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	<title>Tertúlia Crioula</title>
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	<description>Um espaço de discussão e opinião</description>
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		<title>A importância da História</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 18:09:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ricardo Serrado</dc:creator>
				<category><![CDATA[Autores convidados]]></category>

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		<description><![CDATA[História. Palavra que, na língua portuguesa, contem mais que um significado. Pode significar memória, passado, cronologia, conto, narração, etc. No meu entender, todavia, história é muito mais do que isto. É, para mim, a ciência social que visa estudar, compreender e analisar as sociedades humanas organizadas.
            A língua portuguesa deveria ter, por isso, tal como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>História. Palavra que, na língua portuguesa, contem mais que um significado. Pode significar memória, passado, cronologia, conto, narração, etc. No meu entender, todavia, história é muito mais do que isto. É, para mim, a ciência social que visa estudar, compreender e analisar as sociedades humanas organizadas.</p>
<p>            A língua portuguesa deveria ter, por isso, tal como (por exemplo) a inglesa, algo que distinguisse a ciência social do conto, isto é, que delimitasse o que é história (history) e o que é “estória” (story). A “estória” conta, ficciona, narra, descreve, relata. A história compreende, conclui, discute, reflecte, interpreta, estuda e analisa. A primeira é ficcional a segunda é cientifica.</p>
<p>            Vivemos numa época de revolução tecnológica. Se no inicio da década ainda tínhamos alguns resquícios do que foi o século XX, hoje é claro para mim que estamos nitidamente a entrar numa nova “Era” que pouco tem a ver com o século passado. A internet e as novas tecnologias têm vindo a mudar abruptamente o “velho” mundo e quem nascer nos dias de hoje já terá pouco do que foi o homem do século XX. O paradigma está a mudar. A televisão, a rádio, o papel (da mesma forma que o papiro e o pergaminho foram substituídos, também o papel o será – provavelmente neste século), entre outras coisas, terão neste século uma função completamente distinta da que tiveram no passado. A “Era” digital tomará posse e secundarizará as velhas máquinas do século XX. O cinema, a música, a televisão, a rádio, os jornais e revistas, entre outras coisas, já se estão a adaptar a uma nova realidade que os colocarão subalternos à internet, às redes sociais, ao telemóvel e aos formatos digitais. Hoje temos um mundo à distância de um clique. Compramos, vendemos, visitamos, falamos, conhecemos pessoas e lugares na comodidade da nossa casa. Podemos, de facto, fazer grande parte da nossa vida social e cultural com um telemóvel ou com um computador portátil.</p>
<p>            Num mundo cada vez mais dominado (diria monopolizado) pelas novas tecnologias, pela computorização e pela internet, numa “Era”cada vez mais empresarializada e desumanizada, qual o lugar de saberes como a história? Num mundo onde as novas tecnologias (e todas as áreas directa ou indirectamente ligadas ás mesmas) se assumem como paradigma, qual a importância de tirar uma licenciatura em história e em humanidades?</p>
<p>            Tirei o curso (de história) no virar do milénio e muitos já me perguntavam: “história? Isso serve para quê?”. Outros diziam-me: “que saídas é que isso tem? Vais parar ao desemprego com certeza.” Outros ainda afirmavam: “história? Então mas a história já não está toda escrita?”. Não nego que as perguntas e as afirmações me irritavam solenemente, ao ponto de, com o tempo, deixar de responder ou, então, fazê-lo com alguma austeridade mecanizada.</p>
<p>            Muitas vezes pensava para mim: “como é que é possível haver gente a proferir tais afirmações, tais disparates? Será possível haver alunos universitários tão ignorantes ao ponto de não entenderem que uma licenciatura em história pode significar muito mais do que um mero emprego numa empresa; muito mais do que um lugar ao sol num qualquer escritório; muito mais do que uma formação técnica numa qualquer área de especialização. Não entendem que a história é uma das licenciaturas humanistas por excelência, com uma riqueza de saber dificilmente comparável com outras? Não percebem que é um curso que nos pode dar conhecimentos que extravasam qualquer objectivo de especialização numa determinada área? Não percebem que a história nos ajuda a compreender melhor as sociedades humanas, o Homem, e, com isso, a nós mesmos? Não alcançam que, com outros, é um curso que, acima de tudo, nos incute a importância de pensar (e não como pensar) e da busca do conhecimento; nos dota de uma atitude crítica e activa na sociedade; nos presenteia com saber, com uma postura, e com ferramentas mentais que nos tornam melhores cidadãos? ”.</p>
<p>            Hoje a história, e outras licenciaturas humanistas (filosofia, línguas e literaturas, etc.), vivem, não obstante a história continuar a ser um curso com alguma procura, momentos de alguma fragilidade. O Ministério da Educação, por mais do que uma vez, de forma directa ou indirecta, já ameaçou extinguir a história e a filosofia do ensino secundário (parece que estará para breve!). Por outro lado, o Ministério da Ciencia Tecnologia e do Ensino Superior já, também por mais do que uma vez, deixou a sua intenção de acabar com os cursos que não tivessem um mínimo de alunos (não sendo o caso da história, são muitos os cursos de humanidades nesta situação), ignorando por completo o direito supremo dos cidadãos se poderem formar em áreas que, embora tenham menor empregabilidade, são tão dignas e úteis como as demais.</p>
<p>            A história, apesar de ser ainda uma licenciatura com alguma procura (muitas vezes como opção para seguir outros domínios – como jornalismo, cultura, etc.), vive, tal como as outras áreas de humanidades, uma situação de alguma precariedade (e de algum “descrédito social”). Tudo em nome de um futuro onde parece não caberem as humanidades e as letras, em detrimento de uma formação técnica especializada que contribua directamente para o desenvolvimento tecnológico e\ou empresarial do país. Mais do que nunca apela-se à formação dos engenheiros, dos informáticos, dos empresários, dos gestores, ou então, aos cursos de formação média das mesmas áreas, como se fossem estas as profissões chave para o desenvolvimento humano; como se estas fossem as áreas de ensino que deveriam sustentar a sociedade onde nos inserimos.</p>
<p>            Serão, com toda a certeza, as formações chave para o desenvolvimento tecnológico e material, mas não serão, com o mesmo grau de certeza, as formações nucleares para o desenvolvimento humano, isto é, para a humanização das sociedades e para o desenvolvimento social e cultural, tão ou mais importante que o avanço tecnológico.</p>
<p>A história tem, neste quadro, papel fundamental. Para além das vantagens já enumeradas, a história pode dotar o cidadão de consciência histórica, cívica, humanística, factores primordiais e imprescindíveis para um melhor conhecimento das sociedades humanas, do homem, de si próprio e, consequentemente, para o desenvolvimento intelectual, cultural e social. Pode-nos ajudar, também, nesta nova “Era”, a desenvolver um melhor, mais adequado, e mais competente uso das novas tecnologias. A história, entre outros saberes, é primordial para uma sociedade consciente e activa, ciente de si. Talvez esteja aí o segredo do nosso (in)sucesso. Ao ignorarmos as ciências sociais e humanas, e as letras, como alavanca fundamental para o desenvolvimento de um país, estamos a ignorar uma identidade, uma cultura; estamos a criar cidadãos adormecidos. Especializados, sim, a produzir, também, mas sem consciência de si no “mundo”. Sem identidade. Sem memória. Sem verdadeira cidadania. Enfim, sem cultura, com tudo o que este conceito implica.</p>
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		<title>3º Sessão de Ciclo de Trtúlia</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 17:52:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edmilson Varela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>

