Racismo, Discriminação e Xenofobia em Cabo Verde: entre a Pseudo-Morabeza, o Estigma do “Mandjaku” e a Retórica do “Amigo”

Suzano Costa

Racismo, Discriminação e Xenofobia em Cabo Verde: entre a Pseudo-Morabeza, o Estigma do “Mandjaku” e a Retórica do “Amigo”

“(…) a imagem que os cabo-verdianos têm dos imigrantes e o lugar que ocupam no mercado de trabalho permite-nos concluir que Cabo Verde está a cometer os mesmos erros que foram cometidos em outros contextos de acolhimento: está a deixar-se levar a reboque da realidade; assiste-se de forma impávida à criação de uma imagem negativa dos imigrantes; e, face à ausência de políticas estruturantes para o sector, vão emergindo obstáculos deliberados às tentativas de legalização; e manifestações xenófobas dissimuladas”. (Francisco Carvalho, sociólogo e investigador em migrações, in Cabo Verde face ao Desafio da Imigração)

O discurso legitimador comummente veiculado a propósito da representação social do cabo-verdiano redunda, quase invariavelmente, em devaneios narcisistas que prestam tributo à singularidade do “povo das ilhas”, à sua morabeza, à sua excepcionalidade na relação com o “outro” e a particularidades várias na “arte do bem receber”. Escusado será dizer que à esmagadora maioria das considerações que suportam tais conjecturas essencializantes, subjaz um substrato puramente retórico, panfletário e de auto-elogio umbiguista que fez escola, com relativo e atamancado êxito, em outras paragens.

Perscrutar a persistência de lógicas racistas, discriminatórias e xenófobas a partir da Sul, além de constituir uma tarefa hercúlea, pressupõe um exercício de autocrítica e de (des) construção perspectivista das várias contradições internas por que perpassa a sociedade cabo-verdiana e o modus vivendi das suas gentes. Destacaria, em resumo, três advertências propedêuticas essenciais: (i) a “morabeza” cabo-verdiana e a “arte do bem receber” que domina a retórica pública se aplica única e exclusivamente ao estrangeiro cooperante, ao turista de fenotipo branco e aos indivíduos de condição socioeconómica abastada; (ii) os imigrantes da sub-região africana, convencionalmente apelidados de “mandjakus”, além de marginalizados, são objecto de tratamento diferenciado, de tonalidade racista, discriminatória e xenófoba, estando subjacente ao termo mandjaku uma conotação marcadamente pejorativa e estigmatizante; (iii) a retórica do “amigo” é veiculada, tão-somente, em contexto de interacção comercial, e encobre uma suposta, e inexistente, relação de proximidade, movida, sobretudo, por interesses economicistas e de deflação do preço de mercado dos produtos em transacção.

A construção das representações sociais do “nós cabo-verdiano” resulta de processos socio-históricos e de uma construção social da realidade que insiste, categoricamente, em recusar a existência de preconceitos na relação com o “outro”, veiculando a ideia de uma “comunidade imaginada” que apregoa, às vezes levianamente, a morabeza como o cartão-de-visita por excelência. Apenas para inglês ver? A verdade é que arranjamos quotidianamente vários subterfúgios para relativizar a gravidade de uma infinidade de situações que dão conta de atitudes racistas, discriminatórias e xenófobas protagonizadas por cabo-verdianos para com indivíduos de outras proveniências.

O que estará por detrás da evolução da designação de “mandjaku” para a de “amigo”? Um mero exercício de sofisticação linguística sem qualquer substrato de aproximação efectiva? Ou, tão-somente, uma verborreia estrategicamente mobilizada pelo berdiano, geralmente armado em charlatão, com o ignóbil propósito de alargar a sua estrutura de oportunidades económicas e de regatear o preço dos produtos comercializados pelos “mandjakus”?

À designação de “mandjaku” está subjacente um universo multifacetado de estereótipos, estigmas e anátemas que concorrem para a subalternização social dos grupos sociais sob os quais recai tal epíteto, pese embora abundem, entre os ilhéus, estratégias discursivas de desculpabilização e relativização das suas atitudes discriminatórias e xenófobas face a essas comunidades. Quando há registo de manifestações de racismo e de xenofobia em Cabo Verde para com os indivíduos da costa ocidental africana, a tendência imediata do ilhéu é relativizar as coisas, apelando à sua singularidade e à sua capacidade excepcional de se relacionar com o “outro”. Por outro lado, se atendermos à utilização da designação “mandjaku”, apesar de lhe estar subjacente uma conotação pejorativa e estigmatizante, o ilhéu na sua estratégia de se escapulir a potenciais acusações de discriminação relativiza e reduz o termo a uma questão nominal e de “identificação social” (do grupo).

As situações que denunciam manifestações de racismo, discriminação e xenofobia em Cabo Verde são, por incrível que pareçam, praticamente as mesmas que os imigrantes cabo-verdianos são objecto em contextos migratórios e se baseiam igualmente critérios de natureza fenotípica: recusa de arrendamento de apartamentos a mandjakus (ou fazê-lo em último recurso), existência de um número reduzido, senão nulo, de “casais mistos” de nacionais das ilhas e indivíduos da sub-região africana (vulgo, mandjakus), a forma desumana, violenta e discriminatória como estes são sujeitos ao crivo do departamento de estrangeiros e fronteiras, para não falar dos estereótipos negativos, das representações sociais e do olhar estigmatizante de que são sujeitos por parte dos ilhéus.

A existência de “casais mistos” é frequentemente utilizada como barómetro para aferir o grau de aceitação e de integração efectiva dos migrantes nas sociedades de acolhimento. Não se trata de um indicador de somenos importância, porquanto encontramos em Cabo Verde, com relativa frequência, “casais mistos” compostos por cabo-verdianos (as) com indivíduos de proveniências várias: portugueses, ingleses, brasileiros, norte-americanos, franceses etc… Mesmo no caso dos chineses que relevam maior fechamento comunitário e um grau de reprodução endogâmica sem precedentes é cada vez mais frequente o nascimento de crianças mestiças de “olhos em bico”.

No entanto, rareiam e são praticamente inexistentes “casais mistos” de cabo-verdianos (as) e “mandjakus”. Porque será? Preferências estéticas? As minhas interrogações permanecem… Relativamente aos indivíduos da costa ocidental africana, a verdade é que nem a imagem mistificada de possuírem um falo de proporções pornográficas tem constituído uma vantagem comparativa e competitiva na “arte do amor e do engate” lá pelas paragens tropicais…onde o calor é abrasador e o libido atinge os píncaros. Falará aqui mais alto o estigma do “mandjaku” como variável explicativa?

