diz o Prof.
As normas e os valores variam muitíssimo entre as culturas. Algumas valorizam grandemente o individualismo, enquanto outras podem enfatizar as necessidades colectivas. Um simples exemplo ilustra bem tal. A maioria dos alunos britânicos sentir-se-iam indignados se descobrissem um colega a copiar num exame. Na Grã-Bretanha, copiar do colega do lado vai contra os valores fundamentais da realização individual, da igualdade de oportunidades, do trabalho árduo e do respeito pelas regras. No entanto os estudantes russos sentir-se-iam intrigados com esta noção de ultraje dos seus colegas britânicos. A entreajuda entre colegas num exame é reflexo do quanto os russos valorizam a igualdade e a resolução colectiva de problemas face à autoridade.[2]
Neste sentido, considero que aquilo que é importante é a definição dos princípios e dos valores que a sociedade deve cultivar e prosseguir, uma vez que a melhoria do seu nível de bem-estar, do seu sistema de educação, justiça, saúde, segurança, etc., está intimamente ligada aos valores, princípios e regras que são cultivadas e prosseguidas pela maioria dos seus membros.
Dizia o Presidente Norte-americano, Barack Obama, no seu livro Audácia da Esperança, que «o valor fundamental que os pais devem transmitir aos filhos e a sociedade aos mais novos é o valor do trabalho árduo e do respeito pelas regras»[3]. A experiência têm demonstrado que não são as sociedades onde existem mais recursos naturais, aquelas que são mais desenvolvidas e aquelas onde as pessoas vivem com mais dignidade e com mais conhecimentos, mas sim aquelas onde a maioria da população se preocupa, cultiva e prossegue de forma muito razoável, os valores do trabalho árduo e do respeito pelas regras.
Isto deve-nos fazer reflectir e tomar a decisão mais acertada, que do nosso ponto de vista passa por afastar o relativismo ético e de valores, que leva muitas vezes as pessoas a manterem determinados tipos de comportamentos que são negativos e impedem o desenvolvimento, só pelo facto de esses tipos de comportamentos serem práticas reiteradas e normalmente aceites e seguidas pela maioria dos membros da sociedade, apesar de sabermos que ele condiciona o desenvolvimento e condena à pobreza e à indignidade a maioria da população.
Entendemos que é importante considerarmos que todas as culturas têm aspectos positivos e aspectos que são menos positivos e outros que podem mesmo ser considerados como sendo negativos – como por exemplo o excesso de laxismo, a preguiça, a tolerância à corrupção e à violência que infelizmente existe de uma forma exagerada em algumas sociedades. Neste sentido consideramos que deve haver a definição dos aspectos positivos devem ser cultivados e prosseguidos por todos, os menos positivos devem ser melhorados e os aspectos negativos devem ser eliminados, de forma a permitir o desenvolvimento a melhoria da qualidade de vida e o nível cultural das pessoas.
A dignidade da pessoa humana é o valor fundamental que deve ser protegido e salvaguardado por toda a sociedade. E para que possa haver uma defesa e protecção eficaz desse valor, consideramos que é necessária a defesa e a prossecução de determinados princípios e de determinados valores – como o trabalho árduo e o respeito pelas regras. Entendemos que só a defesa e a prossecução desses princípios e desses valores irão permitir a criação e a distribuição justa dos recursos materiais necessários para a satisfação das necessidades humanas básicas, e também a obtenção de conhecimentos e do património cultural e intelectual, que irá permitir às pessoas alcançarem a sua felicidade e a sua realização.