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		<description><![CDATA[


















Fonte: Sapo CV.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x435.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-651" title="x435" src="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x435-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p><a href="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x436.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-652" title="x436" src="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x436-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p><a href="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x4371.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-654" title="x437" src="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x4371-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p><a href="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x438.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-655" title="x438" src="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x438-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p><a href="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x439.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-656" title="x439" src="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x439-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p><a href="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x440.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-657" title="x440" src="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x440-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p><a href="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x441.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-658" title="x441" src="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x441-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p><a href="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x442.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-659" title="x442" src="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x442-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p><a href="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x443.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-660" title="x443" src="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x443-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p><a href="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x444.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-661" title="x444" src="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x444-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p><a href="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x445.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-662" title="x445" src="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x445-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p><a href="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x446.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-663" title="x446" src="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x446-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p><a href="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x447.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-664" title="x447" src="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x447-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p><a href="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x448.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-665" title="x448" src="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x448-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p><a href="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x449.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-666" title="x449" src="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x449-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p><a href="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x450.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-667" title="x450" src="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x450-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p><a href="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x451.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-668" title="x451" src="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x451-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p><a href="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x452.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-669" title="x452" src="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x452-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p><a href="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x453.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-670" title="x453" src="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/x453-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p>Fonte: Sapo CV.</p>
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		<title>Sugestão Cinematográfica</title>
		<link>http://tertuliacrioula.com/2010/03/08/sugestao-cinematografica/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 16:24:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edmilson Varela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Sugestões]]></category>

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		<description><![CDATA[ 
Filme: Ilhéu de Contenda
É uma adaptação à sétima arte, em 1994!, do romance Ilhéu de Contenda de Henrique Teixeira de Sousa, publicado em 1978.
Realizador: Leão Lopes;
Argumento: José Farinha, Leão Lopes (adaptação do romance de Henrique Teixeira de Sousa);
Origem: Cabo Verde;
Produtor: Paulo de Sousa;
Produção: Vermédia, Saga Film;
Colaboração/Co-Produção: Cabo Verde/Portugal/França;
Ficha Técnica: Bitú Alves (pintor), Leão Lopes, Vasco Martins (musico), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Filme: <em><strong>Ilhéu de Contenda</strong></em></span></p>
<p><strong>É uma adaptação à sétima arte, em 1994!, do romance <em>Ilhéu de Contenda</em> de Henrique Teixeira de Sousa, </strong><strong>publicado em 1978.</strong></p>
<p><strong>Realizador:</strong> Leão Lopes;</p>
<p><strong>Argumento:</strong> José Farinha, Leão Lopes (adaptação do romance de Henrique Teixeira de Sousa);</p>
<p><strong>Origem:</strong> Cabo Verde;</p>
<p><strong>Produtor:</strong> Paulo de Sousa;</p>
<p><strong>Produção:</strong> Vermédia, Saga Film;</p>
<p><strong>Colaboração/Co-Produção</strong>: Cabo Verde/Portugal/França;</p>
<p><strong>Ficha Técnica:</strong> Bitú Alves (pintor), Leão Lopes, Vasco Martins (musico), Tchalê Figueira (pintor) (e muitos outros nomes conhecidos da cultura cabo-verdiana);</p>
<p><strong>Actores:</strong> João Lourenço, Camacho Costa, Isabel de Castro, Filipe Ferrer, Luísa Cruz, Teresa Madruga;</p>
<p><strong>Língua:</strong> Crioulo e Português;</p>
<p><strong>Contexto:</strong> Adaptação do romance de Teixeira de Sousa, <em>Ilhéu de Contenda</em> (1994);</p>
<p><strong>A personagem principal:</strong> João Lourenço = Eusébio (um dos herdeiros da família Medina da Veiga);</p>
<p><strong>Duração:</strong> 110 mm<strong>;</strong></p>
<p><strong>Espaço e Tempo:</strong> O Espaço envolvente: a Ilha do Fogo, envolvendo o espaço rural (Ilhéu de Contenda, Mosteiro,) e a cidade (São Filipe) – 1960-70.</p>
<p><strong> <span style="text-decoration: underline;">Sinopse:</span></strong></p>
<p>O filme retrata a situação social e política de Cabo Verde, em particular da ilha do fogo, em meados do século XX, marcado pelo declínio da tradicional família aristocrática “foguense” (famílias ricas e poderosas, fazendeiros, comerciantes…, que detinham o monopólio em todos os sectores da ilha) que paulatinamente vai perdendo o seu poderio em função do surgimento de uma nova classe local, composto maioritariamente por mulatos/mestiços. Essa nova ordem social e local foi aparecendo com a chegada dos imigrantes, em particular dos imigrantes de Estados Unidos da América.  </p>
<p>Contudo, essa nova realidade social não foi de fácil aceitação pelas tradicionais famílias aristocratas “foguense” e foi gerando “conflitos” identitários no seio dessas famílias, marcado pela dificuldade de perceber e aceitar a nova realidade – intolerância –, contestando-a e rejeitando-a resolutamente. Esse facto é representado no desenrolar do filme pela família “Medina da Veiga”, tendo como personagem principal Eusébio um dos filhos da família.</p>
<p>Este filme, assim como a obra original, mostra todo o panorama social (tradições locais, dificuldades agrícolas, emigração: E.U.A e S. Tomé e Príncipe etc.) e política (não ignorando por exemplo a presença da PIDE, no panorama nacional e a época em questão &#8211; Estado Novo). É um retrato bem assente na – terra – realidade social cabo-verdiana.</p>
<hr/>
<strong> Notas biográficas do realizador:</strong></p>
<p>Leão Lopes nasceu em Cabo Verde em 1948; Formado em Artes Plásticas pela Escola Superior de Belas de Lisboa. Professor diplomado em Educação Visual e doutor em Letras pela Universidade de Rennes II, França.Artista Plástico e Cineasta, realizou a primeira longa-metragem cabo-verdiana Ilhéu da Contenda (1994).</p>
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		</item>
		<item>
		<title>EXPOSIÇÃO Cruzeiro Seixas &#8220;Tapeçaria e Desenho&#8221;:. 25 Fevereiro a 23 Maio 2010 &#124; Museu da Tapeçaria de Portalegre &#8211; Guy Fino‏</title>
		<link>http://tertuliacrioula.com/2010/03/08/exposicao-cruzeiro-seixas-tapecaria-e-desenho-25-fevereiro-a-23-maio-2010-museu-da-tapecaria-de-portalegre-guy-fino%e2%80%8f/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 13:15:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edmilson Varela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[


Agenda Cultural Fevereiro/Maio 2010


Reitoria da Universidade de Lisboa


_________________________________________________________


Cruzeiro Seixas


“Tapeçaria e Desenho”