Outrossim, denote-se que a evolução da designação de “mandjaku” para a de “amigo” é meramente retórica, nominal e transitória, emergindo apenas em contextos de interacção económica e comercial. Além de ilusória – uma vez que encobre uma pretensa relação de proximidade –, encapota situações de exploração económica protagonizadas pelo ilhéu ao regatear o preço dos produtos comercializados pelo “mandjaku”: um processo doloroso, violento e desmotivador para o “mandjaku”, que vende o produto por se tratar do seu único reduto de sobrevivência, mas, quase sempre, jocosamente encarado pelo cabo-verdiano.

O estigma do “mandjaku”, a persistência de sentimentos xenófobos e discriminatórios para com os imigrantes da costa ocidental africana, a sua condição subalterna, e o não reconhecimento da sua importância e contributo para a sociedade cabo-verdiana atesta um paradoxo sem precedentes na história de uma nação diasporizada e forjada na emigração, e o facto de estarmos, levianamente, a “enfrentar a questão da imigração com dois pesos e duas medidas”.

A “morabeza” invariavelmente apresentada como o nosso cartão-de-visita tem como destinatário o estrangeiro cooperante, o branco. Porque será? Enquanto apregoamos apoteoticamente a nossa excepcionalidade, relativizamos registos, cada vez mais frequentes, de manifestações de racismo, xenofobia e discriminação porquanto os imigrantes do Sul continuam a ser, sistematicamente, o “bode de expiatório” de todos os males do arquipélago: narcotráfico, doenças venéreas e endémicas, prostituição, assaltos, violência urbana, pequena criminalidade organizada, falsificação de notas e documentos entre outros…

Morabezas, singularidades, especificidades e outros estratagemas, é tudo para inglês ver e, já agora, para comprar uma vez que vivemos disto. É a marca “Cabo Verde” no seu esplendor. Nada melhor do que viver à custa de uma boa publicidade enganosa…?

 

Post Scriptum:

A talhe de foice, lembrei-me agora de uma circunstância anedótica protagonizada por um chinês e um “mandjaku” em terras crioulas. Estava o “mandjaku” a armar o seu mini-negócio mesmo em frente à loja do chinês, desencadeando tal facto uma discussão acérrima entre os dois em pleno “crioulo di terra”. Após minutos de acesa discussão e de argumentos esgrimidos de parte a parte, vira-se o chinês para o “mandjaku” e diz:

- “Mandjaku de melda (merda), bai bu tela (terra), bai bu tela (terra), bai…”

Suzano Costa

suzanocosta@yahoo.com.br

50 comentários

  • Jocilene diz:

    Caro Suzano, seu trabalho trata de um tema muito interessante e ao mesmo tempo triste e vergonhoso para o nosso país. Quando saimos para fora de Cabo Verde não queremos ser discrminados, igualmente aos nossos irmãos africanos, que residem em nosso país e são profundamente discriminados. Ja existe um pré-conceito, que é passado de geração em geração, mantendo essa tradição de todos os estrangeiros do nosso continente serem tratados por “Mandjacos”. Para quem não sabe, “mandjaco” é uma etnia, da qual nós caboverdianos possuimos genes, como só uma mistura são várias as etnias africanas da qual fazemos parte. Espero sinceramente que mudem essa cocepção em Cabo Verde e começem a tratar os nossos irmãos com mais respeito, e o povo parar de achar-se europeu, pois não é, faz parte do continente africano e pra quem tem vergonha, simplesmente lamento pelo racismo, e falta de consciência cultural e etnica da origem do nosso povo.

    • Suzano Costa Suzano Costa diz:

      Cara Jocilene,

      Obrigada pela leitura do texto e por considerar a problemática interessante para desconstruir alguns dos comportamentos de discriminação e xenofobia em relação aos imigrantes da costa ocidental africana que residem no arquipélago. O tratamento discriminatório e o substracto pejorativo que subjaz á designação “mandjaku” contribui para a construção de um conjunto diferenciado de estereótipos e estratégias de discriminação negativa, pese embora alguns utilizem o termo como forma de identificação social de determinado grupo.

      Tais atitudes menos abonatórias da tolerância e do respeito à diferença persistem gerações mas é necessário desconstruí-las e alertar os mais jovens para a necessidade de erradicá-las de imediato. Confesso que sou um “optimista trágico” neste aspecto e considero que as atitudes menos positivas face ao “outro” venham a diluir no tempo, mas para isso é necessário um trabalho hercúleo de consciencialização que envolva múltiplas instituições sociais: a familia, a escola, a sociedade, as associações comunitárias, as ONG’s, os media etc…

      Obrigado pela leitura e comentário complementar ao texto.
      Abraço
      Suzano

  • Sónia diz:

    Caro Suzano,

    Na sequência do exposto concordo com o parecer da Sr.ª Jocilene porque realmente torna-se “vergonhoso” ter de justificar o injustificável no que se refere a comportamentos e ideologias que pretendem manter as diferenças para vincar certas referências sejam as genéticas e/ou culturais/comportamentais entre outras onde um dos objectivos específicos parece ser, o de procurar o proteccionismo e o nacionalismo. Contudo, pergunto para que servem as referências culturais ou os hábitos regionais? Onde se consegue enquadrar as práticas e acções sociais que seguem um padrão determinado no tempo/zona/país? Será que as crenças, comportamentos, valores, instituições, regras morais que permeiam e identificam uma sociedade não são elementos suficientes que devemos valorizar e reforçar uma vez que, reflecte a identidade própria de um grupo humano num território e num determinado período? Se Cabo Verde, é um arquipélago no qual encontraram as ilhas desabitadas e aparentemente sem indícios de anterior presença humana em que as ilhas começaram a ser colonizadas por Portugal e depois trazendo escravos da costa da África para plantar algodão, árvores frutíferas e cana-de-açúcar para a ilha de Santiago então, não entendo como temos a memória tão “curta” para aceitarmos comportamentos similares aos que os nossos antepassados tiveram vivenciar (e que no limite foram obrigados e subjugados a maus tratos a nível verbal e físico chegando a perder a própria vida quando tinham de lutar pela igualdade de comportamentos e de valores de forma, garantir a sua sobrevivência e bem-estar).