O cultivo desses valores irá permitir que as pessoas possam adquirir conhecimentos para melhor exercerem os seus direitos e também melhor cumprirem com os seus deveres. A falta do cultivo desses valores pode trazer e traz naturalmente consequências negativas, como por exemplo à má qualidade do sistema de educação, justiça, de segurança, etc., e em último caso da própria democracia. Isto porque as pessoas não se encontraram devidamente preparadas para exercer os seus direitos e cumprir com as suas obrigações. É neste sentido que dizia Thomas Jefferson:
I know of no depository of the ultimate powers of the society but the people themselves; and if we think them not enlightened enough to exercice their control with a wholesome discretion, the remedy is not to take it from them, but to inform their discretion.[4]
Thomas Jefferson, que foi o Terceiro Presidente Norte-americano, e autor da Declaração de Independência dos Estados Unidos e um dos grandes intelectuais da sua época, chamou a atenção por este facto fundamental, e com o qual concordamos. A democracia é de facto o melhor sistema de governo, mas ela só funciona de forma saudável e adequada, se o povo que é quem exerce o poder de soberania estiver preparado ética e intelectualmente para exercer a sua função, que é a de escolher os seus melhores representantes e fiscalizar em última instância o seu desempenho. E quanto a nós isto só é possível com o cultivo desses princípios e valores.
Consideramos que o mais importante é aquilo que dizia Aristóteles na sua grande obra, Ética a Nicómaco, «que a excelência está na disposição do meio», ou seja que os extremos são sempre negativos. E quanto a nós, entendemos que a felicidade e a realização humana encontram-se nessa excelência, que só se consegue alcançar com o cultivo e a prossecução desses princípios ou valores positivos – o trabalho árduo e o respeito pelas regras.
[1] Giddens Antony, Sociologia, Calouste Gulbenkian p.22
[2] Giddens, Antony, ob., cit., Ibidem
[3] Obama Barack, Audácia da Esperança.
[4] With Liberty and Justice for All, the story of the bill of rights, Center for the Civic Education.
Oh passarôn eu ja tinha reparado que nao é intelectual, pelo que nao precisava de dizer o que é evidente! Tem a certeza de que se pode adquirir livros a sério na Net? Eu nao falo dos livros do brasileiro Paulo homem. Refiro-me a classicos à sola scriptura e coisa do género…E nao me diga também que é leitor da Net porque entao vou mesmo morrer de tanto rir!
Livro tem de estar nas nossas maos e nao no ecra do teu pc.
Mas gostei imenso daquela sua passagem de gajas e da boémia. E’ que sabe eu também sobre dessas maladies! Sou mesmo um confesso tarado por gajas boas e consumo sem moderaçao.
Mas tem também de consumir livros, caso contrario nada feito. Nao sei porquê você pode ter assistido a conferencias com o Edgar e o Pierre e quando eu digo que falei com Habermas, Dworkin e tantos outros, ja vê nisso “supostas” verdades?
Ja agora, olhe que fartei-me de seguir as conferências de Bourdieu e com Morin estive nos encontros anuais que a Unesco organiza sobre a filosofia. Estavam também ali os melhores filosofos mundiais…
Està a ver que isto nunca mais VAI acabar?..Mas olha que eu nao chamaria totos (ponha os acentos porque nao os teunho) aos gajos; Enfim gostei como disse é da passagem das gajas…..
Houve um pequeno ruído na nossa comunicação, por culpa minha, confesso. Pensei que tivesse estado integrado no elenco dos conferencistas, não que fosse impossível para um cabo-verdiano. É que se tal facto tivesse acontecido, eu saberia, provavelmente, e o mistério “Al Binda” pereceria, certamente. Portanto, aqui vão as minhas desculpas.
Repito, hoje, com a net, desde que tenhamos “combú”, é possível adquirir praticamente tudo (e não me estou a referir exclusivamente às compras online). Obviamente, que leio umas coisas na net, estaria a mentir se lhe dissesse que não, embora saiba que há grande probabilidade de assimilarmos muitas barbaridades. No entanto, procuro quase sempre sustentar as minhas opiniões no saber legitimado dos poucos livros que já li. “Livro tem de estar nas nossas maos e nao no ecra do teu pc” (sic), subscrevo. Aliás, é uma das coisas que estou sempre lembrar à uma das minhas namoradas. Olhe que, malgrado aparentar ser um arrogante nato, concordo com muitas das coisas que tem veiculado por aí.
Ah, antes que me esqueça, não os chamei de tótós, muito pelo contrário, merecem-me um respeito indescritível. São indivíduos que admiro muito, e alguns deles, pela simplicidade e humildade, passam por tótós para os menos prevenidos. São esses os verdadeiros pensadores, não os que dizem saber muito (aqui não estou a referir-me a si – há muitos outros com os quais já tive o “privilégio” de dialogar -, embora, provavelmente, aplicar-se a si também).
