Internacionalização da Língua Portuguesa
O Português como língua de trabalho nas organizações internacionais
Caros tertulianos,
É com grande satisfação e honra que escrevo num espaço de debate e reflexão que traduz a expressão intelectual dos jovens nas mais diversas áreas acerca dos vários domínios que regem o mundo global e a sociedade cabo-verdiana. Além de um público exigente e atento às mudanças sociais, apenas aqui expresso temas para reflexão e análise dos demais.
Como praxe, irei falar como primeiro tema acerca das mais recentes notícias que surgem dos mais diversos quadrantes acerca da internacionalização da língua portuguesa. Este tema não vem ao acaso e era perceptível que mais tarde ou mais cedo iria ser debatido fruto do crescimento económico do Brasil e do recente interesse da China na África Lusófona. Devo que confessar que ao escrever este texto faço-o sem domínio do novo acordo ortográfico.
A 31 de Março do corrente ano, o Conselho de Ministros da CPLP decidiu recomendar à cimeira dos chefes de estado e de governo da comunidade, que irá decorrer em Julho, em Luanda, a adopção do plano de acção para a Promoção, difusão e projecção da Língua Portuguesa. Este plano prevê a introdução do português como língua de documentação nas Nações Unidas, através da publicação em português de documentos da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança, além da criação de um corpo de tradutores especializados no âmbito do secretariado da ONU. As recomendações incluem ainda a promoção gradual para o português dos portais virtuais da ONU, com prioridade para o site principal e para aqueles com conteúdo de maior impacto para a cidadania da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), como é o caso da Saúde, dos direitos humanos, e questões sociais como a educação, o género e, além do desenvolvimento.
Recentes passos políticos têm sido dados nesse sentido. A cada vez mais afirmação do Brasil no contexto das nações, e o recente acordo ortográfico têm sido o alavancar para o reconhecimento do Português como língua global e unificadora da comunidade. Esta só poderá ser uma língua global, não apenas baseada no número de falantes mas sim assumida como uma língua de todos sujeita a evolução e não reclamada como património único de uma nação, mas sim de uma comunidade.
Não obstante, o acordo ortográfico passar a assumir palavras adoptadas pelo “Português Brasileiro” e rectificada pela maioria dos países da CPLP, a verdade é que o Brasil é neste momento “o motor da internacionalização da língua portuguesa devido à sua grande dimensão internacional. Sem ser muito optimista é de notar que com certeza irão surgir outros motores no mundo, como é o caso de Angola e Moçambique. O apoio manifestado durante um encontro do ministro português dos negócios estrangeiros com o seu homólogo chinês, Yang Jiechi, em Pequim, realça essa importância, uma vez que há uma grande procura pela aprendizagem do português em toda a China, não só em Macau, mas também em Pequim e em outras regiões. Devido às crescentes relações da China com os países lusófonos, sobretudo Angola e Brasil, só em Pequim há cinco universidades com licenciaturas em português. O ensino do português na China, que há apenas uma década estava confinado a três universidades (em Pequim, Xangai e Cantão), está hoje implantado numa dezena de cidades.
Vai levar tempo a tempo para conseguir persuadir as pessoas de que esta representatividade faz parte do ideal democrático das Nações Unidas. Uma política da língua vai ajudar-nos neste sentido. Um maior investimento do Estado na promoção do ensino da língua portuguesa através do Fundo da Língua Portuguesa garantirá o financiamento de projectos que visem a valorização e difusão da língua portuguesa no mundo. Penso que também a abertura de mais espaços geo-políticos à presença e influência do Português se fará com que essa importância cresça. Uma estratégia que englobe todos os países, aproveitando a dimensão do Brasil, Angola e Moçambique será crucial.