    Será difícil de aceitar que Cabo Verde é um país africano e não europeu como já foi dito por várias vezes num conjunto de eventos, e como aqui já foi mencionado os caboverdianos são descendentes de antigos escravos africanos e de brancos vindos principalmente de Portugal, sendo a população caboverdiana maioritariamente mestiça. Mas, será que mestiçagem também define e atribui as referências comportamentais além das características que provém do cruzamento de raças diferentes? Assim sendo, se a emigração faz parte da realidade do arquipélago e é de conhecimento geral que mais de metade da população caboverdiana vive fora do país então, porque não assumimos que todos os seres humanos devem ser tratados da mesmas forma e com igualdade, teremos de fazer esclarecimentos sobre a igualdade e os direitos humanos?

    Se as causas da imigração são quase sempre as mesmas: a fuga à pobreza, desemprego, destruição do meio ambiente, guerra, violência, perseguição política ou religiosa então, temos conhecimento que se “foge” a uma situação intolerável que os obriga a deixar a terra onde nasceram. Mas, também sabemos que se imigra para aproveitar oportunidades de emprego que se oferecem em alguns países que carecem de mão-de-obra assim sendo, de acordo com o parecer duma referência nacional transcrevo-vos um excerto onde se visualiza as razões do injustificável e do inaceitável nesta questão do “mandjaku” ou seja:
    “Contudo, se olharmos para o grupo de países em vias de desenvolvimento que abriram as suas economias ao exterior, verifica-se que o seu rendimento per capita cresceu mais rapidamente do que o dos países ricos.

    É por isso que alguns autores afirmam que a globalização é um factor de convergência entre países ricos e pobres. Querem com isto dizer que os países pobres que, perante o fenómeno da globalização com que estão confrontados, adoptarem políticas correctas conseguem crescer a ritmo mais rápido do que os países ricos.

    Embora um país como um todo tenda a ganhar com a globalização, há grupos da população que ganham e outros que perdem.

    Tendem a ganhar os indivíduos com melhores qualificações. Em geral perdem aqueles que têm dificuldade em se adaptarem às mudanças tecnológicas e aqueles que trabalham em sectores que anteriormente gozavam de proteccionismo ou em sectores de procura pouco dinâmica. A ética da governação não permite que se ignorem os custos que se abatem sobre estes cidadãos.

    A resposta conjuntural está na criação de adequadas redes de segurança social que protejam os níveis de consumo daqueles que são negativamente atingidos pela liberalização.

    Contudo, num mundo globalizado, a estratégia mais adequada para o combate às desigualdades e à exclusão social dentro de um país está na adopção de políticas públicas dirigidas à igualdade de oportunidades dos indivíduos, principalmente através da educação, da formação profissional, da saúde, da habitação e da segurança.

    As pessoas com mais baixos níveis de educação e qualificações são aquelas com maior risco de caírem no desemprego e na exclusão social.

    As mudanças tecnológicas e a revolução em matéria de informação e comunicação que caracteriza o actual fenómeno da globalização vieram aumentar ainda mais a relevância das políticas públicas dirigidas à educação e qualificação dos grupos mais pobres da sociedade. Várias medidas são importantes neste domínio: ensino básico e secundário gratuito; subsídios de educação orientados para as famílias de baixos rendimentos; programas contra o insucesso e abandono escolar; programas de integração das crianças da rua.

    No mundo global a educação e a formação profissional ocupam uma posição chave na construção de uma sociedade mais justa.”

    Não seria de esperar comportamentos menos discriminatórios duma comunidade oriunda de uma conjugação de raças? Duma população que na sua maioria emigrantes ainda vivencia nos nossos dias o mesmo que faz com os emigrantes que recebe? Ou será que existe algo que pretendem contornar e gerenciar em prole dos seus interesses? Ou seja, em conformidade com o que pretendam assim será o comportamento que se assume com os elementos da comunidade emigrante.

    Curiosamente, reforço que a educação pode ser ministrada nas melhores instituições mas, sem valores a pessoa não tem comportamentos de referência para manter a sua identidade.

    Por último, em consonância com o indicado pela Organização das Nações Unidas para a Educação Ciência e Cultura que apoia o desenvolvimento geral da criança através de uma Educação Integral temos que: a Educação centra-se nos fundamentais Pilares do Conhecimento isto é, Educação Integral – educação de alguém como um todo de acordo com os quatro Pilares da Educação, tendo em conta os níveis: Afectivo-emocional, Cognitivo (aquisição de conhecimentos), Ético-moral (Moral – regras e normas que caracterizam uma sociedade e Ética – ciência que regulamenta a moral [estabelecimento de uma reflexão com o objectivo de distinguir o bem e o mal, marcado pelo principio da liberdade]) e Psicomotora.

    Conforme o já referenciado por vários modelos da sociedade, se se pretende manter a cultura sem ter alterações significativas no modo de ser e de viver dos grupos sociais – a língua, o comportamento, trabalho, regras de convívio, o que se come e bebe, o que se veste, tudo isso contribuindo para a formação de um povo então, não nos podemos esquecer que num país tão diverso e grandioso como Cabo Verde, não podemos falar de uma cultura única, mas das muitas culturas que o formam.
    A identidade pode ser materializada através do levantamento e da preservação do nosso Património Histórico e Cultural. Este deve ser visto como um grande acervo, no qual estão registados acontecimentos e fases da história de uma cidade e seus habitantes.

    Na minha opinião a identidade de um povo deve ser respeitada e a preservação das suas características valorizadas e integradas em conjunto com o desenvolvimento do País. Temos de saber aceitar as diferenças e integrá-las para que sejamos respeitados da mesma forma quando, emigramos e encontramos outras culturas.

  • Contraracismo diz:

    Eis a segunda missiva racista, aonde António Oliveira e Silva, médico, professor, catedrático e racista, afirma claramente que não gosta de pretos e que uma das missões da sua vida é evitar que eles façam especialidades no Hospital de S. João no Porto.