Eu, felizmente, tive a oportunidade de contactar com pessoas com essas características, ao longo dos meus estudos académicos. Uma dádiva, sem dúvida.
Caro Al Binda
Para começar gostaria de lhe dizer que eu não adoro ninguém, posso é ter mais simpatia por esta ou aquela pessoa, o que é normal. Por outro lado, não sofro de um complexo de inferioridade que me impede de reconhecer os méritos daqueles que o têm, independentemente de serem anglo-saxónicos, africanos, germânicos, asiáticos, ou de outra nacionalidade, como parece que alguns têm, o que os leva a não quererem reconhecer os méritos e os progressos dos outros.
Estou de acordo consigo quanto à questão de que os clássicos constituem a maior referência no campo da filosofia e na elaboração das grandes, mas como sabemos também os clássicos são homens, apesar de terem sido excepcionais, e eles não esgotaram todo o conhecimento, até porque a mente humana é limitada e não consegue alcançar todo o conhecimento. Por isso como dizia Nelson Mandela “há ainda um longo caminho a percorrer” também nesta matéria.
Estamos de acordo que não foi o Giddens quem fez as grandes descobertas no campo da sociologia e das ciências sociais, mas aquilo que não concordo consigo, é com a sua tentativa em menosprezar os valiosos contributos dados por esse autor na compreensão, interpretação e desenvolvimento das teorias dos outros importantes autores de referência.
Para além disso, o Giddens é considerado um dos pais da chamada “terceira via”, e um dos autores que mais tem trabalhado o tema da globalização. Por isso penso que independentemente de concordar ou não com ele em algumas das suas posições devemos reconhecer o mérito do seu trabalho.
Emanuel
Para alguém formado em tecnologia de informaçao admitir que comete “ruidos” é periclitante, porque admite que nao domina as técnicas de informaçao. Nao basta ter assistido a conferências de Castells, ha que conhecer também Shanon e a teoria matematica da informaçao.
Infelizmente vejo que você apenas conhece as matérias de curso com base nos policopiados. Apenas leu alguns livros, e estou a cita-lo. Mas quantos, homem?!
Nao ha livros em Angola, eu sei nao é preciso dizer-mo. Ha muito cumbu, mas mora em maos de gente que nao apalpa paginas de livros.
Vejo que é português com contactos angolanos; ou entao angolano branco nascido em Angola. O seu português nao é de africano que nao usa determinadas palavras como toto (meta os tonicos)!
Este seu ultimo post serviu na verdade para você corrigir algumas patadas que começou por dar, como aquela do caboverdiano que teria impressionado Habermas.Como viu eu topei logo de entrada.Você agora quis corrigir o tiro, mas ja é tarde e um fino observador psicologico como eu nao se deixa ser enganado com tanta facilidade. Você quis de facto menosprezar o caboverdiano.
Infelizmente nao conseguiu, pelo menos, em relaçao à minha pessoa porque sou crioulo, mas com multiplas vivências e experiências. Alias serei de facto crioulo eu que falo diariamente 5 linguas? Eu que fugi da terra ha tantos e tantos anos? Claro que para mim nao ha duvidas e como ja disse sinto orgulho em clamar a minha criolidade perante tacanhos por essa Europa fora.
Mas devia haver uma tipologia especifica para pessoas como que nascem numa terra tal e depois vivem em varios paises com varios linguas e variasz culturas. Acho que nao vale a pena a gente debater, para alguém que confessa publicamente ter lido alguns livros, quando eu tenho milhares na minha biblioteca; os que temos que ter em casa, porque caso contrario ja li em bibliotecas por este mundo fora talvez o triplo.
DEIXE-me terminar com o puto meu compatriota, que é mesmo cabeça dura. Eu sei, o badiu é mesmo complexado, teimoso e com determinaçoes fixaçoes quando dialoga com um mindelense. Eu ja disse que tenho um filho cuja primeira lingaua é badiu portanto nao admito que me chamem bairrista. Eu sei do que estou a falar. A Malta da Praia tem uma espécie de complexo terrivel em relaçao a Soncente.