Acontece, porém, que o entusiasmo que suscitou a criação do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP) com sede em Cabo verde, tarda a ser reflectido na criação de condições para o seu sucesso, enquanto instituição que deveria assumir um papel chave na valorização da Língua no espaço da CPLP e no mundo. Esse sucesso só poderá ser alcançado, antes de mais, garantindo ao Instituto os meios e a capacitação necessária para que possa efectivamente realizar estudos, e promover articulações no âmbito da comunidade, ser mais activa no desenvolvimento das iniciativas de incidência internacional.
Considerando que a iniciativa de tornar oficial o idioma português na ONU estará, por justiça e mérito, prestando um histórico serviço aos países de língua portuguesa, que constituem uma comunidade presente e actuante em todos os Continentes, com expressivo contingente, temos uma língua que é talvez a maior herança dos 900 anos de história destes países, e temos um espaço próprio que já vai acima dos 250 milhões de falantes que se expressam no idioma português, com importante presença sócio-cultural e geopolítica em várias nações de todos os continentes, a que somam variados costumes, crenças, raças, tendências políticas e que têm a lusofonia como forte laço de identidade cultural e de cooperação. É a quinta mais falada no mundo, e a terceira entre as consideradas línguas universais de cultura e uma das quatro faladas nos seis continentes. Nas áreas da economia, da ciência, da diplomacia, há cada vez mais essa necessidade de aprender a língua para melhor comunicar e compreender a realidade de cada país e cultura uma vez que a lusofonia se vem situando de forma crescente em várias partes do mundo, pelos seus escritores, poetas, inventores, cientistas, artistas, com significativa presença nos meios de comunicação de massa através de telenovelas, noticiários, reportagens, projectando-se na literatura, na música, e no desporto e também nas artes em geral.
Como vemos estão-se a dar passos positivos, mas há muito por fazer exigindo a colaboração de todos. Óptimo seria o Português ser uma língua de trabalho nas agências internacionais da ONU uma vez que dificilmente nos próximos tempos esta estará tanto na Assembleia Geral como no Conselho de Segurança.
Esta crónica sem uma conclusão definitiva acerca do caminho a percorrer para atingir o objectivo preconizado porque essa já os devidos actores institucionais o saberão de certeza, posso no entanto perguntar. Será que as estratégias adoptadas pelos estados lusófonos, incluindo o próprio Instituto Internacional da Língua Portuguesa, permitirá, finalmente, vencer os obstáculos e alcançar o objectivo de ver reconhecido pela ONU o idioma Português no seio das organizações internacionais, ao lado do Árabe, Chinês, Espanhol, Francês, Inglês e Russo?
Como diz o outro só tempo o dirá!
Gostei do teu artigo. Os meus parabéns pela análise sobre assunto tão pertinente.
Abraço
Carlos Borges
Caro Amigo,
Muito obrigado pelas tuas prezadas palavras! Espero que a análise tenha contruído para o esclarecimento e discussão daquilo que irá marcar a nossa diferença no mundo uma vez que a Lingua Portuguesa será uma língua de referência, o futuro a nós pertence.
Abraço
Caro jovem Arlindo
Gostei imenso da sua abordagem sobre a importãncia ou a utilidade sempre actual da lingua de Camões. Concordo tambêm com os argumentos que sustentam a sua posição.
Mas há sempre um “se” no caminho que não se compactuam com o demorar da implementação, do arrastar da tomada de decisão, do alongar na concretização.
Pelo que entendi as condições politicas e “burocráticas” estão reunidas, pelo que não se entende porque o IILP anda tão sizudo e apagado na implementação das medidas que lhe compete.
O que a CPLP tem feito a nível diplomático, e de corredores, junto das instâncias ditas competentes, para convencer que se aceite, e se formalize a proposta aqui vertida, tendo em atenção todos factos e as justificações históricas, culturais, sociais e económicas.
