Reflexões sobre o desemprego em Cabo-Verde
I
A elevada taxa de desemprego é um dos maiores problemas da economia cabo-verdiana. Segundo os dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) em 2008 a taxa de desemprego era de 17,8%.
Cabo-Verde cresceu de forma notável desde 1975, mas o desemprego continua “teimosamente de pé”.
O desemprego em Cabo-Verde tem uma componente predominantemente estrutural. Explico-me: não é conjuntural, isto é, não depende da conjuntura económica. É estrutural no sentido em que existem barreiras estruturais ao seu combate, que só podem ser removidas através da implementação de reformas estruturais que provocam efeitos a médio e longo prazo. Adiante explico-me melhor.
Algumas questões nos inquietam: por que é que ao longo dos anos não foram removidas as barreiras estruturais à criação de emprego em Cabo-Verde? Faltou visão estratégica? Terá havido falhanço dos vários Governos no combate ao desemprego?
A teoria económica identifica três categorias de desemprego: o clássico, o keynesiano e o de segmentação do mercado de trabalho.
No mercado de trabalho, assim como nos mercados monetário e de bens e serviços, temos o lado da oferta, o lado da procura e o preço. As famílias oferecem trabalho, as empresas procuram-no e o preço de mercado é o salário pago por estas e auferidas por aquelas. No ponto de equilíbrio os dois lados do mercado estão satisfeitos e fecham o negócio ao preço/salário de equilíbrio.
Segundo os Clássicos o mercado é auto-regulador. Quanto menos o Governo governar melhor. Os preços/salários são flexíveis e o mercado caminha automaticamente para o equilíbrio. Portanto, não há desemprego se não houver empecilhos estruturais ao livre funcionamento do mercado, como sindicatos fortes, salário mínimo, leis laborais pouco flexíveis e subsídios de desemprego. Só não trabalha quem não está satisfeito com o salário do mercado e prefere ficar em casa, dando origem ao que na ciência económica ganhou o rótulo de desemprego voluntário. O desemprego clássico é estrutural.
Os Keynesianos, por seu turno, avançam como causa do desemprego a insuficiência da procura agregada. Em épocas de recessão o produto diminui e o desemprego aumenta. O mercado não é auto-regulador e portanto, o Governo deve governar utilizando a política económica (diminuição dos impostos e/ou investimento público) para estimular a procura agregada e combater o desemprego. A esta visão subjaz uma óptica de curto prazo, que recomenda à acção para corrigir as flutuações cíclicas da economia. O desemprego Keynesiano é, por conseguinte, conjuntural e involuntário.
A teoria da segmentação do mercado de trabalho avança como causa do desemprego o desajustamento entre o perfil da oferta e o perfil da procura de trabalho. Por outras palavras, as qualificações detidas pela oferta de trabalho (as famílias) podem não corresponder às qualificações que a procura de trabalho (as empresas) necessita. Há busca, mas não há casamento. O problema torna-se mais grave quando uma parte significativa da oferta de trabalho não detém requisitos mínimos exigidos pelas empresas (trabalhadores inqualificados).
Qualificar os trabalhadores, ajustar o sistema de ensino e formação profissional às necessidades do mercado de trabalho são objectivos alcançáveis a longo prazo. Estamos, igualmente, ante desemprego estrutural e involuntário.
Parece-nos óbvio que o mercado de trabalho de Cabo-Verde é fortemente segmentado, com os constrangimentos dos clássicos e pouco keynesiano. Ora, pensamos esclarecido o por quê da forte componente estrutural do desemprego em Cabo-Verde, que atrás prometemos adiante melhor explicar.
Para aferir sobre as características do desemprego em Cabo-Verde convém analisar os dados do IEFP sobre o emprego e o desemprego. Mas isto precisa de um capítulo à parte.
II
Segundo os dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), a população activa (PA) em 2006 era de 183.254, dos quais 33.574 estavam desempregadas. Em 2008 a PA subiu para 198.855 . Significa que mais 15.601 pessoas passaram a contar para efeitos de cálculo da taxa de desemprego. Dos 198.855 estavam desempregadas 35.476 , que corresponde a uma taxa de desemprego de 17, 8%.
De 2006 a 2008 a taxa de desemprego desceu ligeiramente de 18,3% para 17,8%, uma variação de 0,5 pontos percentuais. Mais 1902 foram para o desemprego e mais 13.699 entraram no mercado de trabalho.