Oh rapaz eu nao menosprezo o ANthony. Eu ja te disse que ele nao me diz rigorosamente nada; mete isto bem na cabeça. ja te tinha dito no passado que ele modernizou a terceira via, que vinha de traz.?S empre se disse que Olof Palm inventou a terceira via sueca e seus compaheiros da Noruega e dos paises nordicos fizeram o mesmo. O Giddens repescou a tematica. Quanto à globalizaçao é so banalidades que ele diz. Tu precisas estudar o globalismo do Infante Dom Henriques. Precisas estudar Lusiadas…Os modernos, os actuais do World politics como o gajo do soft power foram beber nas descobertas portuguesas no dar ao mundo um novo mundo portugues. Era o tempo em que o tuga dava cartas, porque agora so quer gajas, vinho e futebol, como o nosso passarinho..
Oh Al Binda, nka fla man cometi ruído. Nfla ma houve um ruído na comunicaçon e ki culpa foi di meu. Nka ta tra nem um vírgula. E pa leituras ki bu fazi, nta ta pensa ma bu odja diferença entre comunicaçon e informaçon.
Como dja bu odja ami é badiu, badiu di fora, pé na tchom faca na mó, sima alguns copus lete di Praia e alguns sampadjudos ta fla, mas complexo é algo kim ka ta xinti, nem a relaçon a nenhum dês, nem em relaçon a ninguém.
“Combu” é um termo angulano, nsabi n´nanci nátcha kês bedjos di nha zona ki stive na angola ta fla. Talvez bu ka sabia mé existiba na Cverde.
Felizmenti, é motivo de orgulho, mas ka de arrogância, n´nanci n´atcha tcheus livros na nha casa (okin fla tcheu é tendo em conta padron di cv, mas é ka era poku), e ao longo di nha vida nlé alguns (oxalá tudo studantis di nôs ilhas léba livros ki djam lé) e nsta lé um bês bai, okin tchiga idadi di nhô (caso nhu sta fala verdade), já terei lido centenas, e ka só livros di nha área.
Homi ami é ” Peace and Love”, sem rancor, sem ira. Ami é di tudo ilha de Cverde. Dou-me bem com sampas, badios pé fino, com mandjacos, com brancos, com vermelhos, sem problemas. Portanto, ami é ka alguém ki nhu ta poi xinti irado facilmentti.
òh homem, ami tcheu matérias di curso nem nka ta djobi mâs ku nha odjo, pamodi dja sta desactualizadu. e tcheu djan skeci, mas aminé um técnicu di topo, ta ombrea ladu a ladu ku algém di tudo cor, é o k interessa. Como disse, ka bali péna nu troca ideias, mas foi um prazer, realmenti um prazer. Antes que me esqueça, ami é ka nhaku na skrebi treta di Alupec, por isso perduam. Cabu-verdianamenti…………….
Caro Al Binda
Não sou muito sensível e por isso entendo que chamar-me “puto” é uma de forma baixar o nível do debate e não centrar-se nas questões essenciais, pois o mais importante não é a idade mas sim respeito pela dignidade do outro e o esforço e interesse na melhoria dos conhecimentos.
De facto por vezes sou teimoso, mas a teimosia quando não é exagerada é positiva porque nos permite ir mais além na busca do conhecimento e não a contentar-se com o pouco. E devo dizer-lhe que eu não tenho nenhum complexo nem em relação aos mindelenses, nem em relação a indivíduos de outras nacionalidades, porque entendo que todos os seres humanos têm a mesma dignidade.
Outro aspecto no qual eu insisto, é que a diferença entre entre nós consiste no facto de o senhor ser excessivamente vaidoso, o que lhe impede de reconhecer o mérito de algumas personalidades, ou por serem anglo-saxónicos, ou por terem sido chamadas à colação por outra pessoa que não o senhor. Neste sentido gostaria de saber a sua opinião sobre a “Teoria do Mérito” defendida pelos Profs. von Hirsch e Ashworth.
Emanuel.