25 FEVEREIRO a 23 MAIO 2010 
 


MUSEU DA TAPEÇARIA DE PORTALEGRE – GUY FINOPORTALEGRE 


O Museu da Tapeçaria de Portalegre &#8211; Guy Fino, em parceria com a Universidade de Lisboa, acolhe a Exposição “Cruzeiro Seixas – Tapeçaria e Desenho”, em itinerância na cidade de Portalegre. Cruzeiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="529" valign="top"><strong>Agenda Cultural </strong><strong>Fevereiro/Maio 2010</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top">Reitoria da Universidade de Lisboa</td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top">_________________________________________________________</td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top"><strong><em>Cruzeiro Seixas</em></strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top"><strong><em>“Tapeçaria e Desenho”</em></strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top"><strong>25 FEVEREIRO a 23 MAIO 2010 </strong></p>
<p><strong> </strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top"><strong>MUSEU DA TAPEÇARIA DE PORTALEGRE – GUY FINO</strong><strong>PORTALEGRE</strong><strong> </strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top">O Museu da Tapeçaria de Portalegre &#8211; Guy Fino, em parceria com a Universidade de Lisboa, acolhe a Exposição “Cruzeiro Seixas – Tapeçaria e Desenho”, em itinerância na cidade de Portalegre. Cruzeiro Seixas estará presente na Inauguração, a realizar na próxima quinta-feira, dia 25 de Fevereiro pelas 18h. A exposição pode ser visitada até ao dia 23 de Maio. Esta exposição integra um conjunto de tapeçarias da Manufactura de Portalegre, segundo cartões do autor e desenhos representativos de todas as épocas da sua produção.</td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top">O catálogo que acompanha a Exposição reúne textos de António Sampaio da Nóvoa, Reitor da Universidade de Lisboa (UL); Fernando Baptista Pereira, Hugo Ferrão e Cristina Azevedo Tavares, Professores da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL); Prof.ª Vera Fino, Directora da Manufactura de Tapeçarias de Portalegre e do próprio Cruzeiro Seixas.</td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top"><strong>Inauguração</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top">25 Fevereiro 2010 | 18 horas</td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top">Museu da Tapeçaria de Portalegre – Guy Fino</td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top"><strong>Horário</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top">Terça-feira a Domingo, das 09h30 às 13h00 e das 14h30 às 18h00.</td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top"><strong>Convite  </strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top"><a href="http://www.ul.pt/pls/portal/docs/1/270216.PDF" target="_blank">Consuta aqui&#8230;</a></td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top"><strong>Catálogo</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top"><a href="http://www.ul.pt/pls/portal/docs/1/270220.PDF" target="_blank">Consuta aqui&#8230;</a></td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top"><strong>Nota biográfica de Cruzeiro Seixas  </strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top"><a href="http://www.ul.pt/pls/portal/docs/1/259511.PDF" target="_blank">Consuta aqui&#8230;</a></td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top"><strong>Na sessão de Inauguração será exibido o documentário</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top"><strong><em>Cruzeiro Seixas – O Vício da Liberdade</em></strong>Um documentário que procura desvendar as diferentes facetas do poeta-pintor<strong>Sinopse</strong>Artur Cruzeiro Seixas é uma das mais importantes figuras do movimento surrealista português.<br />
Este documentário procura desvendar as diferentes facetas do poeta &#8211; pintor.<br />
Amigo e companheiro de aventuras de Mário Cesariny, Cruzeiro Seixas é autor de uma obra singular que inclui o desenho, a pintura, os objectos e a poesia.<br />
Com testemunhos de artistas, críticos de arte e amigos, este documentário é também uma homenagem ao homem que sempre abraçou apaixonadamente a vida.<br />
Polémico, irreverente, Cruzeiro Seixas, aos 89 anos, elege a liberdade como valor supremo.Argumento: Alberto Serra | Realização: Ricardo Espírito Santo | Director de Arte: José Pedro Rosado | Produção: Terra Líquida Filmes</td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top">
<hr /></td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top"><strong>Informações </strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top">Museu da Tapeçaria de Portalegre – Guy Fino</td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top">Rua da Figueira, n.º 9, Portalegre (<a href="http://maps.google.pt/maps?f=q&amp;source=s_q&amp;hl=pt-PT&amp;geocode=&amp;q=rua+da+figueira,+9,+portalegre,+portugal&amp;sll=39.639538,-7.849731&amp;sspn=7.51103,14.040527&amp;ie=UTF8&amp;hq=&amp;hnear=R.+da+Figueira+9,+Portalegre&amp;ll=39.294056,-7.432873&amp;spn=0.007373,0.013711&amp;z=16&amp;iwloc=A" target="_blank">Localização</a>)</td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top">Tel.: +351 245 307 530</td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top">Endereço electrónico: <a href="mailto:museu.tapecaria@cm-portalegre.pt">museu.tapecaria@cm-portalegre.pt</a>  </td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top"><strong> </strong><strong>Organização </strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top">Câmara Municipal de Portalegre (Departamento dos Assuntos Sociais, Cultura, Educação, Desporto e Turismo – Divisão de Cultura, Turismo e Tempos Livres &#8211; Museu da Tapeçaria de Portalegre – Guy Fino).</td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top">Uma parceria com a Reitoria da Universidade de Lisboa &#8211; Divisão de Actividades Culturais e Imagem da DSRE, Faculdade de Belas-Artes da UL e Manufactura de Tapeçarias de Portalegre.</td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top"><strong>FICHA TÉCNICA</strong><strong> </strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top"><strong>Organização e Produção </strong>Reitoria da Universidade de Lisboa, Divisão de Actividades Culturais e Imagem da DSRE, Manufactura de Tapeçarias de Portalegre, Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa <strong>Comissário </strong>Fernando António Baptista Pereira, Professor Associado da Faculdade de Belas Artes da UL <strong>Projecto museológico </strong>Fernando António Baptista Pereira (FBAUL), coordenação; Joana Nunes (FBAUL) Pedro Reisinho (FBAUL); Sílvia Jesus (FBAUL); Gerbert Verhejgt (FBAUL) <strong>Pesquisa e inventariação </strong>Fernando António Baptista Pereira (FBAUL), Vera Fino, Manufactura de Tapeçarias de Portalegre, Maria João de Melo, Galeria de Tapeçarias de Portalegre <strong>Coordenação executiva </strong>Isabel Maçana Bruxo (RUL- DACI) <strong>Coordenação geral</strong> Marisa Costa (RUL-DACI) <strong>Apoio à produção / Acompanhamento </strong>Ana Pinto Basto (RUL-DACI); Marta Azevedo (RUL-DACI); Lara Carvalho (RUL-DACI); Dinis Costa (RUL-DACI); Patrícia Santos (RUL-DACI); Rui Teigão (RUL-DACI) <strong>Grafismos e legendas</strong> Joana Nunes (FBAUL); Pedro Reisinho (FBAUL); Sílvia Jesus (FBAUL) <strong>Itinerância no Museu da Tapeçaria de Portalegre &#8211; Guy Fino (Organização) </strong>Adelaide Teixeira (CMP); Joana Munõz (CMP-DASCEDT); Luís Esteves (CMP-DCTTL); Paula Fernandes (CMP-MTPGF) <strong>Colaboração </strong>Carolina Baert; Elsa Quintino; Hélder Faria; Maria José Afonso (CMP-MTPGF) <strong>Produção </strong>Câmara Municipal de Portalegre (Departamento dos Assuntos Sociais, Cultura, Educação, Desporto e Turismo &#8211; Divisão de Cultura, Turismo e Tempos Livres &#8211; Museu da Tapeçaria de Portalegre &#8211; Guy Fino) <strong>Montagem </strong>Manufactura de Tapeçarias de Portalegre; João Manuel Gonçalves (CMP); Joana Nunes (FBAUL); Sílvia Jesus (FBAUL) <strong>Comissário</strong> Prof. Doutor Fernando António Baptista Pereira, da FBAUL <strong>Assessoria técnica</strong> Gerbert Verheij, Joana Nunes, Pedro Reisinho e Sílvia Jesus, mestrandos da FBAUL <strong>Produção</strong> Isabel Bruxo, Marisa Costa, Dinis Costa , Marta Azevedo e Lara Carvalho (DACI); Prof.ª Vera Fino e Maria João de Melo (MTP).</td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top"><strong>CMP</strong> &#8211; Câmara Municipal de Portalegre; <strong>DACI </strong>- Divisão de Actividades Culturais e Imagem; <strong>DASCEDT</strong> &#8211; Departamento dos Assuntos Sociais, Cultura, Educação, Desporto e Turimo da CMP; <strong>DCTTL</strong> &#8211; Divisão de Cultura, Turismo e Tempos Livres da CMP; <strong>DSRE </strong>– Direcção de Relações Externas; <strong>FBAUL</strong> – Faculdade de Belas-Artes da UL; <strong>MTP</strong> – Manufactura de Tapeçarias de Portalegre; <strong>MTPGF</strong> &#8211; Museu da Tapeçaria de Portalegre &#8211; Guy Fino; <strong>RUL</strong> &#8211; Reitoria da Universidade de Lisboa; <strong>UL</strong> &#8211; Universidade de Lisboa</td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top">Esta mensagem está de acordo com a legislação europeia sobre o envio de mensagens comerciais: &#8221;Qualquer mensagem deverá estar claramente identificada com os dados do emissor e deverá proporcionar ao receptor a hipótese de ser removido da lista.&#8221; (Directiva 2000/31/CE do Parlamento Europeu; Relatório A5-0270/2001 do Parlamento Europeu).</td>
</tr>
<tr>
<td width="529" valign="top">Para remover o seu contacto, caso não pretenda voltar a receber informações nossas, basta que clique <a title="blocked::mailto:u.l.actividades_culturais-unsubscribe@listas.ul.pt?subject=REMOVER" href="mailto:u.l.actividades_culturais-unsubscribe@listas.ul.pt?subject=REMOVER">aqui</a> e envie o e-mail com o corpo da mensagem em branco.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><a href="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/image003.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-643" title="image003" src="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/image003.jpg" alt="" width="217" height="176" /></a><br />
<a href="javascript:;">image003.jpg</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Seminário de História Medieval &#8211; Memórias, discursos e práticas sociais‏</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 13:15:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edmilson Varela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Ex.mo(a) Senhor(a)
 