A população desempregada aumentou de 2006 a 2008, mas a população empregada aumentou sete vezes mais, de tal sorte, que o aumento da população activa em 15.601 foi quase totalmente absorvida pela criação de 13.699 postos de trabalho. Então, em termos reais houve um grande esforço de criação de emprego nesses dois anos, esforço esse que a diminuição de apenas 0,5 pontos percentuais na taxa de desemprego esconde completamente.
O desemprego é mais elevado entre as mulheres (22% contra 13,8% dos homens). Há mais desempregados na zona urbana (22,7%) do que na zona rural (13,1%). De 2006 a 2008 o desemprego na zona rural caiu de 16,7% para 13,1%, uma diminuição de 3,6 pontos percentuais.
Em 2006 13,4% da população activa com curso superior estava desempregada e em 2008 subiu para 21,8%, que corresponde a um aumento de 8,4 pontos percentuais, um aumento significativo. O número de desempregados com curso superior passou de 880 para 1377 entre 2006 e 2008. Há mais mulheres do que homens com curso superior e desempregados.
De 2006 a 2008 foram criados 22.645 empregos e destruídos 8.944 empregos, um saldo positivo de 16.701 empregos.
Os ramos de actividades onde se criaram empregos são: agricultura e pescas (8.439); construção (4.328); comércio (324); alojamento e restauração (2); Transportes e comunicações (425); actividades imobiliárias (272); famílias com empregados (365); outros (8.490)
Na indústria extractiva, indústria transformadora e electricidade, actividades financeiras, serviços às empresas, administração pública, educação, saúde, outros serviços e organismos internacionais, em todos estes ramos houve destruição de emprego.
Que lições a tirar do exercício que acabamos de fazer? O aumento dos desempregados com formação superior pode dever-se tanto ao aumento da oferta de trabalhadores essa qualificação, por causa da proliferação de Instituições de ensino superior, não acompanhada do respectivo aumento da procura, mas também do tal desajustamento entre o perfil da oferta e da procura; o grande investimento público que se está a fazer em Cabo-Verde, actualmente, só produz efeitos a médio e longo prazo, dado o carácter estrutural do nosso desemprego; o Estado não é um investidor directo na criação de empregos, mas sim indirecto, criando condições de competitividade para atrair o investimento privado, este sim um criador directo de postos de trabalho; a rápida transformação das estruturas produtivas que está a acontecer em Cabo-Verde, neste momento, pode no curto prazo até levar ao aumento do desemprego, através da destruição de empregos pouco qualificados.
A diminuição do desemprego no mundo rural é uma nota digna de realce. Pressupõe resultados na estratégia de luta contra a pobreza no mundo rural, mormente através dos fortes programas de apoio à agricultura e pecuária.
A estratégia de crescimento adoptado ao longo dos anos pelos sucessivos Governos parece ter falhado. A estratégia de substituição das importações implementada depois da independência falhou. A estratégia de mercado prosseguida na década de 90 foi irracional. O País não conseguiu endogeneizar a seu crescimento, muito pelo contrário, continuou a crescer estribado em factores exógenos como a ajuda pública ao desenvolvimento e as remessas dos emigrantes. O sector privado não densificou-se e o Estado continuou a ser o grande empregador.
Cremos que, finalmente, encontramos o caminho: forte investimento no capital físico (estradas, portos, aeroportos, hospitais, barragens…) e no capital humano, ensino superior e técnico-profissional; boa governação que permite ao País granjear credibilidade e capacidade de mobilizar recursos para financiar o seu crescimento; boa gestão macroeconómica que permite melhorar os índices de competitividade, atraindo mais investimento privado; a existência de uma visão clara de futuro através da aposta no turismo como motor de crescimento, numa praça financeira forte, na posição geoestratégica.
As bases estão lançadas para que nos próximos dois a três anos tenhamos uma descida consistente do desemprego em Cabo-Verde. Para já os dados apontam para que em 2009, pela primeira vez na história da nossa economia, o Estado deixou de ser o maior empregador.
jluisneves@hotmail.com
É caso para perguntar? Se a estratégia do governo que dizem ter vai trazer resultados a curto prazo pq que em 2011 a economia vai abrandar, desacelar e estagnar?
No seu último relatório sobre o país, o FMI prevê uma desaceleração do ritmo de crescimento económico em 2010 (mais 4 por cento), em relação ao ano passado (3,5 por cento), mas alerta que nos próximos anos “o crescimento poderá ser mais baixo ”. “Não há grandes projectos de investimento estrangeiro na rampa de lançamento e a procura externa pode manter-se fraca”, refere o relatório.