Oh Emanuel du deves ter pouco contacto com gente de Soncente. Aposto que nao deves ter um unico amigo de Soncente. Alias tu sabes que nao ha contacto a sério entre malta de Soncente e da Praia la em Portugal. E’ um facto! Cada ilhéu vive com o ilhéu da sua ilha. Isto é algo que se nota um pouco por toda a Europa. Badiu com badiu, mindelense com mindelense.
As excepçoes sao excepçoes e regras sao regras. Portanto ter um contacto superficial com alguem de Soncente nao é ter amigos. Amigo é aquele com quem a gente se encontra assiduamente, para a gente falar, comer e conquistar pequenas. Eu sei que nao ha esse contacto e essa amizade entre praia e mindelo.
O meu filho que cresceu na Praia (e a falha nao vem dele) tem mais amigos de Soncente porque para ja mesmo na Praia convivia no meio de gente de Soncente. Os sanvicentinos que estao na Praia convivem entre eles e é porque os badius convivem também entre eles e sao mais acanhados quando entram em contacto com os atrevidos da minha ilha. E’ assim e nao ha nada a fazer. Nao estejamos aqui a contar estoria estoria porque sabemos que é assim.
Tu Emanuel podes ser excepçao assim como o passarinho, mas nao fazem a regra. Até porque como ja disse vocês nao devem ter amigos mindelenses. Conhecidos de bom dia e tchau talvez.
Conclusao: vamos ficar por aqui. Repara Emanuel que o passarinho começou por me perguntar como é que eu sabia que ele era crioulo e agora porque lhe forcei a aclarar as coisas veio dizer que é badiu e até escreve badiu. Bem ele tenta e eu também tentei ler badiu. Nao tenho paciencia para ler crioulo. Portanto aqui a lingua de comunicaçao é portugues até porque o gajo escreve bem a lingua portuguesa. Nao acredito que ele tenha crescido em CVerde até porque usa expressoes tipicamente portuguesas.µ
E como ele mesmo disse nao lê muito, logo ele nao pode ter esse vocabulario fluido. Ou entao é inteligente e convive muito com portugueses, o que para badiu, nao acredito tambem, pois o badiu nao convive também com tugas.
De qualquer maneira, vocês deviam agradecer-me porque sou o unico aqui e em todo o lado a provocar debates; mas em vez de darem graças a deus por me terem para trocar ideias armam-se em espertos. Se hoje ha debate na NET é graças a mim que sempre insistiu convosco par debaterem. Mas têm que se preparar e estou a ver que vocês duma maneira geral nao lêem, alias o que o passarinho reconhecde. O gajo tem uma certa piada e é mais aberto do que o Emanuel.
Emanuel ainda nao entendeu bem quando um gajo de Soncente està a fazer ironia, ou a gozar. Oh rapaz para a tua idade levas isto muito a sério, caramba; Vai cangar uma gaja de Mindelo, vai! Ouvi dizer que agora as meninas de Mindelo querem so badius, porque os boys de Mindelo ja nao conseguem dar conta do recado.
Grandes safados, pois a minha geraçao nao brincava em serviço. E devo dizer que mesmo as badias babavam quando me viam! Oh Emaneuel eu ja te disse que sou vaidoso; é que ainda sou um gajo bonito, sou inteligente, culto, filho de gente fina, o que é que tu querias?!
Anda la vai dar cabo dumas criolas de Soncente e deixa-te de tretas!…
Caro Al Binda
Eu de facto não tenho muitos amigos de São Vicente, mas tenho alguns e como já tinha dito acho que são gente simpática no geral, e como em todo o lado há gente boa e gente mais complicada. Eu procuro ter um espírito aberto e falar com pessoas de diferentes culturas porque isso constitui sempre uma boa oportunidade para aprender algo.
Em relação ao complexo de inferioridade, ela pode manifestar-se de duas formas: através da alienação ou subordinação às ideias dos outros, ou através do não reconhecimento dos méritos dos outros, e ambos são negativos. Aristóteles dizia que “a excelência está na disposição do meio” e penso que é isto que devemos procurar alcançar.
Quanto ao debate, vejo que já está no fim e reconheço que o Al Binda é o que mais tem impulsionado esses debates, o que é positivo, apesar de por vezes exagerar nalgumas situações. Mas penso que devemos centrar o debate sobre as questões essenciais e realizá-lo a um determinado nível, porque isto é essencial para que uma sociedade possa desenvolver.