    “Exmo Sr. Dr. Paulo Pinho
    Assunto: Reintegração do Dr. Gilson João dos Santos Alves
    Obrigado por me pôr a par dos acontecimentos. Embora tenha tido conhecimento do manifesto do Dr Gilson Alves já em Agosto de 2008, nessa altura já transparecia que o Dr. Gilson Alves não voltaria ao serviço e o problema estaria resolvido. Porém, com o seu regresso, teremos de lidar com o problema de uma outra forma.
    Além dos pontos que o Dr. Paulo Pinto propõe, eis o que eu gostaria de acrescentar:
    Dei ainda hoje instruções ao Director de Saúde Ocupacional para iniciar o processo de pedido de junta médica para o Dr. Gilson Alves. Faremos tudo ao nosso alcance para que o processo seja o mais moroso possível, o que além de nos dar tempo, o desgastará ainda mais . Falei também com alguém da minha confiança de Serviço de Psiquiatria, para saber se seria possível ele próprio presidir à junta e obter e obter a conclusão que desejamos. Adiantou-me ele que , neste momento, a presidente da junta, muito provavelmente, será a Dra. Manuela Moura, profissional esta que não poderei abordar para discutir o tema, visto que não faz parte do nosso circulo. Porém, mesmo que a junta nos seja desfavorável, o que é muito provável dado o carisma do Dr. Gilson, não teremos de o readmitir. Aqui fazemos o que quisermos, como quisermos e não haverá justiça que o valha.
    A providência cautelar do Dr Gilson também não o valera de nada. Mesmo que seja diferida, não o deixaremos prosseguir o seu internato.
    Dei instruções para se iniciar um processo disciplinar, com vista ao seu despedimento, utilizando como base o manifesto e, o mais importante, o testemunho do Dr. Paulo, processo que também podemos retardar o mais possível para o desgastar.
    Uma queixa-crime por difamação também será feita contra o Dr. Gilson utilizando outra vez o manifesto com principal prova.
    Nesta fase, só teremos que esperar pelo resultado da junta e logo veremos o que podemos fazer, caso ele seja dado como apto. Nesse caso, a solução mais simples seria esvazia-lo de quaisquer funções clínicas e deixa-lo no gabinete o dia todo. Isto o desgastará ainda mais e mais cedo ou mais tarde ele sairá e escolherá outra especialidade.
    Como sabe, não tenho nenhuma simpatia por pretos. Embora seja muito difícil, uma das minhas missões tem sido fazer tudo para que não façam o internato neste hospital. Concordo consigo quando diz que não vale a pena investir em africanos que depois deixarão o hospital pelos países de origem. Embora a informação que obtive dos seus antigos tutores foi de que o Dr. Gilson é um excelente médico e profissional, o seu lugar não é no Hospital de S. João e já é altura de o removermos de uma vez por todas.
    Asseguro-lhe que tem toda a minha confiança e o meu apoio para todas as decisões que vier a tomar relativamente a este caso,

    Atentamente,
    António Oliveira e Silva

    Director Clínico Hospital de S. João
    Porto, 5 de Janeiro de 2009”
    O original pode ser consultado aqui:
    http://grevedefomeemdirecto.blogspot.com/

  • Contraracismo diz:

    Caríssimos
    Gilson Alves é um médico Cabo-Verdiano, que por o ser, africano e preto, tem sido vítima de racismo no Hospital de S. João no Porto. O mesmo vem travando uma longa batalha com as autoridades, para poder prosseguir a sua especialidade que foi travada, sobretudo pela conspiração de dois médicos racistas.
    Gostaríamos que esta carta fosse tratada com destaque, trabalhada como notícia e enxertada na página principal, como forma de pressionar as autoridades a resolverem o problema.
    Segue em baixo a troca das missivas entre os dois médicos racistas portugueses catedráticos da universidade do Porto: Portugal. Conspiraram para prejudicar Gilson Alves na continuação dos seus estudos, por ser preto.

    “Porto, 2 de Janeiro de 2009
    Exmo Sr,
    Directos Clínico do Hospital de S. João
    Dr. António Oliveira Silva

    Assunto Reintegração do Dr. Gilson João dos Santos Alves

    Após várias tentativas de contacto telefónico, tomei a liberdade de lhe escrever esta missiva, que lhe será entregue por alguém de confiança.
    Como é do seu conhecimento, o Dr. Gilson Alves interrompeu o internato de cirurgia Torácia em Julho de 2008 por um período de 5 meses.
    No dia de hoje, após o término de interrupção do internato, o Dr. Gilson regressou ao Serviço.
    A minha posição é a de que o Dr Gilson deve ser readmitido no Serviço e proponho que sejam tomadas as seguintes medidas:
    1. Como sabe o Dr. Gilson é Cabo-Verdiano. Embora tenha entrado para o internato com uma nota alta (18 valores), é evidente para mim que podemos estar a investir seis anos na sua formação, para depois o vermos sair para o seu país de origem. Na minha opinião, se concordar, deve ser feita uma selecção de internos, de modo a que internos africanos não façam o internato neste serviço de todo o país, sejam eles de Cirurgia Torácia ou não;
    2. Desde o dia em que o Dr. Glson Alves foi admitido no Serviço que reparei que estava na presença de um individuo dotado e de um profissional com uma maturidade clínica invulgar, para o seu estágio de formação. Porém, também desde o primeiro dia estive convicto de que ele teria que ser removido o mais breve possível, o mais tardar no final do seu primeiro ano de internato, fosse através de não atribuição de aproveitamento para o primeiro ano, ou por sugestão directa ao próprio pelos profissionais de serviço. Esta prática, aliais, já foi posta em prática noutras ocasiões, com outros internos, com resultados positivos;
    3. Soube, através de amigos e da consulta do seu processo clínico que o Dr. Gilson teve alguns problemas psicológicos enquanto aluno, situação que podemos aproveitar, quer para o dissuadir de insistir em ficar, quer para liquidar a sua credibilidade, se a sua insistência continuar no futuro;
    4. Nesta fase tomei a liberdade de o impedir de entrar no Serviço. Decorre, porém, que essa situação carece de uma comunicação oficial do Hospital, o que pode ser conseguido, por exemplo, com o pedido de uma junta médica. Tal junta, preferencialmente, terá de ser feita por alguém da nossa confiança no hospital, que terá de o dar como inapto. Desta forma teremos dado o assunto por resolvido e teremos destruído a sua credibilidade:

    Aguardo uma resposta da sua parte e sugestões para a resolução do problema.

    Os melhores cumprimentos
    Paulo Pinho
    (Directos do Serviço de Cirurgia Cardio – Torácica, Hospital de S. João)”

    O original pode ser consultado aqui:
    http://grevedefomeemdirecto.blogspot.com/

    Pedíamos que contactassem a vítima no endereço supra e concertassem formas de noticiarem o sucedido dando sempre relevância a carta racista, que por ser facto, acaba por ter um enorme peso e funcionar como arma de pressão eficaz. Esta será a arma mais poderosa que pode ser usada com o mesmo propósito para que foi criada: descredibilizar os médicos racistas, desgastá-los e ridicularizar as clubistas decisões tendenciosas que aquela unidade hospital tem tomado ou venha a faze-lo acerca do caso.