Para o FMI, justifica-se o défice fiscal previsto pelo governo de Cabo Verde para este ano, resultante do nível de investimento. “Os investimentos dirigem-se a problemas infra-estruturais que constrangem o crescimento e o serviço da dívida deverá manter-se moderado. Contudo, permanecendo baixo o risco de problemas de endividamento em Cabo Verde, um crescimento dos rácios acima do previsto está a reduzir o nível de conforto”, sublinha.
Cabo Verde, segundo as estimativas do Banco Mundial, teve uma queda do crescimento para 3,3 por cento em 2009 (contra 5,9 por cento no ano anterior) e vai recuperar para 4,4 por cento de crescimento este ano acelerando para 5,4 por cento em 2011.
Em carta ao director do FMI, a ministra das Finanças, Cristina Duarte, sublinhava no final do ano passado que o ritmo do programa de investimentos públicos vai manter-se em 2011 e 2012, mas que a partir daí deverá regressar a “níveis mais moderados”, uma vez completados os grandes projectos de infra-estruturas em curso.
O financiamento tem vindo a ser obtido quase sempre em termos concessionais e a longo prazo, mas está a tornar-se um fardo para as contas públicas cabo-verdianas. Na última ronda de contactos bilaterais, o FMI recomendou uma “redução significativa do défice para 2011” e a manutenção de “baixo défice fiscal a médio prazo para afastar preocupações dos mercados sobre sustentabilidade fiscal”.
O abrandamento do ritmo de crescimento económico registado em 2009 teve como causas principais o recuo do consumo privado, a queda do investimento privado e a evolução negativa das exportações, de acordo com o banco central.
O Investimento Directo Estrangeiro (IDE) em Cabo Verde caiu acentuadamente, sobretudo nas componentes de investimento imobiliário (-36,9 por cento em termos homólogos em Dezembro) e de investimento dos emigrantes (-25,8 por cento).
Por outro lado, os dados do Banco de Cabo Verde apontam para um aumento das transferências oficiais, graças a ajudas orçamentais da União Europeia avaliadas em 900 milhões de escudos e do Millennium Challenge Account (400 milhões de escudos).
Em relação às remessas de emigrantes, verificou-se no ano de 2009 uma redução de 3 por cento em termos homólogos, o que “reflecte essencialmente a redução verificada nos fluxos provenientes dos países da Zona Euro (5,2 por cento em termos homólogos).
No último trimestre do ano passado, as importações de materiais de construção, bens de equipamentos e de materiais de transporte, indicadores da Formação Bruta de Capital Fixo, recuavam respectivamente, -50,6 por cento, -27,2 por cento e -35 por cento.
Em resultado do decréscimo das importações (25,1 por cento em termos homólogos, aliado a um aumento das exportações (18 por cento), o défice da balança comercial registou uma redução no último trimestre (26,7 por cento em termos homólogos).
Para 2010 é esperada uma “ligeira recuperação da actividade económica”, com o PIB a ganhar entre 4 por cento e cinco por cento, graças à “gradual recuperação das exportações, sobretudo de serviços, e alguma recuperação do Investimento Directo Estrangeiro”, refere o último relatório do banco central ao governo.
“De igual modo, a expectativa é de que a procura interna venha a beneficiar não só das medidas de estímulo orçamental implementadas, criando condições propícias e incentivos ao investimento”, adianta.