Emanuel
Le juste milieu, como ja te tinha dito foi melhor praticado pelos pensadores chineses. Conheces o Yi King? Conheces os livros sagrados chineses? Confucio, Sun TZI, o livro da mudança?!!….
Duvido seriamente!!! Alias, tenho a certeza absoluta que nao conheces nada disso.
Assim como nao conheces nada de Psicologia. Conheces a teoria de Adler sobre o complexo da inferioridade?§§
Nao, nao conheces, rapaz! E sabes porque é que digo que nao conheces?! Porque tu és de formaçao juridica e sei o que um mestrado da de matéria em direito. Eu sei que nao conheces grande coisa da teoria juridica criminal e psicologica.
Sabes porquê? Porque é preciso tempo, experiência e dinheiro para comprar livros etc e tal.
Tu tens sim um grande defeito e olha que estou a ser sincero e é um conselho de mais velho e de alguém que ja percorreu o mundo: sim um defeito terrivel; és teimoso que nem uma parede e arrogante para a tua idade e para os teus parcos conhecimentos.
Portanto, o conselho que te dou é para seres mais humilde porque caso contrario nao farás grandes vôos na tua vida profissional futura.
Acredita-me jovem, sei do que falo! Atras da tua dita humildade, és duma arrogância e dum atrevimentos descomunais.
Baixa a bola, rapaz, porque ja te provei por a mais b, que tu nao sabes grande coisa! Tu nao lês, rapaz! Leitura a sério claro! E por uma série de razoes que nao têm a ver com tuas putativas qualidades. E’ por leitura precisa de uma série de factores e disponibilidades. Eu sei porque fui jovem também e sou um privilegiado que cresceu entre livros desde criança e comecei a ler aos 5 anos, o que ha 50 anos era uma coisa escepcional. Ha 50 anos, havia crianças que aos 12/15 anos nao sabiam ler, que entravam para a cartilha a essa idade.
Conclusao: honestamente rapaz assim nao terás grande futuro!…
Al Binda
Caro Al Binda
Começo por agradecer alguns dos seus conselhos, porque sei que não sou perfeito, mas isso é próprio dos seres humanos. Como mestrando em direito, devo também dizer que tenho muito a agradecer ao meu orientador, o Prof. Sousa e Brito, que para além de jurista, também formou-se em filosofia em Oxford, e através dele tenho tido oportunidade de conhecer vários juristas e filósofos anglo-saxónicos e germânicos e outros.
Também devo dizer que não sou especialista na filosofia chinesa, mas já tive oportunidade de ler algo sobre Confúcio através do flosofo alemão Karl Jaspers na sua obra “Os Mestres da Humanidade”.
Não quero ser arrogante porque sei que isto é um defeito e que a humildade como um valor deve ser cultivado e menos ainda estar a competir com o senhor Al Binda em termos do conhecimento, porque respeito os mais velhos e sei que a experiência é muito importante.
Mas sou uma individuo que procura ter um espírito aberto e debater questões de direito, política, filosofia, economia, etc., com qualquer pessoa porque penso que esta é uma oportunidade para melhorarmos os nossos conhecimentos, desde que esses debates sejam feitos respeitando determinados parâmetros – como a dignidade da pessoa humana e a integridade moral.
Emanuel
Nao, nao és nada humilde. E’ uma capa! Nao,nao respeitas nada dos mais velhos.
Al Binda
Emanuel, falas Inglês? Seria bom visitar este sitio:
http://www.forcv.com/articles/post/2010/03/02/Jose-Maria-Neves-e-de-Facto-Um-Criminoso.aspx
É em Inglês e Português. Acabei somente de descobrir teu blog e gostei. Não percas paciência, sempre terás sacanas como o Bindi para te insultar.
Ciccio.
Olha, olha o ciccio aprendeu a escrever o seu nome com letra maiuscula!
Bem Emanuel deixo-te nas maos deste grande cérebro do tamanho de um grao de arroz!
Foi um prazer!
Caro Al Binda
Como já disse sei que não sou perfeito, mas também ninguém o é em absoluto.