 O Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (CH-FLUL), no âmbito do seu programa de actividades para o ano lectivo de 2009/10, está a organizar um Seminário sob o título Memórias, discursos e práticas sociais, destinado a todos os interessados, mas, em especial, aos estudantes e investigadores de História Medieval.
 
 O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ex.mo(a) Senhor(a)<br />
 <br />
 O Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (CH-FLUL), no âmbito do seu programa de actividades para o ano lectivo de 2009/10, está a organizar um Seminário sob o título Memórias, discursos e práticas sociais, destinado a todos os interessados, mas, em especial, aos estudantes e investigadores de História Medieval.<br />
 <br />
 O evento decorrerá integralmente durante o segundo semestre lectivo, entre os meses de Março e Junho, e terá lugar, com carácter regular, todas as segundas-feiras do calendário escolar, das 18h00 às 20h00, na Sala 5.2 da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.<br />
 </p>
<p>O objectivo do Seminário é a divulgação dos projectos de investigação de Doutoramento e Pós-Doutoramento em curso no CH-FLUL na área de História Medieval, de modo a promover um melhor conhecimento das investigações, partilhar as metodologias e resultados, e discutir as diferentes propostas. Nesse sentido, cada sessão de trabalho será constituída por uma conferência inicial, seguida da discussão do tema específico abordado pelo conferencista. Na exposição de cada trabalho serão apresentados os pontos de partida da investigação, a metodologia aplicada e os resultados provisórios do projecto.<br />
 <br />
 No decurso da discussão, para além da formulação de questões e sugestões, buscar-se-ão os elementos em comum entre os trabalhos, bem como o enquadramento das temáticas num arco de estudo mais amplo, para sublinhar assim as contribuições, quer de perspectiva, quer metodológicas, de cada investigação. Pretende-se com isto fomentar a partilha de projectos que se estão a desenvolver individualmente, criar conexões entre os investigadores e desenvolver o conhecimento das bases da investigação científica entre alunos de Licenciatura e Mestrado. Paralelamente, procurar-se-á criar um ambiente de discussão científica que permita abrir temáticas de interesse para todos os participantes e assistentes.<br />
 <br />
 As inscrições são gratuitas e estão abertas no CH-FLUL até dia 8 de Março de 2010. Os inscritos irão obter um certificado no fim do Seminário. Para os que não se inscreverem, a entrada é aberta, mas estará condicionada à lotação da sala.<br />
 <br />
Covadonga Valdaliso (Investigadora do CH-FLUL)<br />
Armando Norte (Investigador do CH-FLUL)<br />
(organizadores)</p>
<hr/>
 <br />
Centro de História<br />
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa<br />
Alameda da Universidade &#8211; 1600-214 LISBOA / PORTUGAL<br />
<strong>Tel.:</strong> (+351) 21 792 00 00 (Extensão: 11610) &#8211; <strong>Fax:</strong> (+351) 21 796 00 63<br />
<strong>E-mail: </strong>centro.historia@fl.ul.pt<br />
<strong>URL:</strong> <a href="http://www.fl.ul.pt/unidades/centros/c_historia/index.html" target="_blank">Seminário de História Medieval</a></p>
<p><strong> Anexo: </strong><a href="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/ProgramaDefinitivo.pdf">Programa Definitivo</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Divulgação do II Seminário de História e Cultura Política: República e Liberdade‏</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 13:15:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edmilson Varela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Ex.mo(a) Senhor(a)
 
O Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, através da sua linha de investigação Memória &#38; Historiografia, vem por este meio divulgar o seu II Seminário de História e Cultura Política, dedicado à temática «República e Liberdade». O objectivo do seminário do próximo ano é o de aprofundar criticamente o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ex.mo(a) Senhor(a)<br />
 <br />
O Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, através da sua linha de investigação Memória &amp; Historiografia, vem por este meio divulgar o seu II Seminário de História e Cultura Política, dedicado à temática «República e Liberdade». O objectivo do seminário do próximo ano é o de aprofundar criticamente o conhecimento sobre pensadores portugueses e estrangeiros através de doutrinas políticas que perfilharam, relacionadas com a República e com a Liberdade. O Seminário decorrerá no dia 16 de Março de 2010, no Anfiteatro III da Faculdade de Letras de Lisboa.<br />
 <br />
A entrada é livre, sendo de EUR 5 a inscrição para aqueles que desejarem diploma de participação. Para mais informações, poderão contactar o Secretariado do Seminário, através do email centro.historia@fl.ul.pt.<br />
 <br />
Para efeitos de divulgação, junto enviamos cartaz e desdobrável com o programa/boletim de inscrição.<br />
 <br />
Com os melhores cumprimentos,<br />
 <br />
Ernesto Castro Leal<br />
Investigador da Linha Memória &amp; Historiografia<br />
Coordenador do Seminário «República e Liberdade»<br />
________________________________<br />
 <br />
Centro de História<br />
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa<br />
Alameda da Universidade &#8211; 1600-214 LISBOA / PORTUGAL<br />
Tel.: (+351) 21 792 00 00 (Extensão: 11610) &#8211; Fax: (+351) 21 796 00 63<br />
E-mail: centro.historia@fl.ul.pt<br />
URL: <a href="http://www.fl.ul.pt/unidades/centros/c_historia/index.html" target="_blank">http://www.fl.ul.pt/unidades/centros/c_historia/index.html</a></p>
<p>Anexo: <a href="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/República...pdf">República..</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>“Mina de Neves-Corvo – Luz ao Fundo do Túnel”</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 13:14:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edmilson Varela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[