http://www.asemana.sapo.cv
Onde é que estão os 31 comentários? Essa gente comunista do paicv é perigosa.Quando começam a levar no rabo decidem manupular. O José Luis Neves não tesn vergonha de apagar os 31 comentários e deixares só o teu texto aqui? Belo e grande safado manipulador estás a sair. E depois não queres que te chamem de mentiroso. Eu exijo e nós exijimos que se reponha todos os comentários na intriga.Vigarista e aldrabão reduzido…
O Senhor João ou Senhora João (nas terras de Viriato há João tanto masculino assim como feminino, ex: a Maria João é chamada apenas de João) apenas insultou a si proprio e a mais ninguém. Pedisse ele emprestado, aos alupekaz, as suas valentes lupaz notaria que por baixo do seu comentário e agora do meu, há um link que aponta para os comentários mais antigos. Quando as pessoas não têm razão apenas usam os seus saberes daqueles que obrigou o Nosso Yeti a deixá-los penduradoz naz laderaz. O problema do novo visual do site não é de agora, mas sim desde que se discutia, vorazmente, oz alupekaz. Como viu a João, haviam 31 comentários e por isso é que alguns não ficam á frente. Veja que os outros Colunistas, também, foram malandrecos e, como tiveram muitos comentarios, esconderam-nos por aldrabices. Aldrabão sou eu, mas não minto tanto e confesso que nem sou veigarista. Os estudantes que andam se queixando que o PAIcv anda a dar bolsas de estudo só aos que vestem as suas camisolas, se quisessem estudar como os tais que eles dizem ter mordomias e não apanham frio e só comem rosbifes, não sei porque é que querem ser assim tão runhoz pa sez propy kabeçaz. Fosse eu, eu faria como fazem os camisoleiros, porque não gosto de estar num partido (MPD) só para estar a sofrer. Neste caso, então, eu prefereria ser do Sporting ou ser como um benfiquista quando está a ver o Braga, agora só a ganhar jogos. Apontem as ilegalidades dos que dizem estar a Cursar com Bolsas de Esudos só porque estão no PAIcv e façam queixas nos tribunais e não queixinhas nos comentários. Se, como dizem, é o PAICV é que anda a dar Bolsas, ja que são adeptos do MPD, que exijam do MPD Bolsas de Estudo, também. Todos os Partidos devem ter recursos para darem Bolsas de Estudos ou se são assim tão pobretanas, que fechenm as suas portas. Se as tais bolsas são do Estado e que o Governo (atenção: Govern e não o PAICV) anda a dar só aos seus simpatizantes, eu ja vos disse que apresentem queixas fundamentadas e que toda a gente vai desmascarar o Governo. Isso de só fazer queixumes só digo que nada tem na cabeça, quem os faz.
Caro João, eu acho que antes de começares a bater em mim devias tentar esclarecer-te sobre o por quê de os comentários terem desaparecido daqui. Não vale a pena destilar ódios nem aqui nem em lado nenhum. Eu também não sei porque é que os comentários não aparecem aqui. Deve ser por causa de problemas técnicos. Eu vou tentar indagar a razão junto do Gestor do site.
Tenha calma João.
Abraços!
Não perca o seu tempo, JLN! gente dessa estirpe vem logo para partir a loiça e, na falta de argumentos, a regra é usar a arma que sabem bem manejar – ataque pessoal. Ponha-se a pau, para te livrares do mau olhado dos invejosos só pelo facto de seres filho de um pai, que nas circunstâncias, é o nosso PM.
desde o ano de 2001 que conseguimos a proeza de cabo verde neste momento ser um Estado e uma sociedade que padece de 5 males a saber: 1ºNarcotraficarizado; 2ºAfricanizado;3ºCriminalizado;4ºIslaminizado e 5ºPaicvizado;
é necessário cooperarmos com a américa(Nato) e a União Europeia para eradicarmos estes males de cabo verde que o partido africano implementou.
ahaha,o seu comentário só me deu vontade de rir.
não entendo o porquê de certas mentes,digamos,menos iluminadas usarem espaços que se querem de discussão séria para difundir a sua enorme ignorância e racismo!!!
tendo em atenção o seu comentário cairíamos no erro de pensar que nos EUA e na UE não existissem tantos outro “males” como aqueles que apontou ao nosso país.
o caboverdiano tem de parar de se sentir inferior aos brancos deste mundo e aprender avalorizar a nossa herança, quer portuguesa quer africana.
um debate sério não necessita de recurso ao insulto…isso só não demonstra a fragilidade daquele que o profere.
podemos não concordar com a opinião, conclusão do colunista mas cabe a cada um explicar os seus motivos e a leitura que faz desses dados apresentados…
respeitosamente
Partido Africano ISLÂMICO de Cabo Verde (PAICV) que desgraça e porcaria temos em cabo verde.Os islamistas africanos de kadhafi estão a islaminizar e a africanizar cabo verde
CaboVerde era o unico país da Africa que não tinha islamistas, porque os caboverdeanos sempre comeram a sua carne de tchuk e beberam o seu groguim fedy. Todos os que rumavam para Cabo Verde eram quase que obrigados a terem os mesmos habitos que todos os residentes. Agora que começamos a perder essas tradições de dar aos visitantes o que tinhamos de melhor Katchupa ku pe/rabo dy porko começamos a ter a entrada dos mulçulmanos e temos que respeitá-los, porque eles nos respeitam quando rumamos aos seus paises e somos, também, livres de comer o que queremos e rezarmos o que queremos. A isso se chama de tolerãncia. Temos de deixar destes racismos baratos, porque um racista demonstra sempre que não viajou e que nao tem nada na cabeça. Demonstra que se viajou é porque nao aprendeu nada com a sua tacanha e fachada cabeça. Encostar os islamistas africanos aos fundamentalistas só podia passar pela cabeça de alguns racistas, porque os raros fundamentalistas que são africanos moram apenas nos paises da Africa Branca. A todos os islamistas que estão em CV o meu “Axilam Malaicum” e que tolerem os que derespeitam as religiões alheias. As melhores pessoas que eu conheço, até agora, são islamistas e as piores são as que desprezam as religiões alheias. Não é por acaso que muitas das pessoas que quando atingem algumas experiencias da vida e conhecem os conceitos dos islamistas mudam para essa religião. Quem não quer um islamista no seu país ou ao seu lado tem uma solução que é a de estar sempre agarrado aos porcos ou viver junto com ele.