Mas penso que este não é o problema, o problema é não reconhecer a nossa natureza e as nossas limitações e não procurar corrigí-las.
Vou procurar melhorar e penso que todos nós devemos fazé-lo inclusive o Al Binda porque assim seremos melhor e construiremos uma sociedade melhor. Como dizia Nelson Mandela “it is a long walk to freedom”.
Pra mim também foi um prazer!
Emanuel
Não venho cá para comentar o assunto em discussão pois a presença do Al-Binda é desmotivante. Este al-binda/kakói é um fujão que não merece resposta e que só aparece aqui para provocar. Como fujão que é da sua terra está sempre armado de kalashnicov e atira sobre tudo o que se mexe pois é um medroso. Ele já morreu como Kakói e ressuscitou-se sob a forma de Al-Binda. Ele que venha a sua terra enfrentar a malta. Não lhe dêem importância pois é o que ele procura, este grosseirão, basofe de Soncent que não respeita ninguém, nem mesmo senhoras insultando-as com obcenidades. Já apanhou tareia de um badiu a quem chamou de angolano, mas mesmo assim volta à carga. Ele pensa que vocês são jovens inexperientes e é por isso que abusa. Não sejam condescendentes com ele. B’sôt cutchi’l bem cuthcide pâ cabal que basofaria e malcriaçon.
bem nhos sta tudo dodu, uns ta fala de china, alemanha, mas nho sta fala na verdade so barbaridade.
Nhos ta pega na livros de uns teóricos nhos ta le depois nhos ta bem li, despeja de como se nhos fosse conhecedores de alguma verdade, teoria é um grande mentira que burros ta inventa de modo a fla alguma cusa, então nhos dexa de bureza, nhos sai nhos vive, nhos oia cuse ki sta passa bo lado nhos dexa de vive cu palavra de otos homis ignorantes.
Confucio, Sun TZI, Karl Jaspers, Prof. Sousa e Brito, mas quenha é es, TEORICOS então é IGNORANTE sem capacidade de faze algum pratico.
Nho nacho tb é um grande filosofo de CV, pq nhos ca ta enuncia Nho Nacho.
Nhos escreve nes “Md” li alguma que é real, palpavel ca nhos copia frases, isso ca mesti tra curso superior pa fazi,
Oh Jom, bô ê um palerma! Sim fiquem a saber que ha também mentes bacocas na minha terra Soncente. Patetas ha em todo lado! Cobardes também! Esse Jom pó di pilon, viu que eu estava de costa que ja me tinha ido, entao decidiu vir falar de mim de maneira cobarde/
Ele diz-vos para nao me ligarem, para nao me darem importância, mas vem falar de mim. Bem, em que ficamos?!! Se nao valho nada porque é que se inquietam comigo? Porque é que toda a gente so fala em mim em todos os espaços da blogaria e jornais de CVerde?!!!
Ja leram alguma coisa de jeito desse Jom?! Claro que nao, pois ele deve ser um desses bajofes que passam a vida a pulir calçada na Rua de Lisboa. Sim, ha muitos bazofos também em Mindelo; alias é a Ilha onde ha mais bazofes e mais polidores de calçada.
Eu sou a excepçao que confirma a regra e é por isso que nao deixo esses mpulhas dormir!
Bem, Emanuel vê la se nao me censuras porque este aqui merece um bom chuto!!!
Agora vou-me embora, mas…. se vejo o meu nome na berlinda, ja sabem!
Os russos copiam nem tanto porque “valorizam a igualdade e a resolução colectiva de problemas face à autoridade”, mas porque desde sempre acharam que enganar a autoridade não faz mal nenhum. Na Rússia existe um sentimento duplo: por um lado os russos gostam do poder (país) opressor, desde que ele oprime todos por igual (e melhor ainda se os oprimidos são os estrangeiros) e por outro lado não vejam mal nenhum de enganar este mesmo poder opressor.
Porque é que toda a gente so fala em mim em todos os espaços da blogaria e jornais de CVerde?!!!
Sorry um pensa bo era ALbina Mas afinal bo é um gaja ou gajo ????
Queli é um palhaço ki ta fazi um gajo rir um bocado nes pagininhas de cv, blogs sem qualidade.