Inauguração da exposição


 


 


“Mina de Neves-Corvo – Luz ao Fundo do Túnel” 


de Gonçalo Barriga


Quarta-feira, 3 Março 2010 &#124; 12 horas


Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Átrio do Edifício C6


Entrada livre


 


No âmbito da comemoração do 29º aniversário do GeoFCUL, Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, será inaugurada a exposição de fotografia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td width="520" valign="top">Inauguração da exposição</td>
</tr>
<tr>
<td width="520" valign="top"> </td>
</tr>
<tr>
<td width="520" valign="top"> </td>
</tr>
<tr>
<td width="520" valign="top"><strong>“Mina de Neves-Corvo – Luz ao Fundo do Túnel”</strong><strong> </strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="520" valign="top">de Gonçalo Barriga</td>
</tr>
<tr>
<td width="520" valign="top">Quarta-feira, 3 Março 2010 | 12 horas</td>
</tr>
<tr>
<td width="520" valign="top">Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Átrio do Edifício C6</td>
</tr>
<tr>
<td width="520" valign="top">Entrada livre</td>
</tr>
<tr>
<td width="520" valign="top"> </td>
</tr>
<tr>
<td width="520" valign="top">No âmbito da comemoração do 29º aniversário do GeoFCUL, Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, será inaugurada a exposição de fotografia “Mina de Neves-Corvo – Luz ao Fundo do Túnel”, da autoria de Gonçalo Barriga. Um trabalho que resume 14 anos de investigação do fotógrafo na Mina de Neves-Corvo, situada entre Castro Verde e Almodôvar, no Baixo Alentejo e explorada pela Somincor. O único pólo industrial estável e significativo da região, constituindo um verdadeiro &#8220;oásis económico&#8221;.</td>
</tr>
<tr>
<td width="520" valign="top"> </td>
</tr>
<tr>
<td width="520" valign="top">Pode assim dizer-se que é uma visão &#8220;de dentro para fora&#8221; de um mundo conhecido por uma minúscula minoria, para quem a mina se tornou quase uma segunda casa.</td>
</tr>
<tr>
<td width="520" valign="top"> </td>
</tr>
<tr>
<td width="520" valign="top">Os contrastes são a tónica, sejam eles entre a luz e a escuridão, a pequenez dos homens contra as máquinas descomunais ou a sua jovialidade contra o ambiente inóspito.</td>
</tr>
<tr>
<td width="520" valign="top"> </td>
</tr>
<tr>
<td width="520" valign="top">Embora seja uma actividade altamente mecanizada, continua a ser um desafio para o corpo e para a mente trabalhar um turno a centenas de metros debaixo de terra, onde a luz é apenas a que o homem cria.</td>
</tr>
<tr>
<td width="520" valign="top"> </td>
</tr>
<tr>
<td width="520" valign="top">Mais informações em: <a href="http://geologia.fc.ul.pt/artigo.php?id_artigo=347" target="_blank">www.geologia.fc.ul.pt</a></td>
</tr>
<tr>
<td width="520" valign="top"><strong><br />
<hr/>Organização </strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="520" valign="top">Departamento de Geologia</td>
</tr>
<tr>
<td width="520" valign="top">Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa</td>
</tr>
<tr>
<td width="520" valign="top">Edifício C6. Campo Grande</td>
</tr>
<tr>
<td width="520" valign="top">1749-016 LISBOA &#8211; PORTUGAL</td>
</tr>
<tr>
<td width="520" valign="top">Telefone: +351 217 500 066 / +351 217 500 077</td>
</tr>
<tr>
<td width="520" valign="top">Fax: +351 217 500 064</td>
</tr>
<tr>
<td width="520" valign="top">Endereço electrónico: <a href="mailto:geofcul@fc.ul.pt">geofcul@fc.ul.pt</a>  </td>
</tr>
<tr>
<td width="520" valign="top">Mapa de localização do edifício em: <a href="http://geologia.fc.ul.pt/documents/9.jpg" target="_blank">www.geologia.fc.ul.pt</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>SEMINÁRIOS DO CENTRO DE HISTÓRIA</title>
		<link>http://tertuliacrioula.com/2010/03/08/seminarios-do-centro-de-historia/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 13:14:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Edmilson Varela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Ex.mo(a) Senhor(a)
 
O Centro de História da FLUL vem pela presente divulgar o II Seminário Imagética: Imagens Construídas e Descontruídas. Transcontextualidades e Ambiguidades, que decorrerá no próximo dia 9 de Março, entre as 17h e as 20h. A sessão contará com comunicações, intervenções livres e debates. A entrada é livre.
 
Para o efeito, envia-se em anexo cartaz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ex.mo(a) Senhor(a)<br />
 <br />
O Centro de História da FLUL vem pela presente divulgar o II Seminário Imagética: Imagens Construídas e Descontruídas. Transcontextualidades e Ambiguidades, que decorrerá no próximo dia 9 de Março, entre as 17h e as 20h. A sessão contará com comunicações, intervenções livres e debates. A entrada é livre.<br />
 <br />
Para o efeito, envia-se em anexo cartaz de divulgação do evento.<br />
 <br />
Com os melhores cumprimentos,<br />
 <br />
Maria Leonor García da Cruz<br />
Docente e investigadora FLUL (Dep. História)<br />
Coordenadora do Projecto (CH/FLUL)<br />
 <br />
Site: <a href="http://sites.google.com/site/imagetica0flul/" target="_blank">Imagetica_FLUL_Research-Portugal</a><br />
E-mail: imagetica.flul@gmail.com<br />
________________________________<br />
 <br />
Centro de História<br />
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa<br />
Alameda da Universidade &#8211; 1600-214 LISBOA / PORTUGAL<br />
Tel.: (+351) 21 792 00 00 (Extensão: 11610) &#8211; Fax: (+351) 21 796 00 63<br />
E-mail: centro.historia@fl.ul.pt<br />
URL: <a href="http://www.fl.ul.pt/unidades/centros/c_historia/index.html" target="_blank">www.fl.ul.pt</a></p>
<p>Anexo:</p>
<p><a href="http://tertuliacrioula.com/wp-content/uploads/2010/03/II+Seminá...pdf">II+Seminá..</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Quem somos ou o que somos (pessoas ou mercadorias)?</title>
		<link>http://tertuliacrioula.com/2010/03/08/quem-somos-ou-o-que-somos-pessoas-ou-mercadorias/</link>
		<comments>http://tertuliacrioula.com/2010/03/08/quem-somos-ou-o-que-somos-pessoas-ou-mercadorias/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 00:44:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adalgiza Santos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>