Isso de problemas técnico é uma boa desculpa, mas pronto o que se pode esperar desses futuros políticos, os do MPD tb fariam o mesmo.
Politico é igual a aldrabão, gatuno, vigarista, ladrão, e outros adjectivos que agora não lembro
aoi
bate papo ai gente, vai coisa ruim
a toa
O porta-voz do PAICV (PARTIDO DE FAMILIA), José Luís Neves,
tb eu posso dizer que nada mais
estranho é ver
e ficar calado mas eu não fico
posso deixa aqui claro a minha opiniao
*** serviço áudio disponível em http://www.lusa.pt ***
Lisboa, 21 fev (Lusa) – O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) reuniu-se hoje em Lisboa para debater as moções de estratégia para as eleições legislativas de 2011 e eleger os novos dirigentes em Portugal, disse à Lusa fonte partidária.
O porta-voz do PAICV, José Luís Neves, adiantou à Lusa que durante a tarde de hoje “as duas listas concorrentes vão apresentar e discutir as respetivas moções de estratégia para as eleições legislativas de 2011″, assim como “debater o partido e os problemas que a comunidade cabo-verdiana enfrenta em Portugal”.
Outro dos “principais objetivos” da 4ª conferência do setor do PAICV em Portugal, explicou, é a “eleição dos [novos] órgãos do PAICV [em Portugal] que vão dirigir o partido nos próximos tempos”, uma vez que “a direção anterior acabou de cessar a sua função”.
“Esperamos sair desta conferência mais fortes e unidos com vista a estarmos mais preparados para vencer os próximos desafios, que são as eleições legislativas, no início do próximo ano, e [depois] as presidenciais”, explicou José Luís Neves.
O encontro decorreu na sede nacional do Partido Socialista (PS), em Lisboa, ao abrigo da cooperação que existe entre os dois partidos.
José Luís Neves explicou que o PAICV “recebe apoio logístico” do PS, com o qual “mantém excelentes relações”.
“Em Portugal não temos sede, pelo que reunimos sempre na do PS. Contamos com a logística do PS para o funcionamento do partido em Portugal. Esse é o grande apoio que recebemos”, precisou o porta-voz do PAICV.
José Luís Neves realçou, no entanto, que Portugal é “um país amigo de Cabo Verde” e que as relações “são excelentes independentemente do partido que estiver no Governo”.
Os votos dos eleitores na diáspora têm sido decisivos quer nas eleições presidenciais, quer na obtenção de maiorias absolutas em Cabo Verde, uma vez que representam cerca de 10 por cento total do eleitorado.
Na reunião, que ainda decorre durante a tarde, estiveram presentes várias personalidades da comunidade cabo-verdiana, bem como representantes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) e do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), segundo a organização.
A abertura dos trabalhos foi feita pelo coordenador do PAICV da Europa, Mário Matos, e pelo deputado socialista Paulo Pisco, eleito pelas comunidades e diretor do Departamento Internacional do PS.
SK.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Lusa/fim
vais tentar ser primeiro ministro ???
Ja tens aqui um bom tacho, olha depois entro em contracto consigo para ver se consigo algo tb
Socio bo tem mesmo rosto de terrivel, então nho da kel trivida fiha de EMBAIXADOR DE CV EM PORTUGAL UM TA CU BEDJO
ca ta fazedo isso ta suja bo imagem, e isso mais tarde ta dadu k el na rosto é feio
jam fica fatela k bo
Ka bo fla k é MENTIRA PQ JAM OIA
mano eu nao entendi nada. mas seja o que for estaremos sempre do teu lado, para o que der e vier