Quem que ja escreve algum coisa de jeito, mas algo de novo ??????
AL BIN
É João se nome ele ta estuda na universidade de Lisboa, colega de alguns que ta escreve li nes blog, mim ca sabe agora se é estratégia de es blog cria confusão, assim ganha mais um dezenas de visita,
Guentes é sempo bom nu tem espaço pa dialoga alguns temas, mas segundo joão nu vive dia dia e nu odja cuze k sta passa pa nos volta, por exemplo n odja um frase «o valor fundamental que os pais devem transmitir aos filhos e a sociedade aos mais novos é o valor do trabalho árduo e do respeito pelas regras», es frase tem k sta sempre presente na nos mente mas se nu inverte posição, qual é posição de um filho se bus pais é depende de droga moda caso de kel tal edson kes da na rtc.cv há uns dias a tras, el é consegui studa e com muito esforço, mas nem td na vida é uma maravilha moda nu ta pensa, por ixo nu conchi escola da vida nu vivel e nu ranja sempre solução viavel pa ses resolução, não segui vida e obra de escritores, respeitando cada um k ta consegui escrebi um livro, ou seja, nu lê livros, mas nu interpretal como um incentivo pa um bom caminho. N entra nes blog pensando ma nu sta bem descuti algu de cabo verde e de sociedade cabo verdiano, afinal nos sta li ta mostra kenha k lê mas livros de escritores entrangeiros, nu cai na realidade de nos terra k sta cada bes mas agravante e sem controlo por partes das autoridades, um abraço, nu ranja tema que tem haver cu nos.
Meu Caro
Obrigado pelo comentário.
Ler autores e obras de referência é sempre bom, porque é com isso que aprendemos. Mas penso que o objectivo aqui não deverá ser o de mostrar quem é que já leu mais obras e quem é que conhece melhor os autores de referência, mas sim o de partilharmos os nossos conhecimentos e contribuir para melhoria da nossa sociedade.
Contudo devemos também ter presente que é fundamental a leitura dos autores de referência para podermos resolver da melhor forma os nossos problemas, a nível da educação, justiça, segurança, combate à corrupção, etc., para que possamos alcançar um melhor nível de desenvolvimento.
E neste ponto concordo com o Anthony Giddens no sentido de que o desenvolvimento da sociedade depende dos valores que são prosseguidos pela maioria dos seus membros, e que é essencialmente isto que justifica que umas sociedades apesar de terem menos recursos naturais, conseguem ser mais desenvolvidos do que outros que possuem esses recursos em maior quantidade.
Emanuel
Caro Emanuel
Tendo em conta, a configuração socio-cultural, o qual nós estamos inseridos, é necessário e urge como uma dinâmica de prioridade premente,imprimir um novo modelo político e educacional na nossa sociedade, baseado no sentido de responsabilidade colectiva,com o afinco de extripar da mesma os resquícios maléficos(corrupção,criminalidade organizada, pedofilia, homícidios, pobreza, exclusão social, subculturas com comportamentos idiossincráticos ignóbeis e.t.c.), que têm contornos e consequências nefastas para o nosso país.
Sendo assim, esse novo modelo de governação política do estado e da responsabilidade educacional das familhas e das instituições educativas , deve vincular-se, não somente aos parâmetros éticos e morais, como uma condição peculiar de acesso ao desenvolvimento socio-económico, como também deve adoptar medidas de combate eficientes e eficazes, aos supracitados malefícios socias, que sirvam dum legado bonificador às gerações vindoras.
ABRAÇOS.
Caro Ulisses
Como já tive oportunidade de te dizer, do ponto de vista substantivo estamos todos de acordo de que é preciso melhorarmos os nosso sistema de educação, justiça, segurança, combate à corrupção, etc., para podermos desenvolver a nossa sociedade.
Mas como o Prof. Medina Carreira, os países do centro e norte da Europa, que neste momento dispõem do melhor nível de desenvolvimento, fizeram-se com trabalho, rigor e com disciplina. E isto faz com que nós também pensemos que podemos chegar ao nível deles, mas que para que isso aconteça temos que adoptar e cultivar os mesmos valores que eles têm cultivado.
Emanuel.