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		<description><![CDATA[Num mundo reinado pelo capitalismo, onde damos prevalência aos bens materiais, ao luxo, ao conforto, num mundo em plena evolução e desenvolvimento onde dispomos das mais avançadas tecnologias desde que existe o Homo Sapiens, em pleno século XXI, atribuímos valor a tudo.
Catalogamos e colocamos um preço em tudo, comercializamos os mais diversos produtos sejam eles [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Num mundo reinado pelo capitalismo, onde damos prevalência aos bens materiais, ao luxo, ao conforto, num mundo em plena evolução e desenvolvimento onde dispomos das mais avançadas tecnologias desde que existe o Homo Sapiens, em pleno século XXI, atribuímos valor a tudo.<br />
Catalogamos e colocamos um preço em tudo, comercializamos os mais diversos produtos sejam eles matérias-primas ou produtos secundários que já passaram por algum processo de transformação e industrialização.<br />
Fazemos todos os esforços para nos darmos bem com os nossos parceiros comerciais e até para conseguir mais, de modo a expandir o nosso negócio, a ir além fronteiras pois só com bons parceiros no estrangeiro, com uma boa política comercial e alfandegária, com a livre circulação de bens nos mais diversos mercados e através dos vários meios de transportes, conseguimos crescer e desenvolver.<br />
É a mão invisível da economia, são todos os mecanismos utilizados neste sector que ajudam o desenvolvimento e crescimento dos mais diversos países, um tem matéria-prima, outro tem os meios de transportes, outro o conhecimento, outro a maquinaria, outro o banco, enfim uma roda onde todos giram e fazem parte, mas só uns aparecem, não obstante todos serem afectados.<br />
Actualmente, atendendo à conjuntura económica internacional não é fácil manter o negócio rentável, mas mesmo assim ano após ano há negócios que crescem cada vez mais e que lucram cada vez mais. Não porque o objecto comercializado seja caro ou raro, muito pelo contrário.<br />
Um bom negócio deve concentrar-se não só em ter bons parceiros como também em ser transnacional e apostar na diversidade, variabilidade e versatilidade dos produtos. E, o mais importante, todo o comerciante sabe que deve retirar o máximo de lucro com o mínimo de custo, o que por outras palavras significa que devemos obter o produto a um baixo preço e vendê-lo por um valor superior ao que o comprou, é daí que advém o lucro, também rentabilizá-lo se já não serve para o efeito inicial utilizá-lo/adaptá-lo para outra função, é daí que advém o sucesso de qualquer negócio.<br />
Obviamente que ao falar de comércio e de mão invisível que move a economia mundial não podemos ignorar os comércios ilegais, porque estes sim realmente movem, através de uma máquina não invisível mas muito bem camuflada, algumas das quais conhecemos, como a burocracia e o filho desta, a corrupção, grandes quantias na nossa economia encadeando vários negócios alimentando vários vícios e males de modo a esconder o que realmente está por trás de tantos milhões.<br />
De todos os negócios ilegais o tráfico de seres humanos é o terceiro mais rentável, drogas e armas ocupam os lugares de topo.<br />
O tráfico de seres humanos é muito bem organizado, bem estruturado, transnacional e diversificado afecta todos os países, estes actuam como exportadores, intermediários, transportadores ou importadores.<br />
Em média gera cerca de 27 biliões de euros por ano, estima-se que cerca de 800 mil pessoas a 2,4 milhões possam ser traficadas por ano em todo o mundo. O preço de cada ser humano varia com quem trafica, da proveniência, do que o mercado procura, enfim, de vários factores. Acredita-se que o lucro por cada pessoa seja de 300 mil euros, convém salientar que por vezes são vendidas, inicialmente por 100 euros.<br />
Não existe um grupo de pessoas que são traficadas, qualquer pessoa pode ser traficada, contudo há alguns grupos de risco que são crianças, mulheres e imigrantes, escusado será dizer que a pobreza é um dos factores que potencia este comércio.<br />
A ideia de uma vida melhor e a boa fé permite que muitos se iludam com falsas promessas e acabem por imigrar para outro país onde irão trabalhar. Só não são informados que assim que estiverem a trabalhar primeiro têm de saldar a dívida resultante das despesas da viagem, dívida que na verdade nunca será saldada.<br />
Também não têm conhecimento de que os seus documentos não irão ficar com eles e sim com o seu empregador, que nunca é aquele que o recrutou porque entretanto já foi vendida sem ter conhecimento disso, e não sabem que não podem sair da rede onde se encontram.<br />
Se isso acontece com adultos, que dizer de uma criança, a grande diferença é que as crianças na maior parte das vezes foram sequestradas, exceptuando os casos em que são vendidos pelos familiares ou entregues por estes a uma pessoa que supostamente irá cuidar dela melhor e dar-lhe melhores condições de vida. Embora existam casos de adultos que também são sequestrados e levados à força para outro país.<br />
O tráfico de seres humanos não consiste simplesmente no tráfico sexual, também consiste na exploração da mão-de-obra, melhor dizendo na escravatura laboral.<br />
Esta questão é importante uma vez que inconscientemente todos acabamos por contribuir para o sucesso do tráfico de seres humanos, uma vez que podemos estar a comprar um produto que foi feito por um escravo, uma pessoa que foi sequestrada, vendida, iludida e que actualmente é explorada e vive em condições sub-humanas.<br />
O tráfico/escravatura assemelha-se a um polvo, tem vários tentáculos que correspondem aos diversos tipos de trabalho a que se destinam: pode ser para prostituição em bar de alterne ou não, pode ser para paraísos sexuais, para redes de adopção ilegal, para redes de pedofilia, pornografia, mendicidade, indústria, extracção de órgãos, recrutamento de novos indivíduos através dos que já foram traficados, por exemplo uma criança serve de isco para outra.<br />