Enquanto se espera pelo o acontecer, a língua lusa que é uma das inúmeras linguas vivas vai processando e assimilando transformações sociais nesta época dita de globalização e das novas tecnologias de informação e de comunicação, que têm imposto um ritmo na comunicação humana que não se compadece com as demoras longas e gordas dos “decisores” ou dos políticos, que parece que nem sabem em que mundo estão e em que realidade sociológica global se encontram…
Repare como temos estado a comunicar ultimamente: com abreviatutas, adopção de outros signos linguísticos, com som idêntico mas que abreviam a escrita da “msg” e sem alterar o conteúdo do que se quer transmitrir ao receptor que este compreende de imediato (“x” “k”…), neologismos, and so on.
Num mundo em que se vive a correr e que não se tem tempo para se ser humano, a comunicação logicamente terá de ser a correr curta, fria e grossa. Mas mesmo assim ainda conseguimos comunicar e sem haver muitos ruídos no meio.
A língua para estar viva e com saúde tem de ser dinâmica e acompanhar o ritmo da vida, julgo eu meu caro, e não compactua-se com as teias e labirintos estáticos que os decisores e implementadores, inventam, talvez para justificar o que não fazem,”axo” eu…
Terminando pois este comments já vai d+ é preciso ter as pessoas certas nos lugares certos e que dêm garantias de eficácia e efectividade.
Bali
Cara Amiga,
Nem mais!!! concordo plenamente.
O IILP é uma vector de projeccção que deveria ser capitalizado, no entanto mais o entendo se me perdoem um “elefante branco”. A Língua Portuguesa segundo os tecnocratas será uma das línguas sobreviventes da globalização, e tem todas as condições para ser a língua mais falada no mundo, basta olharmos para a América Latina!!!!. Ficamos tão acomodados com a nossa pequenez, que graças a Deus está aí o Brasil para nos ajudar a posicionar no rumo certo.
Julguei muito pertinente o tema, pois muita coisa se passa que pode mudar e muito a nossa vida e a nossa maneira de estar no quadro das nasções. Pense na enorme vitória termos os técnicos das Nações Unidas a produzirem documentos em Língua Portuguesa. Muito poderão dizer que são simples traduções mas os ganhos virão muito depois. Pena será não termos posição relevante (Países CPLP) Na Assembleia Geral e Conselho de segurança, mas que entrando o Brasil para o referido Conselho, será o passo para comerçar a traçar um novo rumo na CPLP e na política desta comunidadepara se posicionar, Política e culturalmente no seio de outras comunidades, Basta Projectarmos as vantagens de cada País,e acima de tudo os PALOP’s terem estabilidade Sócio-Política e visão de desenvolvimento. Os resto será peanuts.
Os meus cumprimentos
Caro Arlindo
Que belíssima crônica relativamente a um assunto tão pertinente, mesmo crendo não consigo acrescentar nada, visto que a análise é clara e concisa.
Meus pararbéns Arlindo
Abraço
Muito Obrigado! pelas tuas palavras.
Grande Abraço
Grande Arlindo!
Os Meus Parabéns ! Belo artigo
Um Abraço meu caro amigo, espera que tenha sido elucidativo.
Aqui Segue um link da Angola Press, que vem ao encontro de que o Português é oficialmente reconhecido nas escolas da Colúmbia Britânica.
http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/internacional/2010/4/21/Portugues-oficialmente-reconhecido-nas-escolas-Columbia-Britanica,68278204-0b10-416e-98eb-ba52136de30e.html
vejam!
Entrevista ao Secretário geral da CPLP, Domingos Simões Pereira
“Português está a tornar-se uma mais-valia económica”
http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1512827&seccao=CPLP
Caro Arlindo,
Li e gostei, principalmente, porque o assunto é pertinente e tu soubeste tratá-lo bem quando não hesitaste em afirmar o priocesso dialético das línguas e que todos os países lusófonos devem e podem contribuir para o enriquecimento da língua lusófona. Nem Portugal nem o Brasil terão o direito de impor seja que versão for. O tema é para ser discutido pelos países da lusofonia, tendo que haver cedências perante as sugestões que sejamminimamente, razoáveis, venham donde vierem
Um abraço
JBN
É sempre uma honra receber um comentário de uma pessoa experiente como tu!