    Saudações

  • Nós Agentes de Segurança Socioeducativo de Minas Gerais, Brasil, estamos enviando a “Voz do Agente” no endereço http://www.agentesocioeducativo.blogspot.com que é nossa ferramenta de luta para valorização da categoria e efetivação dos direitos humanos no sistema socioeducativo.
    Mandamos um forte abraço.

  • Dany diz:

    Depois de ler isso pensei de imediato numa opinião , alias mais uma observaçao do que opiniao creio, de um docente universitario sobre aquele que é um dos CEO mais importantes do empresariado portugues. Ele dizia que admirava em Zeinal Bava a capacidade de expor assuntos complexos de forma simples e rapida. Eu fiquei perplexo com a complexidade do seu texto. Não sei se isso é bom ou mau. Em relaçao a analise e as ideias que transparecem do seu texto: primeiro tenho a tentação de dizer que não ha nada de novo, depois ocorre_me que talvez deva fazer uma nova leitura. De qualquer forma,, meus parabens pela iniciativa, pelo blog, pela atitude e de certo que Cabo Verde ganha e ganhara muito com voçês.

    P.S;

  • Clara diz:

    Cabo Verde terá de aderir à União Europeia nossa eterna casa

    Notas soltas e espedaçadas da TESE da CLARA dedicado a todos (as) sem excepção de e com coração e em especial para o Zuzano Costa politólogo eminente, Afrotuga Algês e ao José Boné-quinhas, o único pensador aqui que consegue ser o meu interlecutor. Toda a ASEMANA me censurou pelo que sou obrigado a recorrer a minha casa mãe a tertulia crioula para publicar a minha mensagem.

    - Falsos mitos e hipocrisias sobre
    Cabo Verde e os cabo-verdianos na União Europeia –

    1º Diz-se por ai à boca grande que a maior riqueza de Cabo Verde é homem cabo-verdiano.
    Eu, afirmo categoricamente que é uma falsidade.
    A maior riqueza de Cabo Verde é:
    O mar territorial de Cabo Verde, que contém enormes quantidades de petróleo e gás nas águas profundas que há muito já deviam ser entregue aos USA e à UE para explorarem e comercializarem e de seguida entraria CUMBO/DINHEIRO/MONEY fresco para o Estado e a sociedade de Cabo Verde VIVEREM Á GRANDE E Á FRANCESA e eliminarmos a sociedade da dependência da pobreza e da miséria que persiste em C.V.

    O homem cabo-verdiano trabalhador (manual e intelectual) que vive nas Ilhas de C.V. é um mero tomador do seu grogue, polígamo que colecciona fêmeas e que vive obcecado de satisfazer os seus enormes e insaciáveis apetites sexuais (a quentura do calor das ilhas é tanta e aliado com grogue provoca fogo quente no FALO) e é um autêntico mandador de bocas/língua que fala sobre tudo e nada sem nenhuma base de conhecimento científico.

    As mulheres cabo-verdianas são que são ricas e heróicas que labutam contra a sociedade do sofrimento.

    2º O futebol universalmente (re) conhecido como o desporto rei no mundo, e em Cabo Verde os homens os famosos valentões e machões cabo-verdianos veneram, seguem e vivem fanaticamente o futebol europeu e não o africano em que o BENFICA, SPORTING, PORTO, BELENENSES, ACADÉMICA, BOAVISTA, constitui uma parte umbilical diária da vida familiar, social e cultural dos cabo-verdianos, donde despendem a maior parte do tempo em ouvir a relato via rádio da tuga-PT, comentário, a discussão se foi penálty ou fora de jogo em que o final do jogo são imbuídos de alegria ou de tristeza consoante for o resultado da derrota/vitória e só não vão ao estádio da Luz, das Antas, Alvalade etc… ver ao vivo e in loco o jogo porque o passaporte e o bilhete deixaram de ter validade e ficaram caducados em 1975.

    O futebol faz com que todos os dias os cabo-verdianos vivam e sejam cidadãos europeus e os bons como o NANI, ROLANDO, NELSON, OCEANO, NENO, etc…vestem e vestiram as cores de PT porque não são estúpidos e sabem que a prosperidade é que é bom.

    3º Em, Cabo Verde ainda não existe nenhuma graduação ou licenciatura em ciência política (é de se referir o quão atrasado no tempo, no espaço, no conhecimento e na ciência as ilhas estão e se encontram) para explicar e clarificar os cabo-verdianos do PAI de CV que a União Europeia não dói, não mata e não come ninguém e que esta UE não é um Estado, mas sim que ela não passa de uma mera Organização Internacional de integração económica. Assim, que os poucos e minoritários africanistas, comunistas, socialistas, ateístas, nacionalistas exacerbados, racistas negros e mulatos e ignorantes cabo-verdianos podem ficar descansados que ao aderirmos à União Europeia eles vão continuar com os seus tachos, a mamar e a chupar o leite no ESTADO de Cabo Verde para sempre na maior descontracção e construção de integração político-económica sem nenhum paralelismo no mundo. Por isso os caboverdeanos do PAI de CV terão todos os bons e melhores motivos para celebrarem a entrada de C.V. na U.E., enquanto que os africanistas e comunistas do PAI de G.B. os bárbaros e incivilizados que matam presidentes a catanada vão ficar a chupar o dedo e a verem a caravana e caravela a passar. É necessário que haja uma DESAFRICANIZAÇÃO das ALMAS e dos ESPIRITOS caboverdeanos (as) e se for necessário recorreremos a uma purificação das ALMAS e dos ESPIRITOS com o intuito de proceder a DESAFRICANIZAÇÃO completa que em má hora em 1974 chegaram as estas afortunadas, nobres e decentes ilhas.

    A geopolítica e a geoestratégia de Cabo Verde constituem a mais valia o valor acrescentado no atlântico para a Europa, África América e até para a Ásia. Trata-se da segunda mais valia e da nossa riqueza.

    4º Os caboverdeanos (as) emigrantes são um povo trabalhador e sofredor por natureza que labutam na sociedade do sofrimento e carência permanente.