É extremamente difícil pensar em todos os casos para os quais as pessoas são vendidas e o porquê de tanta procura e mais difícil ainda é traçar um perfil dos recrutadores, infelizmente pode ser qualquer um.<br />
Ao contrário do que se poderá pensar, muitas dessas pessoas que são traficadas vão para países desenvolvidos, são retiradas das zonas mais pobres dos países subdesenvolvidos ou de desenvolvimento médio, o que demonstra a transversalidade e transnacionalidade do crime.<br />
Não pretendo e nem vou introduzir números, estatísticas e estudos por dois motivos: primeiro este é um dado que facilmente se encontra na internet pelo que parece-me desnecessário estar a reproduzir o que se pode encontrar rapidamente com uma pesquisa no Google; segundo esses números não são exactos são com base nas queixas, investigações, processos etc., o que claramente indica que o número que dispomos com certeza é inferior ao que realmente existe, creio que basta ter em mente que esses números não estão inflaccionados, muito pelo contrário, e que tendem a aumentar todos os anos.<br />
Basta pensarmos que, o dobro da população de Cabo Verde é traficado todos os anos e que o lucro que se obtém em poucos anos é superior a riqueza de alguns países.<br />
Para escrever um texto sobre o tráfico de seres humanos abordando-o na totalidade, seria necessário abordar: as várias formas como operam os recrutadores que são a ponta da meada do tráfico; os vários argumentos que utilizam para ludibriar as pessoas, que sem saberem constituem a matéria-prima; os esquemas burocráticos e os subornos necessários para que cheguem ao país de destino, pois mudam frequentemente de lugar de modo a evitar que a polícia lhes apanhe o rasto; os diversos mercados para os quais são mais tarde distribuídos, alguns de luxo, outros não, e os diversos produtos que serão por elas mais tarde produzidas: filmes, fotografias (ambos pornográficos), bolas, camisas, etc.<br />
Enfim, por todos esses motivos e mais alguns é difícil obter dados estatísticos precisos sobre esse tema, e aí reside também a dificuldade das autoridades desmontarem esse tipo de negócio, um negócio extremamente rentável que envolve boa parte dos crimes constantes no Código Penal no que respeita a crimes contra as pessoas, que afecta todas as formas dos direitos humanos que viola todas as convenções.<br />
Temos de ter noção que o objecto do negócio são pessoas, seres humanos como nós ou os nossos familiares, que não é um flagelo distante que só acontece no estrangeiro ou em países pobres, mais uma vez ressalvo que os países ricos muitas vezes são os destinatários.<br />
Gostaria simplesmente que reflectissem sobre isso, não temos de fazer algo somente quando a desgraça nos bate à porta, convém dormirmos descansados sem pensar que uma pessoa que conhecemos e gostamos pode desaparecer para sempre não porque morreu mas porque é mercadoria.<br />
É um produto que alguém queria, gostou e comprou e que quando se cansar descarta, através do homicídio ou vendendo para outra rede de tráfico para ser usada noutros serviços ou ser leiloada por aquele que der mais.<br />
Seria bom pensarmos que os produtos que consumimos e compramos não foram feitos pelo pai/mãe, filho/filha, irmão/irmã de outra pessoa, algures numa cave qualquer sem comida, sem as mínimas condições de vida, condições básicas como um banho, um copo de água ou uma cama e cujos familiares (pais, cônjuges, filhos) e amigos aguardam dias, meses, anos à espera de uma notícia nem que seja para dizer que faleceu.<br />
É nosso dever assegurar que isso não acontece, é nosso dever procurar e ajudar nas buscas sempre que alguém desaparece nunca podemos ter a certeza se não foi levado por um braço invisível.<br />
Se tal como uma blusa ou uma bicicleta não foi exportada de barco ou avião para ser vendida; se tal como um papel usado não irá para reciclagem ser colocada num site para ser leiloada ou vendida a 100 euros para outra rede para prestar outros serviços ou então amputada para que possa render mais dinheiro na mendicidade ou ainda ser-lhe retirado os órgãos para serem vendidos no mercado negro enquanto ela morre algures porque não recebeu os cuidados necessários aquando da extracção do órgão.<br />
Para evitar que a M…, o J&#8230;, o A&#8230;, a R…, a B…, o N…, sejam mais um produto mais uma matéria-prima com inúmeras possibilidades de produzir e criar produtos secundários, para evitar que a roupa que eu uso, a mala que eu levo para a praia seja a causa de inanição e morte de tantos outros; temos de ter consciência da situação do modo a Prevenir, Reprimir e Punir, acima de tudo Prevenir porque é na Prevenção que está a cura de todos os males.<br />
Mais tarde ou mais cedo vamos ter de fazer alguma coisa, quanto mais cedo melhor, podemos não nos aperceber disso, aliás o secretismo, o silêncio são ingredientes fundamentais na fórmula mágica do sucesso desse crime, mas o tráfico de seres humanos existe, é real e está mais próximo de nós do que julgamos.<br />
Silenciar e não agir é compactuar, não temos de ficar à espera até que nos bata à porta, podemos não ser os exportadores ou importadores, mas podemos ser os transportadores ou intermediários, por isso o mínimo que podemos fazer é exigir mais rigor e controlo nas nossas fronteiras, sejam elas marítimas ou áreas.</p>
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		<title>Ética, Valores e Desenvolvimento</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 15:11:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Emanuel Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunistas]]></category>