Um Grande abraço meu caro amigo
Caríssimos
Gilson Alves é um médico Cabo-Verdiano, que por o ser, africano e preto, tem sido vítima de racismo no Hospital de S. João no Porto. O mesmo vem travando uma longa batalha com as autoridades, para poder prosseguir a sua especialidade que foi travada, sobretudo pela conspiração de dois médicos racistas.
Gostaríamos que esta carta fosse tratada com destaque, trabalhada como notícia e enxertada na página principal, como forma de pressionar as autoridades a resolverem o problema.
Segue em baixo a troca das missivas entre os dois médicos racistas portugueses catedráticos da universidade do Porto: Portugal. Conspiraram para prejudicar Gilson Alves na continuação dos seus estudos, por ser preto, não obstante ser um excelente profissional, admitido pelos próprios médicos racistas, ter terminado o curso com 18 valores e ter conseguido entrar na especialidade mais difícil de aceder na medicina:
Eis a primeira missiva
“Porto, 2 de Janeiro de 2009
Exmo Sr,
Director Clínico do Hospital de S. João
Dr. António Oliveira Silva
Assunto Reintegração do Dr. Gilson João dos Santos Alves
Após várias tentativas de contacto telefónico, tomei a liberdade de lhe escrever esta missiva, que lhe será entregue por alguém de confiança.
Como é do seu conhecimento, o Dr. Gilson Alves interrompeu o internato de cirurgia Torácia em Julho de 2008 por um período de 5 meses.
No dia de hoje, após o término de interrupção do internato, o Dr. Gilson regressou ao Serviço.
A minha posição é a de que o Dr Gilson deve ser readmitido no Serviço e proponho que sejam tomadas as seguintes medidas:
1. Como sabe o Dr. Gilson é Cabo-Verdiano. Embora tenha entrado para o internato com uma nota alta (18 valores), é evidente para mim que podemos estar a investir seis anos na sua formação, para depois o vermos sair para o seu país de origem. Na minha opinião, se concordar, deve ser feita uma selecção de internos, de modo a que internos africanos não façam o internato neste serviço de todo o país, sejam eles de Cirurgia Torácia ou não;
2. Desde o dia em que o Dr. Glson Alves foi admitido no Serviço que reparei que estava na presença de um individuo dotado e de um profissional com uma maturidade clínica invulgar, para o seu estágio de formação. Porém, também desde o primeiro dia estive convicto de que ele teria que ser removido o mais breve possível, o mais tardar no final do seu primeiro ano de internato, fosse através de não atribuição de aproveitamento para o primeiro ano, ou por sugestão directa ao próprio pelos profissionais de serviço. Esta prática, aliais, já foi posta em prática noutras ocasiões, com outros internos, com resultados positivos;
3. Soube, através de amigos e da consulta do seu processo clínico que o Dr. Gilson teve alguns problemas psicológicos enquanto aluno, situação que podemos aproveitar, quer para o dissuadir de insistir em ficar, quer para liquidar a sua credibilidade, se a sua insistência continuar no futuro;
4. Nesta fase tomei a liberdade de o impedir de entrar no Serviço. Decorre, porém, que essa situação carece de uma comunicação oficial do Hospital, o que pode ser conseguido, por exemplo, com o pedido de uma junta médica. Tal junta, preferencialmente, terá de ser feita por alguém da nossa confiança no hospital, que terá de o dar como inapto. Desta forma teremos dado o assunto por resolvido e teremos destruído a sua credibilidade:
Aguardo uma resposta da sua parte e sugestões para a resolução do problema.
Os melhores cumprimentos
Paulo Pinho
(Directos do Serviço de Cirurgia Cardio – Torácica, Hospital de S. João)”
O original pode ser consultado aqui:
http://grevedefomeemdirecto.blogspot.com/
Pedíamos que contactassem a vítima no endereço supra e concertassem formas de noticiarem o sucedido dando sempre relevância a carta racista, que por ser facto, acaba por ter um enorme peso e funcionar como arma de pressão eficaz. Esta será a arma mais poderosa que pode ser usada com o mesmo propósito para que foi criada: descredibilizar os médicos racistas, desgastá-los e ridicularizar as clubistas decisões tendenciosas que aquela unidade hospital tem tomado ou venha a faze-lo acerca do caso.