    As elites pseudo académicas Doutorões, Burlões e Tubarões caboverdeanos são uma merda, mas os nossos emigrantes da diáspora os operários, marinheiros, as limpadoras, tarefeiros, etc… são os melhores da União Europeia e dos USA e não são complexados, mas sim é gente qualificada no seu afazer diário. Vão à luta e labutam não queixam e acabam por se especializar como grandes profissionais técnicos industrias qualificados e ganham o seu bom “ganha pão” com salários que oscilam entre 2000€ a 2000 dólares e vivem na sociedade da prosperidade da União Europeia e dos USA. Os Doutorões, Burlões e tubarões cabo-verdianos armados em sabichões politiqueiros vivem com um salário de escravo sem dignidade em Cabo Verde e necessitam de correr atrás da política e dos partidos para terem o mínimo uma casinha e carrozinho para poderem ser considerados gente. Por isso a sociedade está, vive e viverá politizada.

    Medina Carreira, filho do António Carreira estes grandes cabo-verdianos e contemporâneo da política governativa do Mário Soares, dizia há 5 meses numa entrevista o seguinte: “… se Cabo Verde fosse vivivel, habitável eu, iria viver lá porque os meu pai e a minha mãe estão lá enterrados nas ilhas do Fogo e da Brava e há sempre uma boa musiquinha a tocar sempre…” Ele tem toda razão e dizer que C.V. não é vivivel e habitável porque em Cabo Verde, vive-se com apagão e escuridão diariamente em que não há luz que ilumina a noite e as mentes com o conhecimento que é inexistente porque a ciência é produzida na União Europeia e nos USA, tal como os manuais e as sebentas.

    A (desu) educação é uma desgraça e miséria total, tal como a saúde qualquer doença séria tem que se viajar a Portugal para ser curada, a ZAU e os 5000 cabo-verdianos doentes em Lisboa que o digam, a UNICV não ensina ciência mas sim predica a ideologia africanista/ comunista aos seus estudantes, a pensão social é de 5000 escudos cabo-verdianos, a insegurança tomou conta das ruas aliada à prostituição visível e encapotada, o alcoolismo, a toxicodependência é alarmante, a (in) justiça é quando querem e para quem querem o que faz com que Cabo Verde esteja numa sociedade decadente.

    A escravatura é praticada todos os dias na medida em que não há o Salário Mínimo Nacional. Os caboverdeanos vivem amordaçados sem liberdade de falarem publicamente fora do circuito familiar, de amizade confiável e não traiçoeira porque senão o PAI de CV corta logo o tacho e o ganha pão. É a sociedade oprimida e reprimida que prolifera todos os dias.

    Por isso esqueçam a África e ignorem as asneiras, ditos e ensinamentos do Partido Africano o PAI.

    Da Africa só virá a tragédia, a miséria e a feitiçaria.

    Quando é que por decreto sob forma de lei vai ser proibido pelo governo da república toda e qualquer tentativa de feitiçaria/bruxaria que os mandjakus e os guineenses e as falsas seitas vinda do Brasil com a aceitação e bênção do PAI de CV instalaram nas Ilhas de Cabo Verde, em que muitos caboverdeanos (as) já caíram no conto do vigário, e foram enganados, iludribiados e burlados por estes falsos curandeiros que não passam de assassinos e mentirosos africanos que estão em Cabo Verde.

    Eu, apelo ao meu povo cabo-verdiano para não se deixarem enganar por estes feiticeiros/bruxos da Guiné e para não irem lá ter com eles. Os tipos não tem poder nenhum o que limitam a fazer é veneno que dão para matar quem querem eliminar, e cometem violação de mulheres para afastar as amantes e pichinguinhas concorrentes das senhoras casadas. As senhoras/meninas cabo-verdianas que se ponham a pau e deixam de acreditar em falsos profetas que estão nas ilhas. As senhoras/mulheres e meninas caboverdeanas se não quiserem perder o marido/companheiro/namorado só existe um método natural que é:

    Forniquem muito diariamente (3 vezes ao dia isto é, as sete da manhã, á hora do almoço depois da sesta e à 00h00 da noite antes de dormirem) com esta dose diária se saceamento sexual os vossos maridos/companheiros/namorados vão estar tão absorvidos convosco e não vão dar trelas as amantes e ás pichinguinhas. Assim, é que se caça um homem com muita fornicação permanente na cama e comida na mesa. E com massagens constantes no corpo inteiro dos vossos maridos/companheiros/namorados e a nova moda de fornicar em várias posições e com sexo oral e anal incluído. Sejam umas p..tas, eu diria muito …tas na cama vão ver se não caçaram o crioulão para sempre. Agora, se ponham com a eterna e sistemática mania, de dizer ai amor agora estou com dor de cabeça e fazem fitas permanentemente ai o macho que vive com a quentura do calor das ilhas e tomando o seus groguinhos fedes, acaba por naturamente provocar fogo quente no FALO e o pobre coitado macho crioulo recorrerá à amante/pichinguinha para saciar os seus insaciáveis apetites sexuais.

    Se as cabo-verdianas (os) tiveram algum problema quer seja do foro matrimonial, financeiro, de saúde ou emocional recorram à ciência e a cidadãos honestos com conhecimento da ciência como os médicos, bancários, psicólogos, etc.… e não aos canalhas que proliferam ai e resolvam os vossos problemas e recorram só a estas igrejas (católica, nazarena, adventista, testemunha de Jeová) que são sérias para vos ajudarem espiritualmente e emocionalmente. Abaixo os feiticeiros falsos e mentirosos e africanistas da Guiné e fora com todas as seitas de Cabo Verde que produzem ilusão, mentira, estorção e manipulação.

    Cabo Verde é um país “único com globalização cultural” “É o único que tem uma globalização cultural” Mário Murteira.

    Eu, diria é necessário aproveitarmos a nossa globalização multicultural (construída de brancos e negros que originou os mulatos) para evoluirmos da globalização para a integração na União Europeia.

    Baia da Gatas foi curtindo a sabura.