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		<description><![CDATA[Dentro das minhas limitações e influenciado pela leitura de determinados autores de referência que se pronunciaram sobre matérias de direito, filosofia, ética, política, sociologia, economia, etc., entre os quais destacam-se Aristóteles, Thomas Jefferson, Kant, Antony Giddens, Andrew von Hirsch, etc., venho realizando algumas reflexões sobre o impacto que o cultivo da ética e dos valores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dentro das minhas limitações e influenciado pela leitura de determinados autores de referência que se pronunciaram sobre matérias de direito, filosofia, ética, política, sociologia, economia, etc., entre os quais destacam-se Aristóteles, Thomas Jefferson, Kant, Antony Giddens, Andrew von Hirsch, etc., venho realizando algumas reflexões sobre o impacto que o cultivo da ética e dos valores têm para o desenvolvimento, melhoria do bem-estar e a realização das pessoas e da sociedade em geral.</p>
<p>Em relação a ética, esta palavra é originado do termo grego <em>ethos </em>que significa ser, carácter. Esta palavra deu origem ao termo latino <em>mos, </em>ou <em>mores </em>no plural, que significa costumes, ou seja, a tal prática reiterada com carácter de obrigatoriedade jurídica, sendo por isso admitido em alguns casos como uma das fontes do Direito.</p>
<p>Quanto aos valores, podemos entendê-lo como o Prof. Antony Giddens, como sendo algo cuja prática é considerado bom, importante, útil e desejável, e que como tal deve ser cultivado e prosseguido. Desses valores podemos destacar o trabalho árduo, o respeito pelas regras, a igualdade de oportunidades, a liberdade, etc. Diz o Prof. Antony Giddens:</p>
<blockquote><p>As ideias que definem o que é importante, útil e desejável são fundamentais em todas as culturas. Essas ideias abstractas, ou valores, atribuem significado e orientam os seres humanos na sua interacção com o mundo. A monogamia – a fidelidade a um único parceiro sexual – é o exemplo de um valor proeminente na maioria das sociedades ocidentais<a href="http://tertuliacrioula.com/wp-admin/post-new.php#_ftn1">[1]</a>.</p></blockquote>
<p> </p>
<p>O desenvolvimento que entendemos como a melhoria do nível de bem-estar económico, social, cultural e intelectual dos indivíduos, o que em suma irá fazer com que as pessoas possam viver com mais dignidade e que alcancem uma melhor realização. Mas para que seja possível este desenvolvimento económico, intelectual, social e cultural é necessário que a sociedade, na sua maioria, ou pelo menos numa parte significativa se empenhe na cultivo e na prossecução de determinados valores, como por exemplo o trabalho árduo e o respeito pelas regras que irão permitir a melhoria e o desenvolvimento do sistema de educação, do sistema de justiça, segurança, etc., e a criação da riqueza necessária para que todos possam viver com mais dignidade e desta forma alcançarem a sua realização pessoal e social.</p>
<p>É necessário a definição objectiva e a prossecução deste conjunto de princípios e de valores positivos – como trabalho árduo e o respeito pelas regras, espírito de sacrifício, disciplina, esforço, rigor, exigência, etc., – e que como já dissemos, que essa prossecução seja realizada pela maioria ou por uma parte significativa dos membros da sociedade. É que como sabemos, se numa equipa de futebol apenas dois ou três atletas tiverem qualidade e que se esforçarem no sentido de desempenharem bem a sua função, mesmo assim, isto será insuficiente se os outros não derem a sua colaboração, e a equipa não irá conseguir obter bons resultados. A obtenção de bons resultados implica que todos, ou pelo menos a maioria ou grande parte dos membros, se empenham e se esforcem, em prol da equipa. Só desta forma será possível a criação dos recursos necessários e a sua justa distribuição entre os membros da sociedade, o que irá permitir a realização pessoal e social dos membros da comunidade.</p>
<p>Da minha análise – que como já referi, reconheço que possa haver algumas limitações – constato que algumas sociedades apresentam um melhor desempenho em relação às outras no cultivo e na prossecução desses valores, e considero que a diferença do nível do desenvolvimento existente entre as sociedades mais desenvolvidas e as menos desenvolvidas, não se prende com qualidades inatas dos indivíduos, mas sim com cultivo e a prossecução desses valores pela maioria ou por uma parte significativa dos membros dessas sociedades. Partilho da ideia do Prof. Antony Giddens, segundo o qual os valores e as normas variam de forma significativa entre as sociedades e as culturas, condicionando assim o seu desenvolvimento. Diz o Prof.</p>
<blockquote><p>As normas e os valores variam muitíssimo entre as culturas. Algumas valorizam grandemente o individualismo, enquanto outras podem enfatizar as necessidades colectivas. Um simples exemplo ilustra bem tal. A maioria dos alunos britânicos sentir-se-iam indignados se descobrissem um colega a copiar num exame. Na Grã-Bretanha, copiar do colega do lado vai contra os valores fundamentais da realização individual, da igualdade de oportunidades, do trabalho árduo e do respeito pelas regras. No entanto os estudantes russos sentir-se-iam intrigados com esta noção de ultraje dos seus colegas britânicos. A entreajuda entre colegas num exame é reflexo do quanto os russos valorizam a igualdade e a resolução colectiva de problemas face à autoridade.<a href="http://tertuliacrioula.com/wp-admin/post-new.php#_ftn2">[2]</a></p></blockquote>
<p> </p>
<p>Neste sentido, considero que aquilo que é importante é a definição dos princípios e dos valores que a sociedade deve cultivar e prosseguir, uma vez que a melhoria do seu nível de bem-estar, do seu sistema de educação, justiça, saúde, segurança, etc., está intimamente ligada aos valores, princípios e regras que são cultivadas e prosseguidas pela maioria dos seus membros.</p>
<p>Dizia o Presidente Norte-americano, Barack Obama, no seu livro Audácia da Esperança, que «o valor fundamental que os pais devem transmitir aos filhos e a sociedade aos mais novos é o valor do trabalho árduo e do respeito pelas regras»<a href="http://tertuliacrioula.com/wp-admin/post-new.php#_ftn3">[3]</a>. A experiência têm demonstrado que não são as sociedades onde existem mais recursos naturais, aquelas que são mais desenvolvidas e aquelas onde as pessoas vivem com mais dignidade e com mais conhecimentos, mas sim aquelas onde a maioria da população se preocupa, cultiva e prossegue de forma muito razoável, os valores do trabalho árduo e do respeito pelas regras.</p>
<p>Isto deve-nos fazer reflectir e tomar a decisão mais acertada, que do nosso ponto de vista passa por afastar o relativismo ético e de valores, que leva muitas vezes as pessoas a manterem determinados tipos de comportamentos que são negativos e impedem o desenvolvimento, só pelo facto de esses tipos de comportamentos serem práticas reiteradas e normalmente aceites e seguidas pela maioria dos membros da sociedade, apesar de sabermos que ele condiciona o desenvolvimento e condena à pobreza e à indignidade a maioria da população.</p>
<p>Entendemos que é importante considerarmos que todas as culturas têm aspectos positivos e aspectos que são menos positivos e outros que podem mesmo ser considerados como sendo negativos – como por exemplo o excesso de laxismo, a preguiça, a tolerância à corrupção e à violência que infelizmente existe de uma forma exagerada em algumas sociedades. Neste sentido consideramos que deve haver a definição dos aspectos positivos devem ser cultivados e prosseguidos por todos, os menos positivos devem ser melhorados e os aspectos negativos devem ser eliminados, de forma a permitir o desenvolvimento a melhoria da qualidade de vida e o nível cultural das pessoas.</p>
<p>A dignidade da pessoa humana é o valor fundamental que deve ser protegido e salvaguardado por toda a sociedade. E para que possa haver uma defesa e protecção eficaz desse valor, consideramos que é necessária a defesa e a prossecução de determinados princípios e de determinados valores – como o trabalho árduo e o respeito pelas regras. Entendemos que só a defesa e a prossecução desses princípios e desses valores irão permitir a criação e a distribuição justa dos recursos materiais necessários para a satisfação das necessidades humanas básicas, e também a obtenção de conhecimentos e do património cultural e intelectual, que irá permitir às pessoas alcançarem a sua felicidade e a sua realização.</p>
<p>O cultivo desses valores irá permitir que as pessoas possam adquirir conhecimentos para melhor exercerem os seus direitos e também melhor cumprirem com os seus deveres. A falta do cultivo desses valores pode trazer e traz naturalmente consequências negativas, como por exemplo à má qualidade do sistema de educação, justiça, de segurança, etc., e em último caso da própria democracia. Isto porque as pessoas não se encontraram devidamente preparadas para exercer os seus direitos e cumprir com as suas obrigações. É neste sentido que dizia Thomas Jefferson:</p>
<blockquote><p>I know of no depository of the ultimate powers of the society but the people themselves; and if we think them not enlightened enough to exercice their control with a wholesome discretion, the remedy is not to take it from them, but to inform their discretion.<a href="http://tertuliacrioula.com/wp-admin/post-new.php#_ftn4">[4]</a></p></blockquote>
<p> </p>
<p>Thomas Jefferson, que foi o Terceiro Presidente Norte-americano, e autor da Declaração de Independência dos Estados Unidos e um dos grandes intelectuais da sua época, chamou a atenção por este facto fundamental, e com o qual concordamos. A democracia é de facto o melhor sistema de governo, mas ela só funciona de forma saudável e adequada, se o povo que é quem exerce o poder de soberania estiver preparado ética e intelectualmente para exercer a sua função, que é a de escolher os seus melhores representantes e fiscalizar em última instância o seu desempenho. E quanto a nós isto só é possível com o cultivo desses princípios e valores.</p>
<p> Consideramos que o mais importante é aquilo que dizia Aristóteles na sua grande obra, Ética a Nicómaco, «que a excelência está na disposição do meio», ou seja que os extremos são sempre negativos. E quanto a nós, entendemos que a felicidade e a realização humana encontram-se nessa excelência, que só se consegue alcançar com o cultivo e a prossecução desses princípios ou valores positivos – o trabalho árduo e o respeito pelas regras.</p>
<hr size="1" /><a href="http://tertuliacrioula.com/wp-admin/post-new.php#_ftnref1">[1]</a> Giddens Antony, Sociologia, <em>Calouste Gulbenkian </em>p.22</p>
<p><a href="http://tertuliacrioula.com/wp-admin/post-new.php#_ftnref2">[2]</a> Giddens, Antony, ob., cit., Ibidem</p>
<p><a href="http://tertuliacrioula.com/wp-admin/post-new.php#_ftnref3">[3]</a> Obama Barack, Audácia da Esperança.</p>
<p><a href="http://tertuliacrioula.com/wp-admin/post-new.php#_ftnref4">[4]</a> With Liberty and Justice for All, the story of the bill of rights, <em>Center for the Civic Education.</em></p>
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