Acreditamos que o combate ao racismo é universal, intemporal.
Ajudemos essa vítima, a mesma tem idade para ser um filho nosso (nalguns casos: se pretos) e podia estar a acontecer com um nosso ente querido e próximo: porque preto.
Saudações
Eis a segunda missiva racista, aonde António Oliveira e Silva, médico, professor, catedrático e racista, afirma claramente que não gosta de pretos e que uma das missões da sua vida é evitar que eles façam especialidades no Hospital de S. João no Porto.
“Exmo Sr. Dr. Paulo Pinho
Assunto: Reintegração do Dr. Gilson João dos Santos Alves
Obrigado por me pôr a par dos acontecimentos. Embora tenha tido conhecimento do manifesto do Dr Gilson Alves já em Agosto de 2008, nessa altura já transparecia que o Dr. Gilson Alves não voltaria ao serviço e o problema estaria resolvido. Porém, com o seu regresso, teremos de lidar com o problema de uma outra forma.
Além dos pontos que o Dr. Paulo Pinto propõe, eis o que eu gostaria de acrescentar:
Dei ainda hoje instruções ao Director de Saúde Ocupacional para iniciar o processo de pedido de junta médica para o Dr. Gilson Alves. Faremos tudo ao nosso alcance para que o processo seja o mais moroso possível, o que além de nos dar tempo, o desgastará ainda mais . Falei também com alguém da minha confiança de Serviço de Psiquiatria, para saber se seria possível ele próprio presidir à junta e obter e obter a conclusão que desejamos. Adiantou-me ele que , neste momento, a presidente da junta, muito provavelmente, será a Dra. Manuela Moura, profissional esta que não poderei abordar para discutir o tema, visto que não faz parte do nosso circulo. Porém, mesmo que a junta nos seja desfavorável, o que é muito provável dado o carisma do Dr. Gilson, não teremos de o readmitir. Aqui fazemos o que quisermos, como quisermos e não haverá justiça que o valha.
A providência cautelar do Dr Gilson também não o valera de nada. Mesmo que seja diferida, não o deixaremos prosseguir o seu internato.
Dei instruções para se iniciar um processo disciplinar, com vista ao seu despedimento, utilizando como base o manifesto e, o mais importante, o testemunho do Dr. Paulo, processo que também podemos retardar o mais possível para o desgastar.
Uma queixa-crime por difamação também será feita contra o Dr. Gilson utilizando outra vez o manifesto com principal prova.
Nesta fase, só teremos que esperar pelo resultado da junta e logo veremos o que podemos fazer, caso ele seja dado como apto. Nesse caso, a solução mais simples seria esvazia-lo de quaisquer funções clínicas e deixa-lo no gabinete o dia todo. Isto o desgastará ainda mais e mais cedo ou mais tarde ele sairá e escolherá outra especialidade.
Como sabe, não tenho nenhuma simpatia por pretos. Embora seja muito difícil, uma das minhas missões tem sido fazer tudo para que não façam o internato neste hospital. Concordo consigo quando diz que não vale a pena investir em africanos que depois deixarão o hospital pelos países de origem. Embora a informação que obtive dos seus antigos tutores foi de que o Dr. Gilson é um excelente médico e profissional, o seu lugar não é no Hospital de S. João e já é altura de o removermos de uma vez por todas.
Asseguro-lhe que tem toda a minha confiança e o meu apoio para todas as decisões que vier a tomar relativamente a este caso,
Atentamente,
António Oliveira e Silva
Director Clínico Hospital de S. João
Porto, 5 de Janeiro de 2009”
O original pode ser consultado aqui:
http://grevedefomeemdirecto.blogspot.com/