    CLARA

  • Clara diz:

    óh, José Boné-quinhas, eu Clara pertenço a uma Hiperelite que está acima de ti e das tuas escolas e referências que citas como sendo a “… Grande é cole, no Sc Pô ou na Sorbonne I? Ou S.Denis? Ma petite j’appartiens à une élite internationale qui mélange Oxford, Cambridge, ONU, Sorbonne I, Coimbra, Braga and so on! …” Sabes porquê ? Tu não passas de um letrado, e hoje em dia qualquer um com retrato chega e frequenta a Oxford, Cambridge, ONU, Sorbonne I, Coimbra, Braga.
    Eu, sou produto da é cole nationale du administracion -ENA, donde para se entrar para além de ser-se letrado é preciso ser-se versado e versátil no conhecimento com uma mente hiper intelectual.
    Assim, que parte da minha formação foi na ENA de França uma Escola que produz e reproduz o viveiro da elite da administração, gestão e política da França, de cuja rede faz parte a London School of Economics and Politics (Londres), o College du Europe, OCDE, Louvaina, La Sapeinza, Salamanca, Erasmus de Roterdão, Yale, EHI du Geneve, Harvard, Mit, e que tem a sua expressão e tentativa de decalque no ISCSP de Lisboa. Podes perceber que a tua rede elitista de Oxford, Cambridge, ONU, Sorbonne I, Coimbra, Braga, estão velhas e decadentes em risco de desaparecem tal como o império romano quer adoras citar. São, instituições históricas hoje em dia sem eira nem beira. José Boné-quinhas o teu famoso conhecimento que gabas está na lama e na alma histórica sem vida e expressão contemporânea. O que torna-te um mero boçal, ignóbil, trivial e vulgar…Até, para insultar é necessário ter charme da Clara.
    Quando, dizes que “… actualmente há muita fruta fresca…” eu, te percebo entendo perfeitamente a tua necessidade de comeres fruta fresca (papaia, maçã, pêra, manga etc…) porque a tua idade já te deixou INPOTENTE SEXUALMENTE pelo que dás ao luxo de dispensar uma dama com minha categoria.
    A Inglaterra quer e sempre quererá por uma questão filosófica, mas França e Alemanha, não querem porque são governados pela direita, mas assim, que a esquerda voltar a governar toda a política muda. Mutando a ideologia política tudo é possível para termos Cabo Verde na U.E.
    O teu e nosso Mindelo foram cosmopolita e monopólio cabo-verdiano hoje em dia o Mindelo nem para poli e lista da Suiça servem.
    Beijnhos J. Boné-quinhas

  • Clara diz:

    • Cabo Verde terá de aderir à União Europeia a nossa eterna casa
    Notas soltas e espedaçadas da TESE da CLARA dedicado a todos (as) sem excepção de e com coração e em especial para, o Zuzano Costa, Afrotuga Algês e ao José Boné-quinhas, o único pensador aqui que consegue ser o meu interlecutor.
    - Falsos mitos e hipocrisias sobre
    Cabo Verde e os cabo-verdianos na União Europeia –
    1º Diz-se por ai à boca grande que a maior riqueza de Cabo Verde é o homem cabo-verdiano.
    Eu, afirmo categoricamente que é uma falsidade.
    A maior riqueza de Cabo Verde é:
    O mar territorial de Cabo Verde, que contém enormes quantidades de petróleo e gás nas águas profundas que há muito já deviam ser entregues aos USA e à UE para explorarem e comercializarem e de seguida entraria CUMBO/DINHEIRO/MONEY fresco para o Estado e a sociedade de Cabo Verde VIVEREM Á GRANDE E Á FRANCESA e eliminarmos a sociedade da dependência da pobreza e da miséria que persiste em C.V.
    O homem cabo-verdiano trabalhador (manual e intelectual) que vive nas Ilhas de C.V. é um mero tomador do seu grogue, polígamo que colecciona fêmeas e que vive obcecado de satisfazer os seus enormes e insaciáveis apetites sexuais (a quentura do calor das ilhas é tanta e aliado com grogue provoca fogo quente no FALO) e é um autêntico mandador de bocas/língua que fala sobre tudo e nada sem nenhuma base de conhecimento científico.
    As mulheres cabo-verdianas são que são ricas e heróicas que labutam contra a sociedade do sofrimento.
    2º O futebol universalmente (re) conhecido como o desporto rei no mundo, e em Cabo Verde os homens os famosos valentões e machões cabo-verdianos veneram, seguem e vivem fanaticamente o futebol europeu e não o africano em que o BENFICA, SPORTING, PORTO, BELENENSES, ACADÉMICA, BOAVISTA, constitui uma parte umbilical diária da vida familiar, social e cultural dos cabo-verdianos, donde despendem a maior parte do tempo em ouvir a relato via rádio da tuga-PT, comentário, a discussão se foi penálty ou fora de jogo em que o final do jogo são imbuídos de alegria ou de tristeza consoante for o resultado da derrota/vitória e só não vão ao estádio da Luz, das Antas, Alvalade etc… ver ao vivo e in loco o jogo porque o passaporte e o bilhete deixaram de ter validade e ficaram caducados em 1975.
    O futebol faz com que todos os dias os cabo-verdianos vivam e sejam cidadãos europeus e os bons como o NANI, ROLANDO, NELSON, OCEANO, NENO, etc…vestem e vestiram as cores de PT porque não são estúpidos e sabem que a prosperidade é que é bom.
    3º Em, Cabo Verde ainda não existe nenhuma graduação ou licenciatura em ciência política (é de se referir o quão atrasado no tempo, no espaço, no conhecimento e na ciência as ilhas estão e se encontram) para explicar e clarificar os cabo-verdianos do PAI de CV que a União Europeia não dói, não mata e não come ninguém e que esta UE não é um Estado, mas sim que ela não passa de uma mera Organização Internacional de integração económica. Assim, que os poucos e minoritários africanistas, comunistas, socialistas, ateístas, nacionalistas exacerbados, racistas negros e mulatos e ignorantes cabo-verdianos podem ficar descansados que ao aderirmos à União Europeia eles vão continuar com os seus tachos, a mamar e a chupar o leite no ESTADO de Cabo Verde para sempre na maior descontracção e construção de integração político-económica sem nenhum paralelismo no mundo. Por isso os caboverdeanos do PAI de CV terão todos os bons e melhores motivos para celebrarem a entrada de C.V. na U.E., enquanto que os africanistas e comunistas do PAI de G.B. os bárbaros e incivilizados que matam presidentes a catanada vão ficar a chupar o dedo e a verem a caravana e caravela a passar. É necessário que haja uma DESAFRICANIZAÇÃO das ALMAS e dos ESPIRITOS caboverdeanos (as) e se for necessário recorreremos a uma purificação das ALMAS e dos ESPIRITOS com o intuito de proceder a DESAFRICANIZAÇÃO completa que em má hora em 1974 chegaram as estas afortunadas, nobres e decentes ilhas.
    A geopolítica e a geoestratégia de Cabo Verde constituem a mais valia o valor acrescentado no atlântico para a Europa, África América e até para a Ásia. Trata-se da segunda mais valia e da nossa riqueza.
    4º Os caboverdeanos (as) emigrantes são um povo trabalhador e sofredor por natureza que labutam na sociedade do sofrimento e carência permanente.
    As elites pseudo académicas Doutorões, Burlões e Tubarões caboverdeanos são uma merda, mas os nossos emigrantes da diáspora os operários, marinheiros, as limpadoras, tarefeiros, etc… são os melhores da União Europeia e dos USA e não são complexados, mas sim é gente qualificada no seu afazer diário. Vão à luta e labutam não queixam e acabam por se especializar como grandes profissionais técnicos industrias qualificados e ganham o seu bom “ganha pão” com salários que oscilam entre 2000€ a 2000 dólares e vivem na sociedade da prosperidade da União Europeia e dos USA. Os Doutorões, Burlões e tubarões cabo-verdianos armados em sabichões politiqueiros vivem com um salário de escravo sem dignidade em Cabo Verde e necessitam de correr atrás da política e dos partidos para terem o mínimo uma casinha e carrozinho para poderem ser considerados gente. Por isso a sociedade está, vive e viverá politizada.
    Medina Carreira, filho do António Carreira estes grandes cabo-verdianos e contemporâneo da política governativa do Mário Soares, dizia há 5 meses numa entrevista o seguinte: “… se Cabo Verde fosse vivivel, habitável eu, iria viver lá porque os meu pai e a minha mãe estão lá enterrados nas ilhas do Fogo e da Brava e há sempre uma boa musiquinha a tocar sempre…” Ele tem toda razão e dizer que C.V. não é vivivel e habitável porque em Cabo Verde, vive-se com apagão e escuridão diariamente em que não há luz que ilumina a noite e as mentes com o conhecimento que é inexistente porque a ciência é produzida na União Europeia e nos USA, tal como os manuais e as sebentas.
    A (desu) educação é uma desgraça e miséria total, tal como a saúde qualquer doença séria tem que se viajar a Portugal para ser curada, a ZAU e os 5000 cabo-verdianos doentes em Lisboa que o digam, a UNICV não ensina ciência mas sim predica a ideologia africanista/ comunista aos seus estudantes, a pensão social é de 5000 escudos cabo-verdianos, a insegurança tomou conta das ruas aliada à prostituição visível e encapotada, o alcoolismo, a toxicodependência é alarmante, a (in) justiça é quando querem e para quem querem o que faz com que Cabo Verde esteja numa sociedade decadente.
    A escravatura é praticada todos os dias na medida em que não há o Salário Mínimo Nacional. Os caboverdeanos vivem amordaçados sem liberdade de falarem publicamente fora do circuito familiar, de amizade confiável e não traiçoeira porque senão o PAI de CV corta logo o tacho e o ganha pão. É a sociedade oprimida e reprimida que prolifera todos os dias.
    Por isso esqueçam a África e ignorem as asneiras, ditos e ensinamentos do Partido Africano o PAI.
    Da Africa só virá a tragédia, a miséria e a feitiçaria.
    Quando é que por decreto sob forma de lei vai ser proibido pelo governo da república toda e qualquer tentativa de feitiçaria/bruxaria que os mandjakus e os guineenses e as falsas seitas vinda do Brasil com a aceitação e bênção do PAI de CV instalaram nas Ilhas de Cabo Verde, em que muitos caboverdeanos (as) já caíram no conto do vigário, e foram enganados, iludribiados e burlados por estes falsos curandeiros que não passam de assassinos e mentirosos africanos que estão em Cabo Verde.
    Eu, apelo ao meu povo cabo-verdiano para não se deixarem enganar por estes feiticeiros/bruxos da Guiné e para não irem lá ter com eles. Os tipos não tem poder nenhum o que limitam a fazer é veneno que dão para matar quem querem eliminar, e cometem violação de mulheres para afastar as amantes e pichinguinhas que ficam endeusadas e encantadas com o FALO grande deles e deixam o caminho livre para as concorrentes das senhoras casadas. As senhoras/meninas cabo-verdianas que se ponham a pau e deixam de acreditar em falsos profetas que estão nas ilhas. As senhoras/mulheres e meninas caboverdeanas se não quiserem perder o marido/companheiro/namorado só existe um método natural que é:
    Forniquem muito diariamente (3 vezes ao dia isto é, as sete da manhã, á hora do almoço depois da sesta e à 00h00 da noite antes de dormirem) com esta dose diária se saceamento sexual os vossos maridos/companheiros/namorados vão estar tão absorvidos convosco e não vão dar trelas as amantes e ás pichinguinhas. Assim, é que se caça um homem com muita fornicação permanente na cama e comida na mesa. E com massagens constantes no corpo inteiro dos vossos maridos/companheiros/namorados e a nova moda de fornicar em várias posições e com sexo oral e anal incluído. Sejam umas p..tas, eu diria muito …tas na cama vão ver se não caçaram o crioulão para sempre. Agora, se ponham com a eterna e sistemática mania, de dizer ai amor agora estou com dor de cabeça e fazem fitas permanentemente ai o macho que vive com a quentura do calor das ilhas e tomando o seus groguinhos fedes, acaba por naturamente provocar fogo quente no FALO e o pobre coitado macho crioulo recorrerá à amante/pichinguinha para saciar os seus insaciáveis apetites sexuais.
    Se as cabo-verdianas (os) tiveram algum problema quer seja do foro matrimonial, financeiro, de saúde ou emocional recorram à ciência e a cidadãos honestos com conhecimento da ciência como os médicos, bancários, psicólogos, etc.… e não aos canalhas que proliferam ai e resolvam os vossos problemas e recorram só a estas igrejas (católica, nazarena, adventista, testemunha de Jeová) que são sérias para vos ajudarem espiritualmente e emocionalmente. Abaixo os feiticeiros falsos e mentirosos e africanistas da Guiné e fora com todas as seitas de Cabo Verde que produzem ilusão, mentira, estorção e manipulação. O Governo da Republica e o Parlamento tem de proibir toda a feitiçaria proveniente da G. Bissau e de Africa.
    Cabo Verde é um país “único com globalização cultural” “É o único que tem uma globalização cultural” Mário Murteira.
    Eu, diria é necessário aproveitarmos a nossa globalização multicultural (construída de brancos e negros que originou os mulatos) para evoluirmos da globalização para a integração na União Europeia.
    Baia da Gatas foi curtindo a sabura.
    CLARA

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